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RESENHA: "Evil Dead" (2012)

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edeada2
Por Geraldo de Fraga
O remake de Evil Dead sempre me causou estranheza. Pra mim, todo o reconhecimento que o filme original tinha pelos fãs de horror se dava pelo fato de que ele se utilizava de efeitos toscos e altas doses de humor. Além do personagem principal, o canastrão Bruce Campbell.
A refilmagem de 2013 chega com efeitos especiais de primeira e tenta dar uma dramaticidade à história, com o lance do rehab da protagonista Mia. A seriedade da história poderia até funcionar bem, mas a avalanche de clichês que se vê na tela tira todo o “quê” de novidade. Por quê? Porque transforma Evil Dead em um filme de terror igual a vários e vários outros que surgem a cada dia. É mais um filme de jovens que vão passar um final de semana em uma cabana e algo de ruim acontece.
O filme tem cenas fortes, que até trazem alguma novidade do quesito “originalidade” de mortes, mas somente isso não é mérito para que a refilmagem mereça muito crédito. A história não se sustenta e você sempre sabe o que vai acontecer com os personagens e as reviravoltas também são previsíveis.
Até as referências à obra original deixam a desejar. Enfim, o Evil Dead de 2013 pode até arrecadar milhões de dólares nas bilheterias e dar origem a uma nova franquia (o que é mais do que provável que aconteça), mas não será lembrado como um clássico. Diferente do seu precursor.
*O autor agradece a Espaço Z pela oportunidade de ver o filme na sessão cabine de imprensa.

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RESENHA: A Torre Negra (2017)

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A Torre Negra

[Por Felipe Macedo]

Stephen King é um dos dos autores mais adaptados do cinema e em meio a tantos filmes, a maioria é de qualidade duvidosa. Poucos são os que merecem ser dignos de menção. O novo longa baseado em sua obra é inspirado na série de livros A Torre Negra e que de acordo com o próprio King bebe da fonte de Tolkien na construção do universo e criaturas fantásticas. (mais…)

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RESENHA: Macabro (2020)

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Macabro

O fã de horror nacional é, antes de tudo, um otimista. A torcida pelos realizadores brasileiros é grande, ainda mais quando um filme como Macabro é anunciado. O longa dirigido por Marcos Prado (Paraísos Artificiais, O Mecanismo) se baseia em um dos casos mais sinistros dos anos 90: os irmãos necrófilos de Nova Friburgo, dois jovens que assassinavam mulheres e abusavam sexualmente dos seus cadáveres.

O filme relata a história sob o ponto de vista do Sargento Teo da PM (Renato Góes), personagem que carrega consigo o drama de ter matado um inocente por engano em uma operação policial. Esse equívoco é justamente o que o leva de volta ao interior do Rio de Janeiro, já que um sucesso na nova investigação poderia apagar tal mancha em sua carreira. Mas na cidade onde cresceu, além dos criminosos, Teo enfrenta seus próprios fantasmas: a morte da mãe, a relação com os tios que lhe criaram e o amor de infância pela prima.

Estabelecido o cenário inicial, a história de Macabro nos leva ao caso dos irmãos e o roteiro acerta muito quando lhes dá aspectos animalescos e irracionais, de algo que não pode ser contido com palavras, apenas na base da violência. Mostrar a população inteira armada, pronta para reagir de forma brusca, deixa o espectador inserido em um ambiente de medo, junto com as potenciais vítimas. Algumas cenas também assustam, mérito da direção.

Mas os acertos não vão muito além disso. Ao mesmo tempo em que o roteiro esconde certos pontos, para não entregar nada de mão beijada, o texto escorrega em não responder questões que ele mesmo levanta. Procurando explicações para o que teria transformado aqueles irmãos em verdadeiros monstros, Teo se depara com indícios de abuso doméstico, racismo, pedofilia e até o clichê ‘magia negra’, mas nada fica claro, nem ao menos subentendido. Os pontos simplesmente não se juntam. Há furos demais para uma história que não se propõe a uma grande reviravolta, já que ela caminha o tempo todo para o mesmo desfecho da vida real.

Por outro lado, o nível técnico impressiona e fica acima de média das produções de horror e suspense brasileiras, com destaque para a fotografia e a direção de arte. Isso talvez baste para o grande público. No último dia 8, por exemplo, Macabro conquistou o prêmio de Melhor Filme pelo Júri Popular do Brooklyn Film Festival, em Nova York. Com isso na bagagem, pode ser que o longa leve um bom número de pessoas aos cinemas quando a quarentena passar. Tomara.

Escala de tocância de terror:

Direção: Marcos Prado
Roteiro: Rita Glória Curvo e Lucas Paraizo
Elenco: Renato Góes, Amanda Grimaldi e Guilherme Ferraz
Origem: Brasil

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RESENHA: O Homem Invisível (2020)

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Homem Invisível

A ideia de ficar invisível persegue as pessoas desde muito tempo. Mas foi só H. G. Wells que primeiro tentou traduzir os riscos desse poder. E em 1933, veio ao mundo a primeira adaptação desta obra. Desde então, a figura do Homem Invisível tornou-se indiscutivelmente um ícone na cultura pop, com várias versões posteriores nas telas, estampando camisetas, canecas e action figures. O personagem estava até sumido das histórias no cinema há um bom tempo e agora, no inicio de 2020 ganha uma nova versão, colocando este ser numa discussão muito séria e real sobre relacionamentos abusivos. (mais…)

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