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RESENHA: O Inimigo (2011)

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O Inimigo (neprijatelj_dejan_zecevic)
Por Geraldo de Fraga
Ultimamente, quase todas as produções de horror europeias me interessam. E nem estou falando dos clássicos do velho continente, mas de filmes que surgiram nos últimos dez anos. Tive gratas surpresas com O Caçador de Trolls (Trolljegeren, Noruega, 2010), Mártires (Martyrs, França, 2008) e Deixa Ela Entrar (Låt den rätte komma in, Suécia, 2008), entre outros.
Por isso, O Inimigo (Neprijatelj, 2011) não poderia me passar desapercebido. O filme é uma produção de quatro países: Sérvia, Bósnia, Croácia e Hungria. A história de passa no interior da Bósnia, sete dias após a declaração da paz, em 1995. Após o fim da guerra, soldados estão removendo as minas terrestres que eles mesmo plantaram na cidade.
Neprijatelj_photo_by_J._Marjanov0
Quando alguns deles vistoriam uma fábrica abandonada, encontram um misterioso homem que estava “emparedado” no edifício e o levam sob custódia. Ele não sente frio, não tem fome, nem sede, apenas pede alguns cigarros. E sua presença no meio dos soldados desencadeia uma série de conflitos internos. O ator Tihomir Stanic atua perfeitamente como alguém cínico e dissimulado. A cara de pau do personagem, ao negar envolvimento nos incidentes, é brilhante.
O filme se sustenta pelo clima de tensão entre os soldados. Apesar das atitudes deles serem nitidamente influenciadas pelo estranho, nada fica provado contra ele. Soma-se a isso, o fato de o rádio da equipe parar de funcionar e o contato entre a base, que mandaria uma nova equipe para substituí-los, se perder.
O Inimigoma86iw
O nível de paranóia lembra o clássico Enigma do Outro Mundo, mas de uma maneira bem mais sutil do que o terror psicológico causado pela criatura alienígena. Mesmo assim, O Inimigo se mantém tenso até o final. Contar mais estragaria as surpresas que o filme guarda. Para não ficar apenas nos elogios, particularmente, achei algumas explicações meio confusas. Mas acho que me faltou informações sobre a cultura e folclore locais.
Nota: 7,0
Título original: Neprijatelj
Direção: Dejan Zecevic
Roteiro:  Djordje Milosavljevic, Dejan Zecevic
Elenco: Aleksandar Stojkovic, Vuk Kostic, Tihomir Stanic
Origem: Sérvia, Bosnia e Hezegovina, Croácia, Hungria
[youtube http://www.youtube.com/watch?v=PsU_7iHoqLI?feature=player_detailpage&w=640&h=360]

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SÉRIE: Castlevania (2017)

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Castlevania

[Por Felipe Macedo]

Sou gamer desde de quando me entendo por gente e passei boa parte da minha vida me divertindo (e me estressando) com essa mídia. Conheci a série Castlevania nos 16bits e já sabia que era uma franquia já bastante estabelecida antes (em 8 bits), mais precisamente no nintendinho. Passei várias tardes dando chicotadas em lobisomens, medusas, zumbis e claro no vampirão mais famoso do mundo: O Conde Drácula. (mais…)

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RESENHA: #Alive (2020)

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Alive

O cinema sul coreano ganhou uma visibilidade incrivel nos últimos anos e hoje não é tão raro ver obras vindas de lá aportarem no cinema. Mas é claro que com a pandemia as coisas foram freadas e alguns filmes estão ganhando destaque via streaming. Este é o caso de #Alive, filme que estreou em seu país na reabertura dos cinemas com bastante êxito e está sendo distribuído mundialmente pela Netflix.

A trama acompanha um jovem rapaz, que sozinho no apartamento da família, tenta sobreviver a uma epidemia mortal que transforma os cidadãos em zumbis sedentos por carne humana. No passar de vários dias, com comida e água acabando e ataques cada vez piores das criaturas, o rapaz coloca em cheque a promessa que fez ao pai de sobreviver. E aos trancos e barrancos ele tentará cumprir o que foi pedido.

#Alive é um bom filme de zumbis que não coloca nada de novo na mesa, mas traz o básico que, em sua maior parte, é competente. O longa não enrola e logo nos primeiros minutos a confusão e o caos predominam. A primeira parte é a melhor, se passando em praticamente um único cenário, mostrando bem a sensação de solidão e medo do personagem com cenas de ação pontuais e mais comedidas. Vale comentar a ótima maquiagem dos monstros que lembram o conterrâneo “Invasão Zumbi” (Train to Busan).

Outra semelhança com o longa de zumbis mais famoso é a ambientação minimalista e o país. Sinceramente, essa sim deveria ser a sequência real dele, pois mesmo não sendo perfeita, se mostra bem superior à continuação oficial, chamanda “Península”.

Os problemas de #Alive vêm à tona em sua segunda metade, onde as sequências de ação se tornam inverossímeis demais (até para um filme de zumbis)… Meio que a produção se rende ao espetáculo ocidental apresentando exageros que tiram a atenção diversas vezes. O clímax acaba sendo forçado e emotivo demais querendo a todo custo arrancar lágrimas do público.

Concluindo… #Alive não é um divisor de águas do gênero, mas é divertido e tenso na maior parte de sua duração. Vale gastar o tempo assistindo as desventuras do protagonista e sua busca pela sobrevivência.

Escala de tocância de terror:

Título original: #Saraitda
Diretor: II Cho
Roteiro: II Cho,Matt Naylor
Elenco: Ah-in Yoo, Shin-Hye Park,Bae-soo Jeon e outros
País de origem: Coreia do Sul

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RESENHA: In Search of Darkness (2019)

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Search of Darkness

[Por Frederico Toscano]*

In Search of Darkness é um documentário com uma proposta simples e direta: destrinchar a produção de horror dos Estados Unidos da década de 80. Lançado em maio do ano passado, acabou não chamando tanta atenção no Brasil (ou mesmo lá fora), provavelmente por não ter recebido uma distribuição e divulgação mais abrangentes. O que é compreensível, já que o projeto não saiu de um estúdio convencional, sendo fruto de uma bem-sucedida campanha de arrecadação dos sites Kickstarter e Indiegogo.

Com a meta alcançada e os fundos garantidos, o diretor e roteirista David Weiner deve ter pensado que os apoiadores mereciam ver seu dinheiro bem empregado. E entregou um filme de quatro horas e meia de duração. E pensar que teve gente reclamando de O Irlandês(mais…)

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