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RESENHA: "Evil Dead" (2012)

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Por Geraldo de Fraga
O remake de Evil Dead sempre me causou estranheza. Pra mim, todo o reconhecimento que o filme original tinha pelos fãs de horror se dava pelo fato de que ele se utilizava de efeitos toscos e altas doses de humor. Além do personagem principal, o canastrão Bruce Campbell.
A refilmagem de 2013 chega com efeitos especiais de primeira e tenta dar uma dramaticidade à história, com o lance do rehab da protagonista Mia. A seriedade da história poderia até funcionar bem, mas a avalanche de clichês que se vê na tela tira todo o “quê” de novidade. Por quê? Porque transforma Evil Dead em um filme de terror igual a vários e vários outros que surgem a cada dia. É mais um filme de jovens que vão passar um final de semana em uma cabana e algo de ruim acontece.
O filme tem cenas fortes, que até trazem alguma novidade do quesito “originalidade” de mortes, mas somente isso não é mérito para que a refilmagem mereça muito crédito. A história não se sustenta e você sempre sabe o que vai acontecer com os personagens e as reviravoltas também são previsíveis.
Até as referências à obra original deixam a desejar. Enfim, o Evil Dead de 2013 pode até arrecadar milhões de dólares nas bilheterias e dar origem a uma nova franquia (o que é mais do que provável que aconteça), mas não será lembrado como um clássico. Diferente do seu precursor.
*O autor agradece a Espaço Z pela oportunidade de ver o filme na sessão cabine de imprensa.

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RESENHA: Quando as Luzes se Apagam (2016)

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Quando as Luzes se Apagam

[Por Jarmeson de Lima]

Em sua essência, “Quando as Luzes se Apagam” é mais um drama familiar sobrenatural. Temos aqui uma mãe traumatizada, uma criança assustada, um pai desaparecido e uma filha rebelde compondo o núcleo principal desta produção que nos envolve em uma trama alegórica sobre o medo do escuro.
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RESENHA: A Visita (2015)

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A Visita

Por Júlio César Carvalho

Para uns, M. Night Shyamalam é um gênio, mas pra outros, o diretor não passa de uma farsa. Na minha visão, a carreira do rapaz se resume assim: em 1999, Shyamalam ganhou a atenção do mundo com o clássico contemporâneo O Sexto Sentido (The Sixth Sense) e em seguida, se superou com o ótimo Corpo Fechado (Unbreakable, 2000). Depois vieram Sinais (Signs, 2002) e A Vila (The Village, 2004) que apesar de bons, começaram a causar dúvidas em muitos a respeito da sua suposta genialidade. (mais…)

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RESENHA: O Poço (2020)

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O Poço

Com uma produção modesta com apoio do governo espanhol e distribuição da Netflix, “O Poço” (El Hoyo) mescla mistério, drama e ficção científica numa trama que é fácil de resumir, mas difícil de explicar. Assim como obras como “Cubo” e “Demônio“, a ação deste filme se concentra em alguns poucos cenários, restando aos atores imprimir um trabalho que chama a atenção do público.

O estreante em direção de longas, Galder Gaztelu-Urrutia, apresenta aqui uma história que se passa em uma espécie de prisão vertical, em que cada andar abriga dois presos. A plataforma não possui grades ou janelas… apenas as paredes, camas e um buraco no chão e no teto que é por onde uma vez por dia desce uma grande mesa de comida.

E é através do comportamento dos presos frente às refeições que são destrinchadas analogias sociais de opressão, solidariedade e das relações de poder que vão de cima para baixo literalmente. Quem tem sorte de ficar nos níveis superiores tem a chance de comer as refeições com os pratos ainda intactos e limpinhos. Já quem está mais abaixo vai tendo que se contentar com o que vai sobrando sem que nehum dos confinados tenha a preocupação de deixar algo para quem vai se alimentar depois. 

Nesta situação de isolamento dividida em um lugar onde você não queria estar e com quem você não queria conviver, o lado obscuro de cada um se revela e podemos esperar o pior na medida em que vemos o que acontece nos níveis inferiores do Poço. Podia ser só um filme tipo crítica social ao sistema carcerário, mas ele abrange uma metáfora maior sobre nossa presença no mundo e nossa responsabilidade diante da escassez e desperdício de alimentos.

Apesar de ter um ritmo mais reflexivo, “O Poço” sempre guarda cenas impactantes (e com boa dose de gore) no desdobramento de sua história garantindo uma certa fluidez pra quem assiste. Obras assim que oferecem algo a mais do que aparentam estão em falta no cardápio da Netflix, mas são sempre bem vindas.

Escala de tocância de terror:

Título original: El Hoyo
Diretor: Galder Gaztelu-Urrutia
Roteirista: David Desola
Elenco: Ivan Massagué, Zorion Eguileor, Antonia San Juan
País de origem: Espanha

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