conecte-se conosco

Resenhas

RESENHA: "Evil Dead" (2012)

Publicados

em

evil-dead05
Por Jarmeson de Lima
Esta resenha está dividida em duas partes para facilitar sua compreensão. Uma parte é dirigida para quem já viu o filme original e a outra pra quem ainda não viu a primeira versão de “Evil Dead”. Se você se enquada na segunda opção, leia só até o próximo parágrafo. Se já viu o primeiro filme, aproveite para ler tudo.
Os neófitos ou o público adultescente que está ansioso por novidades no mundo do Terror e que cresceram vendo franquias como “Premonição”, “O Albergue” e “Jogos Mortais” talvez se impressione com o conteúdo do “novo” “A Morte do Demônio”. Afinal, tem mutilações sem dó nem piedade, litros de sangue e cenas de dar agonia com instrumentos afiados… Hmmm, se bem que isso tudo já viram em Jogos Mortais. Mas é provável que se assustem com o clima tenso em que parece que ninguém vai poder escapar da morte… “Ah, mas isso rola em Premonição…”. Verdade… bem, resta então temer pela história de um grupo de jovens em uma cabana que vai morrendo em situações sinistras e… É, não dá. Tá parecendo clichê. Faça o seguinte: veja o original e volte aqui.
Muito bem, já que você viu o “Evil Dead” original e quer arriscar este aqui, saiba logo que esta refilmagem vale bem mais pela curiosidade do que pelo conjunto. E olha que parecia promissor desde as primeiríssimas cenas antes do créditos principais.
Uma vez que sabemos que não seria nada original levar um grupo de jovens para a floresta a troco de nada, criaram um motivo mais interessante. A premissa parece simplória, mas funciona. Uma garota está em reabilitação e seus amigos e seu irmão a levam para a antiga casa de campo da família. Sendo assim, qualquer atitude anormal da garota poderia ser considerada sintoma de abstinência e a regra entre eles é a de não tirar a menina dali, custe o que custar.
1160932 - Evil Dead
Como já sabemos o que vai acontecer, então daria pra pressupor que o filme seguiria um bom caminho. O que nós espectadores não contavam é com o comportamento questionável dos personagens diante das situações. Afinal, quem em sã consciência vê um objeto lacrado com arame farpado, avisos para não abrir, não ler e faz exatamente o contrário? Se no filme original, temos uma gravação em fita que ajuda a liberar a entidade maligna, nesta nova filmagem aparece um personagem autodidata que manja tudo de idiomas arcaicos e linguagem satânica pra fazer o que não deve.
Relevando este fato, ainda dá para se deleitar ao longo da primeira hora do filme com as angustiantes consequências da libertação da entidade maligna. Com ligação direta com o primeiro filme, ainda vemos a tomada de câmera correndo em plano subjetivo pelas árvores e ainda aquela cena do “estupro”, mas com um novo desdobramento.
Fora isso, graças a este remake, agora ficamos sabendo que há mais maneiras de derrotar o “demônio” de acordo com as regras do livro feito de carne humana. De repente pode ser útil pra você, quem sabe…
O fato é que da metade em diante tudo se torna constrangedor, colocando o que resta do filme a perder por conta de um sentimentalismo barato. Chega a ser risível conferir o destino que deram a certos personagens que à beira da morte ainda tem que dar discursos de amizade e confiança.
Mas justiça seja feita. Esse demônio é mais poderoso do que o primeiro. Consegue fazer até chover! Já a tagline de “O filme mais apavorante que você verá nesta vida” está longe de ser verdade. A menos, claro que você decida esquecer os que já assistiu ou não veja mais nenhum outro filme de terror em sua passagem pela Terra.
*O autor agradece a Espaço Z pela oportunidade de ver o filme na sessão cabine de imprensa.

Continue lendo
Clique para comentar

1 comentário

  1. Danielle Silva

    12 de julho de 2015 a 14:10

    Achei bem bosta esse filme. O antigo é mais legalzinho.

  2. Pingback: LISTA: Top 20 – Melhores filmes da década (2010-2019) | Toca o Terror

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Resenhas

SÉRIE: What We Do in the Shadows (2019)

Publicados

em

What We Do in the Shadows

Na próxima quinta (15 de abril), estreia no canal FX dos EUA a segunda temporada de What We Do in the Shadows, série baseada no filme de mesmo nome lançado em 2014. Aqui no Brasil, sua primeira temporada foi exibida no ano passado pela Fox Premium. Vamos aproveitar então o retorno do programa lá fora para tecer algumas linhas sobre a atração.

Se você assistiu ao filme, fique sabendo que a mecânica é a mesma do longa. Uma equipe de filmagem que nunca aparece acompanha a rotina de três vampiros centenários que vivem na mesma casa e tentam se adequar ao mundo moderno. A principal mudança em relação à obra original é que a história se passa nos EUA, mais precisamente em Staten Island, Nova York.

O elenco também é outro Com a adição de uma personagem feminina, Nadja (Natasia Demetriou), e do lacaio Guillermo (Harvey Guillén), o trio de vampiros se completa com Nandor (Kayvan Novak) e Laszlo (Matt Berry). Há ainda um personagem recorrente, Colin Robinson (Mark Proksch), um humano que se apresenta como “vampiro de energia” e que se alimenta da força vital das pessoas, deixando-as entediadas.

A vida deles segue tranquila, até que eles são obrigados a receber como hóspede o barão Afanas (Doug Jones coberto de maquiagem, para variar), um vampiro milenar que vem da Europa e sonha em conquistar a América. Apesar desse ponto de partida, o enredo não se apega muito a ele. Como seriado, What We Do in the Shadows é basicamente uma sitcom, na qual o roteiro tenta brincar com os clichês da mitologia e da cultura pop.

No filme isso deu muito certo, mas ao longo de 10 capítulos, a série não se sustenta. Há momentos brilhantes, mas eles são raridades. Destaque para os episódios The Trial, com a participação de vários atores que interpretaram vampiros no cinema (como Wesley Snipes e Danny Trejo), e The Orgy, no qual, como o próprio nome diz, uma orgia vampírica é organizada, sem muito sucesso.

Porém, a impressão que fica é que assistir What We Do in the Shadows é um grande esforço para poucas risadas, mesmo que seus capítulos tenham apenas 30 minutos em média. Uma pena, pois o elenco todo é muito bom. Esperamos que nessa segunda temporada, os roteiristas estejam mais inspirados.

Escala de tocância de terror:

Direção: Jemaine Clement e Taika Waititi
Roteiro: Jemaine Clement e Taika Waititi
Elenco: Kayvan Novak, Matt Berry e Natasia Demetriou
Origem: EUA

Continue lendo

Resenhas

RESENHA: Maria e João – O Conto das Bruxas (2020)

Publicados

em

Maria e João

MARIA E JOÃO – O CONTO DAS BRUXAS é inspirado num dos contos mais conhecidos dos irmãos Grimm que já foi adaptado várias vezes pras telas. Até uma versão estilizada estrelando o Gavião Arqueiro dos Vingadores já teve! Agora é a vez de Osgood “Oz” Perkins dar sua visão à história optando pelo horror de fato nos oferecendo uma fábula cruel e cabulosa típica dos contos originais. (mais…)

Continue lendo

Resenhas

RESENHA: Quando as Luzes se Apagam (2016)

Publicados

em

Quando as Luzes se Apagam

[Por Jarmeson de Lima]

Em sua essência, “Quando as Luzes se Apagam” é mais um drama familiar sobrenatural. Temos aqui uma mãe traumatizada, uma criança assustada, um pai desaparecido e uma filha rebelde compondo o núcleo principal desta produção que nos envolve em uma trama alegórica sobre o medo do escuro.
(mais…)

Continue lendo

Trending