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RESENHA: Sennentuntschi (2010)

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sennentuntschi_poster
Por Geraldo de Fraga
Mais uma grata surpresa vinda da Europa, desta vez da Suíça. Sennentuntschi (2010), dirigido por Michael Steiner, que também assina o roteiro junto com Stefanie Japp e Michael Sauter nos leva aos alpes suíços para contar uma história de suspense que mexe com vários tabus e se mistura com uma lenda local bem sanguinária.
Sennentuntschi_01
Durante o filme, ficamos sabendo que “Sennentuntschi” é o nome de uma boneca de pano confeccionada por homens solitários das montanhas, que lhe dão vida com palavras mágicas. Transformada em mulher de verdade, ela realizar as tarefas domésticas e os satisfazem na cama. Mas no dia seguinte, enquanto eles dormem, ela os esfola e faz bonecos de palha com as partes que lhes arranca.
O filme começa nos dias de hoje, mas volta no tempo até o ano de 1975, quando uma bela mulher muda aparece perambulando pelas ruas da cidade, logo após a morte do sacristão da igreja local. Só o policial Reusch cuida da estranha mulher e tenta descobrir quem ela é, enquanto o povo, incitado pelo padre da cidade, acredita que a mulher tem relações com coisas sinistras que começam a acontecer por lá.
Sennentuntschi_02
Além do mistério que envolve a jovem moça, a direção de Michael Steiner nos presenteia com uma reviravolta daquelas que os fãs de terror anseiam em meio à produções ridículas e cheias de clichês dos dias de hoje. Sempre paira no ar a dúvida sobre se os eventos são ou não provenientes do sobrenatural e isso faz os neurônios do expectador esquentarem.
Mas nada de gore ou sustos gratuitos. Apenas o velho e bom clima de mistério. Sem contar a fotografia impecável e as belas paisagens suíças. Apostar em filme europeu está se tornando uma barbada, quando o estilo em questão é o terror.
Nota: 8,0
Direção: Michael Steiner
Roteiro: Stephanie Japp, Michael Sauter
Elenco: Roxane Mesquida, Nicholas Ofczarek, Andrea Zogg
Origem: Suíça
[youtube http://www.youtube.com/watch?v=W4BzirS0lUw?feature=player_detailpage&w=640&h=360]

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1 comentário

  1. Mauro

    9 de julho de 2013 a 15:32

    Massa! Gostei da crítica! Fiquei a fim de ver o filme. Abraço a Gera e turma toda aí!

  2. Pingback: Filmes, filmes, filmes | Infernorama's Blog

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RESENHA: Maria e João – O Conto das Bruxas (2020)

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Maria e João

MARIA E JOÃO – O CONTO DAS BRUXAS é inspirado num dos contos mais conhecidos dos irmãos Grimm que já foi adaptado várias vezes pras telas. Até uma versão estilizada estrelando o Gavião Arqueiro dos Vingadores já teve! Agora é a vez de Osgood “Oz” Perkins dar sua visão à história optando pelo horror de fato nos oferecendo uma fábula cruel e cabulosa típica dos contos originais. (mais…)

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RESENHA: Quando as Luzes se Apagam (2016)

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Quando as Luzes se Apagam

[Por Jarmeson de Lima]

Em sua essência, “Quando as Luzes se Apagam” é mais um drama familiar sobrenatural. Temos aqui uma mãe traumatizada, uma criança assustada, um pai desaparecido e uma filha rebelde compondo o núcleo principal desta produção que nos envolve em uma trama alegórica sobre o medo do escuro.
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RESENHA: O Poço (2020)

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O Poço

Com uma produção modesta com apoio do governo espanhol e distribuição da Netflix, “O Poço” (El Hoyo) mescla mistério, drama e ficção científica numa trama que é fácil de resumir, mas difícil de explicar. Assim como obras como “Cubo” e “Demônio“, a ação deste filme se concentra em alguns poucos cenários, restando aos atores imprimir um trabalho que chama a atenção do público.

O estreante em direção de longas, Galder Gaztelu-Urrutia, apresenta aqui uma história que se passa em uma espécie de prisão vertical, em que cada andar abriga dois presos. A plataforma não possui grades ou janelas… apenas as paredes, camas e um buraco no chão e no teto que é por onde uma vez por dia desce uma grande mesa de comida.

E é através do comportamento dos presos frente às refeições que são destrinchadas analogias sociais de opressão, solidariedade e das relações de poder que vão de cima para baixo literalmente. Quem tem sorte de ficar nos níveis superiores tem a chance de comer as refeições com os pratos ainda intactos e limpinhos. Já quem está mais abaixo vai tendo que se contentar com o que vai sobrando sem que nehum dos confinados tenha a preocupação de deixar algo para quem vai se alimentar depois. 

Nesta situação de isolamento dividida em um lugar onde você não queria estar e com quem você não queria conviver, o lado obscuro de cada um se revela e podemos esperar o pior na medida em que vemos o que acontece nos níveis inferiores do Poço. Podia ser só um filme tipo crítica social ao sistema carcerário, mas ele abrange uma metáfora maior sobre nossa presença no mundo e nossa responsabilidade diante da escassez e desperdício de alimentos.

Apesar de ter um ritmo mais reflexivo, “O Poço” sempre guarda cenas impactantes (e com boa dose de gore) no desdobramento de sua história garantindo uma certa fluidez pra quem assiste. Obras assim que oferecem algo a mais do que aparentam estão em falta no cardápio da Netflix, mas são sempre bem vindas.

Escala de tocância de terror:

Título original: El Hoyo
Diretor: Galder Gaztelu-Urrutia
Roteirista: David Desola
Elenco: Ivan Massagué, Zorion Eguileor, Antonia San Juan
País de origem: Espanha

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