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Resenhas

RESENHA: “Mama” (2013)

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Por Queops Negronski

Do universo do horror podemos esperar tudo, visto que as regras para o sobrenatural são bastante elásticas, a dor, o medo, o desespero e sua irmã, a esperança, podem e devem ser elevados a níveis extraordinários, o problema é que existem aqueles que preferem seguir a cartilha fácil, trilhando o conhecido caminho dos clichês e “Mama“, infelizmente, não foge disso.

Escrito e dirigido por Andrés Muschietti e produzido por Guillermo Del Toro, J. Miles Dale e Bárbara Muschietti, “Mama” começa mostrando Jeffrey, (Nikolaj Coster-Waldau, da série de tv “Game of Thrones”) que, desesperado por causa das dívidas, mata a esposa e foge com as duas filhas. No meio da fuga, sofrem um acidente que os deixa perdidos numa floresta coberta pela neve, até que encontram uma cabana aparentemente vazia onde se abrigam e lá, uma entidade dá cabo da vida de Jeffrey quando este está prestes a terminar o que começara horas antes.

Cinco anos se passam e descobrimos que o irmão gêmeo de Jeffrey, Lucas, que nunca desistiu de procurar pela família, finalmente encontra as sobrinhas (Megan Champentier e Isabelle Nelisse, excelentes) vivas, porém, em estado de selvageria. Levadas de volta à civilização, Lucas e sua namorada Annabel (Jessica Chastain) descobrem das piores maneiras que não trouxeram apenas seus entes queridos da floresta, estão com eles, em seu novo lar, Mama, a entidade que salvou e cuidou das crianças durante todo o tempo em que elas estiveram perdidas.

A partir daí, o que se revelava uma história “ok” desce ladeira abaixo, se agarrando com firmeza ao lugar-comum que assola o gênero, com direito até aquela personagem que aparece e de cara notamos que está ali apenas para morrer. A fotografia e os efeitos sonoros/visuais são excelentes (a figura da Mama é totalmente inspirada na estética do terror japonês e infelizmente, apenas nisso), os atores cumprem muito bem seus papéis, seu principal problema reside num roteiro fragmentado a ponto de nos fazer esquecer da existência de alguns personagens (!) e, o que é imperdoável num filme de terror: em nenhum momento sentimos medo. Existem sustinhos aqui e acolá, mas isso é pouco, muito pouco.

* O Toca o Terror agradece a Espaço Z pela oportunidade de ver o filme na sessão cabine de imprensa.

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RESENHA: Quando as Luzes se Apagam (2016)

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Quando as Luzes se Apagam

[Por Jarmeson de Lima]

Em sua essência, “Quando as Luzes se Apagam” é mais um drama familiar sobrenatural. Temos aqui uma mãe traumatizada, uma criança assustada, um pai desaparecido e uma filha rebelde compondo o núcleo principal desta produção que nos envolve em uma trama alegórica sobre o medo do escuro.
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RESENHA: A Visita (2015)

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A Visita

Por Júlio César Carvalho

Para uns, M. Night Shyamalam é um gênio, mas pra outros, o diretor não passa de uma farsa. Na minha visão, a carreira do rapaz se resume assim: em 1999, Shyamalam ganhou a atenção do mundo com o clássico contemporâneo O Sexto Sentido (The Sixth Sense) e em seguida, se superou com o ótimo Corpo Fechado (Unbreakable, 2000). Depois vieram Sinais (Signs, 2002) e A Vila (The Village, 2004) que apesar de bons, começaram a causar dúvidas em muitos a respeito da sua suposta genialidade. (mais…)

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RESENHA: O Poço (2020)

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O Poço

Com uma produção modesta com apoio do governo espanhol e distribuição da Netflix, “O Poço” (El Hoyo) mescla mistério, drama e ficção científica numa trama que é fácil de resumir, mas difícil de explicar. Assim como obras como “Cubo” e “Demônio“, a ação deste filme se concentra em alguns poucos cenários, restando aos atores imprimir um trabalho que chama a atenção do público.

O estreante em direção de longas, Galder Gaztelu-Urrutia, apresenta aqui uma história que se passa em uma espécie de prisão vertical, em que cada andar abriga dois presos. A plataforma não possui grades ou janelas… apenas as paredes, camas e um buraco no chão e no teto que é por onde uma vez por dia desce uma grande mesa de comida.

E é através do comportamento dos presos frente às refeições que são destrinchadas analogias sociais de opressão, solidariedade e das relações de poder que vão de cima para baixo literalmente. Quem tem sorte de ficar nos níveis superiores tem a chance de comer as refeições com os pratos ainda intactos e limpinhos. Já quem está mais abaixo vai tendo que se contentar com o que vai sobrando sem que nehum dos confinados tenha a preocupação de deixar algo para quem vai se alimentar depois. 

Nesta situação de isolamento dividida em um lugar onde você não queria estar e com quem você não queria conviver, o lado obscuro de cada um se revela e podemos esperar o pior na medida em que vemos o que acontece nos níveis inferiores do Poço. Podia ser só um filme tipo crítica social ao sistema carcerário, mas ele abrange uma metáfora maior sobre nossa presença no mundo e nossa responsabilidade diante da escassez e desperdício de alimentos.

Apesar de ter um ritmo mais reflexivo, “O Poço” sempre guarda cenas impactantes (e com boa dose de gore) no desdobramento de sua história garantindo uma certa fluidez pra quem assiste. Obras assim que oferecem algo a mais do que aparentam estão em falta no cardápio da Netflix, mas são sempre bem vindas.

Escala de tocância de terror:

Título original: El Hoyo
Diretor: Galder Gaztelu-Urrutia
Roteirista: David Desola
Elenco: Ivan Massagué, Zorion Eguileor, Antonia San Juan
País de origem: Espanha

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