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RESENHA: "Hellraiser" (Blu-ray)

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blu-ray Hellraiser
Por Júlio César Carvalho
HELLRAISER, gostando ou não, é um clássico do terror mundial. Claro que tem seus altos e baixos, porém marcou época e é um dos meus filmes preferidos. As falas do PINHEAD são memoráveis. A nojeira é explícita e ainda causa enjoo em muita gente grande.
Mas, vamos ao blu-ray. A imagem não é ‘top’ em meio a essa tecnologia atual, mas acredito que por ter sido gravado com baixos recursos, eles fizeram o melhor possível. Tem momentos de initidez, mas também de granulação muito forte. Me lembro que a qualidade do DVD também não era espetacular. O mesmo acontece com o som.
Tem uns extras bem legais. As entrevistas são longas e bem reveladoras com atores e até com o compositor da trilha: UNDER THE SKIN (2004) apenas com Doug Bradley (Pinhead); MR. COTTON, I PRESUME (2007) com Andrew Robinson; ACTRESS FROM HELL(2007) com Ashley Laurence; HELLCOMPOSER (2007) com Christopher Young. A entrevista com Clive Barker se chama RESSURRECTION, de 2000, e é com todo mundo envolvido. Essa é bem interessante. Além de durar mais de 20 minutos, tem umas imagens, fotos da época, artes conceituais e até os storyboards.
A distribuição nacional é pela FlashStar filmes e dá pra achar até por R$ 19,90. Por esse preço acho vale a pena sim, mesmo com as limitações já citadas. A versão importada custa uns 80 (ou mais) reais, mas não sei se a quantidade de extras e qualidade áudio/visual muda, pois não tive oportunidade de conferir.

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RESENHA: Rabid (2019)

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Rabid

Quando saiu a notícia que iria rolar um remake de RABID, clássico de ninguém menos que David Cronenberg – filme que aqui no Brasil saiu com o título infame de “ENRAIVECIDA NA FÚRIA DO SEXO” – eu fiquei num misto de curiosidade e medo do que viria. Mas aí vi que essa empreitada seria realizada pelas Irmãs Soska e fiquei bem animado, pois as gêmeas diretoras tem uns filmes cabulosos no currículo.

Nesta nova versão, dirigida por Jen e Sylvia Soska, a partir do roteiro de John Serge no qual elas também assinam, acompanhamos Rose, uma design de moda que se envolve em um acidente e fica com o rosto desfigurado. Sem esperanças de recuperar a aparência e voltar ao mundo da moda, resolve se inscrever numa clínica de estética adepta de um movimento “TRANS-HU-MA-NI-SMO” que não é aceito pela comunidade médica. Como voluntária, acaba se submetendo ao procedimento milagroso que restaura toda estrutura do seu rosto. Não bastasse a aparência, a moça passa a se sentir melhor em todos os sentidos. Mas não demoram a surgir os efeitos colaterais… e eles são pra lá de sinistros.

Em nenhum momento as diretoras escondem sua admiração por Cronenberg. Há referências frequentes de sua obra durante o longa, sendo que uma em especial acaba se destacando de tão gritante que é. E é claro que o sadismo aqui impera, marca registrada das gêmeas cineastas em seus longas anteriores – vide “T IS FOR TORTURE PORN” e “AMERICAN MARY“. E assim como o diretor canadense, as irmãs também são chegadas a um body horror raiz. Aqui, usam e abusam de efeitos práticos pra nos conferir muita nojeira e bizarrice. Em uma cena vemos uma “cobra” e uma axila… e basta dizer que ela dificilmente será esquecida, por exemplo.

Apesar de seguir a mesma premissa do “RABID” original, este remake tem suas diferenças – o que já é esperado – e a mais importante é a forma com que Rose, vivida por Laura Vandervoort (Biten), é construída. Ao contrário do original, nossa protagonista não passa o filme todo assistindo impassiva às transformações que seu corpo e mente sofrem. Aqui, nossa heroína evolui dentro da trama, passando a ter domínio de suas ações, dando força e profundidade à personagem.

O ponto forte aqui tá no desenvolvimento da personagem principal, como já mencionado, e na violência extremamente gráfica toda artesanal, que garante uma seboseira danada com muito sangue em tela. Infelizmente, a maquiagem dá uns vacilos como na deformidade do rosto da protagonista, o que é bastante fake. Há umas cenas toscas aqui e ali, mas os pontos fracos mesmos estão mais em alguns personagens que poderiam simplesmente nem existir, a exemplo do boyzinho que fica enchendo o saco da moça o filme todo.

Esta nova versão de “RABID” peca por tentar acrescentar mais elementos à trama do que ele precisaria de fato, mas nada que estrague a sua experiência. No fim das contas, o remake das Irmãs Soska agrada e acaba fazendo “bonito”. Pena que esta refilmagem passou meio batida pelo público do gênero e pouco se falou a respeito. Quem ainda tá torcendo o nariz e ainda não viu, tá vacilando.

Escala de tocância de terror:

Direção: Jen e Sylvia Soska
Roteiro: John Serge e Irmãs Soska
Elenco: Laura Vandervoort, Benjamin Hollingsworth, Ted Atherton
Ano de lançamento: 2019

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DVD: Digipack “Coleção O Homem Invisível”

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[Por Osvaldo Neto]

A Classicline é uma distribuidora de home video especializada em cinema clássico com mais de uma década de existência e atividade. Mensalmente, temos lançamentos e relançamentos de filmes que se encontravam ausentes das lojas físicas e virtuais – sejam lançados antes por eles ou outras empresas – assim como produções esquecidas que ganham uma nova vida no mercado. (mais…)

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RESENHA: Aterrorizados (2017)

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Aterrorizados

[Por Geraldo de Fraga]

O cinema argentino tem se destacado há tempos, são inúmeros os exemplos de obras que fizeram sucesso. Você mesmo já deve ter assistido e gostado de algum. Porém, não havia ainda um longa do gênero horror que arrebatasse corações. Agora tem. Aterrorizados (Aterrados), escrito e dirigido por Demián Rugna, é esse exemplar que faltava. (mais…)

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