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RESENHA: “Dracula 3D” (2012)

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Por Julio Cesar Carvalho

Eis que o cultuado diretor italiano Dário Argento, conhecido por seus filmes no estilo ‘giallo’, faz a sua versão do Conde Drácula. O resultado é no mínimo exótico.

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No roteiro, que ele também assina, o jovem inglês Jonathan Harker é contratado para catalogar a imensa biblioteca do castelo do Conde, mas logo se vê prisioneiro do lugar. Enquanto isso, Lucy contrai um doença após ser atacada por um lobo na floresta, morre e o professor Van Helsing é chamado para desvendar o caso. Sua amiga, Mina, recém-chegada ao pequeno vilarejo, vai ao castelo em busca do seu noivo e conhece o conde Drácula.

Infelizmente, a direção é pobre em ousadia. Argento se mostra preguiçoso (não sei se propositadamente) e não compõe cenas positivamente memoráveis. Muito pelo contrário: Vergonha alheia é boia nesse filme. Cenas ridículas como a do Louva-Deus Gigante (Oi?), te deixam perplexo e sem saber se ri ou se tem raiva. Eu ri. Mas apesar disso, a condução é boa e não cansa. Mesmo com uma bela fotografia de cores fortes, alguns cenários são risíveis e com algumas montagens muito malfeitas.

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A nojeira tá lá, porém digital. O artesanal faz muita falta aqui. Os defeitos especiais são uma bizarrice à parte. lembra alguns filmes do canal SyFy, com o abusivo uso de CGI de má qualidade. Até uma simples cena de um corte no pulso ou de uma aranha passeando sobre a teia é CGI… por quê? POR QUÊ? Sobre o recurso 3D, não posso opinar sobre a sua eficácia já que assisti a versão convencional, mas são notórias as cenas das quais as coisas deveriam saltar à tela.

Ele abusa da sensualidade da sua filha, Asia Argento (Lucy) e a bela Miriam Giovanelli (Tania), que aliás, abre o filme com clima de “Cine Band Privé”. Já Rutger Hauer (Van Helsing) faz um personagem que, pra mim, não deve em nada ao vivido por Anthony Hopkins no cultuado filme do Coppola. E o Drácula, interpretado aqui, é um dos melhores que já vi. Thomas Kretschmann compõe um ser seco, triste e morto, com uma voz cansada e sempre apático. Mas te faz rir quando ele fica irritado, com seus movimentos e rosnados vergonhosos. Em seus filmes, as atuações são quase sempre duvidosas. Às vezes, penso que seja uma exigência do Argento. Só pode! Basta o povo abrir a boca que você reconhece que o filme é dele.

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Vale destacar o ótimo trabalho do compositor Claudio Simonetti que faz uma trilha perfeita a cada momento. É, com certeza, o ponto forte desse projeto.

Em suma, DRÁCULA 3D, soa como se fosse um filme italiano esquecido da Hammer, só que falado em inglês. É, claramente, Argento se divertindo com a tecnologia e abraçando a “causa B”. Prefiro acreditar que seja um filme tosco de propósito e, que apesar das deficiências já citadas, o considero até bonzinho.

E só pra constar, na minha opinião, o melhor filme do conde empalador já feito é o DRÁCULA de 1979, no qual Frank Langella vive o príncipe das trevas.

 

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Anarquista, quase cinéfilo, diretor de arte, fotógrafo, cervejeiro, rockeiro doido e crítico/podcaster do Toca o Terror

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RESENHA: O Homem nas Trevas (2016)

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[Por Felipe Macedo e Jarmeson de Lima]

O diretor Fede Alvarez, retorna com seu novo trabalho, após ser descoberto pelo diretor Sam Raimi e juntos terem realizado o remake do clássico “Evil Dead – A Morte do Demônio“. O novo trabalho em questão é “O Homem nas Trevas” (Don’t Breathe), mais uma vez produzido pelo seu tutor hollywoodiano. O longa vem como desafio e servirá para provar se o diretor uruguaio seria realizador de um filme só ou se terá vida própria dentro da sétima arte. (mais…)

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RESENHA: Amizade Desfeita (2015)

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Amizade Desfeita

Parece que o formato ´captura de tela´ é o novo ´found-footage´ que veio pra ficar. Agora é a vez da Universal Pictures que resolveu apostar nessa produção da Blumhouse Productions (Sobrenatural, The Purge, Ouija) intitulada Amizade Desfeita (Unfriended) que não passa de mais um filme genérico de fantasma vingativo contra adolescentes descerebrados.

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O filme abre com um vídeo flagrante de uma garota chamada Laura Barns cometendo suicídio e sabe-se logo em seguida que a mesma era vítima de cyber-bullying. Com roteiro de Nelson Greaves e direção de Leo Gabriadze, o longa nos mostra tudo através da captura de som e imagem da tela do notebook de Blair, que após assistir tal tragédia, se conecta com o namorado, Mitch, pra fazer amorzinho virtual pela webcam. Tesão, hein? Eis que de repente, quatro amigos invadem o chat do casal formando uma conversa em grupo no por Skype. Ô beleza! E para quebrar o clima valendo, um usuário não identificado entra na vídeo conferência grupal e começa a tocar o terror pra cima da galera.

Vale lembrar que essa narrativa ‘web-footage’ não é novidade, pois já foi utilizado pelos eficientes The Den (2013) e Open Windows (2014 – com Sasha Grey e Elijah ´Frodo´ Wood). É uma pena que no caso de Unfriended, essa escolha não foi das mais felizes, pois ao contrário do já citado Open Windows, a câmera não passeia pela tela da protagonista, ficando em uma tela cheia estática que, vez por outra, vira uma confusão de janelas abertas de tudo quanto é site e aplicativos. Por falta de criatividade(?) ou para criar mais senso de realidade, não foram criados programas fictícios. Sendo assim, tudo roda num MacBook com seu iOS, os aplicativos são o Skype e Messages, os sites são o Google, Youtube, Facebook etc.

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Voltando ao enredo, a coisa fica cabulosa quando o tal hacker clama ser a finada Laura e passa a enviar, e postar, fotos e vídeos  comprometedores de cada um no Facebook através dos perfis deles mesmos. Claro que isso gera confusão até perceberem que tudo é obra do tal penetra virtual. Detalhe que a princípio, só o casal, Blair e o Mitch, sabe que se trata supostamente da falecida amiga que, obviamente, os acusa de terem provocado a sua morte. Inicialmente, o joguinho da discórdia funciona, mas, apesar de algumas mortes, começa a ficar chato. A coisa só melhora pra lá da segunda metade do longa, quando a fantasma virtual, que até a luz da casa deles consegue apagar, se revela para todos. Agora, ela decide botar pra foder geral com uma espécie de jogo da verdade onde quem perde morre. O desespero é geral e as atuações exageradas até que rendem boas risadas.

Agora, Amizade Desfeita empolga e pequenos detalhes vão dando um charme todo especial, como quando a Blair mente descaradamente pra o namorado e o espírito bota pra tocar a música “How you lie, lie, lie” (Como você mente, mente, mente) do Connie Conway e ela fica tentando sem sucesso fechar o player de música; ou quando em vários momentos a protagonista escreve, apaga e rescreve as mensagens pra defunta no chat do Facebook, nos dando assim indícios que ela está escondendo algo dos amigos e de nós. As mortes são simples e convincentes dentro da limitação do avatar da webcam dos protagonistas. O clima de suspense sobre a identidade do hacker do além funciona até certo ponto.

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A persona sádica e sagaz de Laura Barns é uma grata surpresa. Ela tortura sem dó nem piedade cada um, desconstruindo e derrubando todas as máscaras de amizade e lealdade do grupo. Sempre com uma carta na manga, essa a alma sebosa merece o prêmio joinha de ´feladaputagem´ do próprio Capeta, pois se utiliza do mesmo modus operandi, no papel de acusadora e agente do caos. Detalhe esse que, apesar de funcionar, não foi elevado a máxima pelo enredo até o fim, mas talvez eu esteja querendo demais de uma produção mainstream.

Com alguns pontos positivos, o fato é que esse formato cansa e o já mencionado problema do ponto de vista fixo só contribui para isso. No fim das contas, Amizade Desfeita até que é um filme eficiente e cruel, mas infelizmente não segura a onda “precisando” trair o próprio formato para concluir a trama.

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Nota: Amizade Desfeita custou apenas R$ 1 milhão e faturou cerca de 32 milhões nos EUA e tem sua estreia nos cinemas brasileiros marcada para 12 de Novembro.

Escala de tocância de terror:

Título alternativo: Cybernatural

Direção: Levan Gabriadze
Roteiro: Nelson Greaves 

Elenco: Heather Sossaman, Matthew Bohrer e Courtney Halverson
Origem: EUA e Rússia

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RESENHA: Doutor Sono (2019)

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Doutor Sono

[Por Osvaldo Neto]

As adaptações das obras de Stephen King, um escritor que goza de imensa popularidade internacional, são quase que um subgênero do horror no cinema e TV. Desde que Brian De Palma fez CARRIE – A ESTRANHA que filmes e séries baseados e/ou inspirados pelo autor são produzidos em escala massiva e geram bastante expectativa para quem acompanha o gênero. Chegando às salas comerciais pouco após IT – CAPÍTULO 2, DOUTOR SONO é a segunda grande produção da Warner Bros com a grife S. K. lançada em 2019 com estreia nacional nesta semana.

(mais…)

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