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RESENHA: Holocausto Canibal (1980)

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CanibalHolocaust
Por Jarmeson de Lima
Ainda hoje banido em diversos países, “Holocausto Canibal” de Ruggero Deodato é um filme para estômagos fortes. Filmado como se fosse um documentário, ele mostra a busca de um grupo de jovens por uma tribo esquecida no meio da Amazônia, em algum lugar entre o Brasil e o Peru. Dois meses mais tarde, depois que o grupo não retorna, um antropólogo viaja em uma missão de resgate para encontrá-los. Após se deparar com a tribo que havia se confrontado com a primeira equipe, o antropólogo toma certas precauções e consegue recuperar as latas de filme perdidas, que revelam o destino dos cineastas desaparecidos.
Na segunda metade do filme, vemos o que de fato aconteceu na primeira expedição com direito a cenas de mal tratos a animais, estupro e mortes violentas. Como se não fossem imagens repulsivas o bastante, uma rede de TV se interessou em exibir as fitas na íntegra em rede nacional sob protesto do antropólogo.
CanibalHolocaust scene
Por tudo isso, depois de estrear na Itália, as cópias de “Holocausto Canibal” foram apreendidas por ordem de um magistrado local. Ruggero Deodato tinha sido acusado de ter feito um snuff, devido aos rumores que afirmavam que certos atores foram realmente mortos. E de fato as cenas mais chocantes do filme nos impressionam pelos efeitos e pela maquiagem, que poderiam impressionar os que realmente acharam que fosse um documentário.
Como precursor dos filmes de gênero “found-footage”, a obra de Deodato não se furtou mesmo a mostrar cenas fortes de aspecto gore e sem sutilezas. A crueldade selvagem e animal está ali representada sem que tenhamos tempo de repensar e crer na humanidade.
Mas apesar de tudo, “Holocausto Canibal” pode ser visto também como um comentário e crítica social sobre a sociedade civilizada. Até que ponto os expedicionários podem ser mais ou menos bárbaros do que os nativos que viviam longe das cidades? Pelo ponto de vista do filme, a modernidade nos traz de volta à Idade da Pedra.
Título: original: Cannibal Holocaust
Direção: Ruggero Deodato
Roteiro: Gianfranco Clerici
Elenco: Robert Kerman, Francesca Ciardi, Perry Pirkanen
Origem: Itália
https://www.youtube.com/watch?v=i3we-rvXH7M

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RESENHA: O Farol (2019)

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[Por Rodrigo Rigaud]*
Após A Bruxa, difícil resistir a lançar holofotes sobre o novo longa de Robert Eggers – ainda o segundo de sua carreira. Para quem mergulhou no universo de isolamento, fanatismo, loucura e fantasia – um horror, de fato – de seu filme debut, O Farol (The Lighthouse) poderá soar como um naufrágio na potência de seu cinema. (mais…)

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RESENHA: Contato Visceral (2019)

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Contato Visceral

Sinceramente, alguns títulos traduzidos da Netflix atrapalham mais do que ajudam na hora de decidir o que ver. Se não fosse alguns colegas falarem bem de “Wounds“, eu jamais chegaria perto de assistir o filme que está no catálogo de streaming com o nome de “Contato Visceral“.

Dirigido por Babak Anvari, o mesmo autor de “À Sombra do Medo” (Under The Shadow), esta produção com selo Netflix vai fisgar a atenção de quem curte um horror sobrenatural perturbador.

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SÉRIE: Marianne (2019)

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marianne
[Por Felipe Macedo]

Histórias de bruxas sempre fascinaram o público. Sejam elas voltadas pra algo mais assustador ou infantil, essas personagens sempre causaram certo impacto. A lenda da bruxa má povoa nossa imaginação desde a infância em histórias como “João e Maria” e depois na vida adulta em filmes como “ Suspiria ”.

A Netflix sabendo do interesse sobre o tema e na falta de produções atuais sobre o assunto, trouxe recentemente para seu catálogo a série francesa “Marianne” prometendo noites insones para o público. A trama acompanha Emma, uma jovem escritora de bastante sucesso devido a uma série de livros onde a bruxa Marianne, literalmente toca o terror. Forçada a voltar para a cidade de Eden, uma pequena cidade costeira na França, lá ela descobre que sua personagem é real e está a procura de algo. Agora cabe a Emma e seus amigos de infância colocarem um fim no reinado de terror de Marianne.

Bem, qualquer semelhança com algumas historias de Stephen King não é mera coincidência. É notável a influência do autor em toda a história. O clima soturno e uma criatura realmente maligna norteiam a trama com alguns momentos cabulosos. Pena que isso não dure muitos episódios. Apesar de ter bastantes clichês do gênero, no começo a série me prendeu e logo em seguida me fez revirar os olhos diversas vezes. A tentativa de humor, no entanto, é totalmente descabida, sem agradar em nenhum momento gerando até irritação em uma quebra de clima.


O formato de série não ajudou no desenvolvimento dos demais personagens. Tirando Emma e Marianne, os outros são apenas estereótipos de filmes de terror. Pra piorar não são carismáticos e a medida que somem ou morrem na história, isso não acarreta peso algum. E isso é um grande problema no roteiro. A falta de consequências em situações que deveriam repercutir são esquecidas rapidamente. Num filme, isso é compreensível pela questão do tempo, mas numa série? Parece preguiça mesmo.

O número de episódios também poderia ter sido reduzido para no máximo uns seis. Tanto é que no meio da temporada temos muita encheção de linguiça. No fim, “Marianne” tem uma premissa boa, uma vilã realmente aterradora, mas os jumpscares em desmasia e a tentativa a todo custo de parecer um enlatado americano tiram muito de sua graça.

Escala de tocância de terror:

Criador: Samuel Bodin
Elenco: Victorie Du Bois, Lucie Boujenah, Alban Lenoir e outros
País de origem: França
Ano de lançamento: 2019

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