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RESENHA: "Dracula de Bram Stoker" (1992)

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Por Julio Cesar Carvalho
Em meio a inúmeras adaptações para o cinema desse monstro da literatura clássica, eis que ninguém menos que Francis Ford Coppola decide fazer a sua versão do clássico de Bram Stoker. O resultado foi um dos melhores filmes do conde já feitos e que venceu 4 categorias do Oscar em 1992. Apesar de não ser exatamente o que o título diz, já que muitos aspectos do livro foram reinventados, é um filme que marcou época e que é referência até hoje. Mas como o foco aqui não é o filme em si. Vamos ao blu-ray de DRÁCULA DE FRANCIS FORD… Não, espera… DE BRAM STOKER.
Apesar de ter escrito “Edição de Colecionador” na capa, a caixa é a padrão, azulzinha, e não contém nenhum encarte ou livreto. Aliás, achei a arte da capa horrível. Tem a foto do conde se protegendo da luz, mas parece que ele está até com vergonha de sair na foto.
IMAGEM: Segundo uma chamada na caixa do Blu-ray, é prometido total fidelidade ao master original da obra. Sinceramente, eu esperava mais. Achei a imagem, por vezes, cheia de ruídos e pouca nitidez, comparado a outros títulos em FULL HD que estão no mercado. Não me entendam mal, a fotografia do filme é impecável, só não achei o resultado da “alta definição” tão bom quanto esperava. Talvez, essa não seja uma masterização definitiva ou até tenha sido a intenção na época da filmagem, já que o filme tem, propositalmente, uma cara artesanal. Mas claro que não compromete o entretenimento em momento algum, até porque nem todo mundo nota esse tipo de coisa.
ÁUDIO: Esse sim está avassalador. Não assisti em um home theater 5.1, mas meu simples 2.0 me deixou totalmente imerso. Dá pra notar profundidade nos efeitos sonoros e a trilha é impactante. Som cristalino.
EXTRAS: Aí sim, é onde esse blu-ray faz a diferença. Além do comentário do Francis F. Coppola e cenas excluídas, tem quatro documentários. O SANGUE É A VIDA: mostrando os bastidores na época das filmagens; FIGURINO: obviamente mostrando o processo de criação das roupas dos personagens; EFEITOS VISUAIS DE DRÁCULA: acredito que seja o mais interessante de todos, pois mostra como foram criados os efeitos usando apenas técnicas antigas e artesanais, evitando o uso de CGI; MÉTODO E LOUCURA: aborda mais a direção de arte, os conceitos visuais do Drácula e seus personagens através de vários artistas, e o desenvolvimento dos storyboards.
A distribuição é pela Sony Pictures e tem legendas em português para o filme e extras, e áudio (5.1 TRUE HD) em português, apenas para o filme.

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Anarquista, quase cinéfilo, diretor de arte, fotógrafo, cervejeiro, rockeiro doido e crítico/podcaster do Toca o Terror

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SÉRIE: Castlevania (2017)

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Castlevania

[Por Felipe Macedo]

Sou gamer desde de quando me entendo por gente e passei boa parte da minha vida me divertindo (e me estressando) com essa mídia. Conheci a série Castlevania nos 16bits e já sabia que era uma franquia já bastante estabelecida antes (em 8 bits), mais precisamente no nintendinho. Passei várias tardes dando chicotadas em lobisomens, medusas, zumbis e claro no vampirão mais famoso do mundo: O Conde Drácula. (mais…)

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RESENHA: #Alive (2020)

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Alive

O cinema sul coreano ganhou uma visibilidade incrivel nos últimos anos e hoje não é tão raro ver obras vindas de lá aportarem no cinema. Mas é claro que com a pandemia as coisas foram freadas e alguns filmes estão ganhando destaque via streaming. Este é o caso de #Alive, filme que estreou em seu país na reabertura dos cinemas com bastante êxito e está sendo distribuído mundialmente pela Netflix.

A trama acompanha um jovem rapaz, que sozinho no apartamento da família, tenta sobreviver a uma epidemia mortal que transforma os cidadãos em zumbis sedentos por carne humana. No passar de vários dias, com comida e água acabando e ataques cada vez piores das criaturas, o rapaz coloca em cheque a promessa que fez ao pai de sobreviver. E aos trancos e barrancos ele tentará cumprir o que foi pedido.

#Alive é um bom filme de zumbis que não coloca nada de novo na mesa, mas traz o básico que, em sua maior parte, é competente. O longa não enrola e logo nos primeiros minutos a confusão e o caos predominam. A primeira parte é a melhor, se passando em praticamente um único cenário, mostrando bem a sensação de solidão e medo do personagem com cenas de ação pontuais e mais comedidas. Vale comentar a ótima maquiagem dos monstros que lembram o conterrâneo “Invasão Zumbi” (Train to Busan).

Outra semelhança com o longa de zumbis mais famoso é a ambientação minimalista e o país. Sinceramente, essa sim deveria ser a sequência real dele, pois mesmo não sendo perfeita, se mostra bem superior à continuação oficial, chamanda “Península”.

Os problemas de #Alive vêm à tona em sua segunda metade, onde as sequências de ação se tornam inverossímeis demais (até para um filme de zumbis)… Meio que a produção se rende ao espetáculo ocidental apresentando exageros que tiram a atenção diversas vezes. O clímax acaba sendo forçado e emotivo demais querendo a todo custo arrancar lágrimas do público.

Concluindo… #Alive não é um divisor de águas do gênero, mas é divertido e tenso na maior parte de sua duração. Vale gastar o tempo assistindo as desventuras do protagonista e sua busca pela sobrevivência.

Escala de tocância de terror:

Título original: #Saraitda
Diretor: II Cho
Roteiro: II Cho,Matt Naylor
Elenco: Ah-in Yoo, Shin-Hye Park,Bae-soo Jeon e outros
País de origem: Coreia do Sul

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RESENHA: In Search of Darkness (2019)

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Search of Darkness

[Por Frederico Toscano]*

In Search of Darkness é um documentário com uma proposta simples e direta: destrinchar a produção de horror dos Estados Unidos da década de 80. Lançado em maio do ano passado, acabou não chamando tanta atenção no Brasil (ou mesmo lá fora), provavelmente por não ter recebido uma distribuição e divulgação mais abrangentes. O que é compreensível, já que o projeto não saiu de um estúdio convencional, sendo fruto de uma bem-sucedida campanha de arrecadação dos sites Kickstarter e Indiegogo.

Com a meta alcançada e os fundos garantidos, o diretor e roteirista David Weiner deve ter pensado que os apoiadores mereciam ver seu dinheiro bem empregado. E entregou um filme de quatro horas e meia de duração. E pensar que teve gente reclamando de O Irlandês(mais…)

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