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RESENHA: The Battery (2012)

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Por Júlio Cesar Carvalho
Temos aqui um road movie de zumbis, onde acompanhamos Ben e Mickey em sua jornada pela sobrevivência em meio a um apocalipse zumbi. Com um tom nitidamente indie, The Battery abusa de cenas enfadonhas e dispensáveis regadas a músicas “cool” dando um quê estiloso ao filme.
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Tem uma boa fotografia e cenas longas. Muitas delas são extremamente longas e não mostram nada, realmente nada que justifique tanto tempo. Sem contar sequências enormes onde músicas servem de trilha para mostrar os personagens principais passando o tempo, se configurando em meros videoclipes desinteressantes onde a única função é: encher linguiça.
O roteiro insiste em nos mostrar o quanto Ben é frio, racional e acostumado com a situação, enquanto Mickey vive negando a realidade sempre evitando “matar” os “mortos” e se escondendo por trás dos inseparáveis e enormes headphones. Sem contar que Mickey tem uma paixão platônica por uma garota que ele nunca viu, mas espera encontrá-la.
battery1Em certo momento, Ben leva um zumbi e solta dentro do quarto do Mickey, forçando-o assim a finalmente abater um morto-vivo. Ah! Os zumbis aqui são como manda a cartilha: lentos e bobos. Pelo menos isso. A verdade é que o roteiro é cheio de diálogos pretensiosos, tentando soar intelectual. Mas isso fica só na tentativa. E segue assim durante mais de 50 minutos. Um saco!
O melhor momento do filme é uma sequência onde eles são abordados por um cara que, mantendo Mickey como refém, tenta roubar o carro deles. Além de tensa e muito bem conduzida, nessa cena, o filme se mostra maduro e sério com um desfecho totalmente crível. E, após mais uma pequena discussão enfadonha entre Ben e Mickey, eis que Ben solta a única e mais plausível frase do filme: “Eu não entendo mais as pessoas, digo, tô começando a preferir os mortos”.
the-battery-3Ah! A violência, o sangue, as tripas etc. Não, isso praticamente não existe aqui. O gore é quase nulo. Apesar de cansativo, The Battery encerra com um bom e coerente final. Mesmo assim, não é o bastante para ser um filme admirável e que instigue a assistir mais vezes. Foi difícil assisti-lo até o fim e acredito que tudo ali poderia ser resumido no máximo a 40 minutos. E assim já estaria de bom tamanho.
Título nacional: Ben & Mickey Contra os Mortos
Direção: Jeremy Gardner
Roteiro: Jeremy Gardner
Elenco: Jeremy Gardner, Adam Cronheim, Niels Bolle
Origem: EUA
[youtube http://www.youtube.com/watch?v=6RAC0uwuIr8?feature=player_detailpage&w=640&h=360]

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RESENHA: Quando as Luzes se Apagam (2016)

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Quando as Luzes se Apagam

[Por Jarmeson de Lima]

Em sua essência, “Quando as Luzes se Apagam” é mais um drama familiar sobrenatural. Temos aqui uma mãe traumatizada, uma criança assustada, um pai desaparecido e uma filha rebelde compondo o núcleo principal desta produção que nos envolve em uma trama alegórica sobre o medo do escuro.
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RESENHA: A Visita (2015)

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A Visita

Por Júlio César Carvalho

Para uns, M. Night Shyamalam é um gênio, mas pra outros, o diretor não passa de uma farsa. Na minha visão, a carreira do rapaz se resume assim: em 1999, Shyamalam ganhou a atenção do mundo com o clássico contemporâneo O Sexto Sentido (The Sixth Sense) e em seguida, se superou com o ótimo Corpo Fechado (Unbreakable, 2000). Depois vieram Sinais (Signs, 2002) e A Vila (The Village, 2004) que apesar de bons, começaram a causar dúvidas em muitos a respeito da sua suposta genialidade. (mais…)

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RESENHA: O Poço (2020)

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O Poço

Com uma produção modesta com apoio do governo espanhol e distribuição da Netflix, “O Poço” (El Hoyo) mescla mistério, drama e ficção científica numa trama que é fácil de resumir, mas difícil de explicar. Assim como obras como “Cubo” e “Demônio“, a ação deste filme se concentra em alguns poucos cenários, restando aos atores imprimir um trabalho que chama a atenção do público.

O estreante em direção de longas, Galder Gaztelu-Urrutia, apresenta aqui uma história que se passa em uma espécie de prisão vertical, em que cada andar abriga dois presos. A plataforma não possui grades ou janelas… apenas as paredes, camas e um buraco no chão e no teto que é por onde uma vez por dia desce uma grande mesa de comida.

E é através do comportamento dos presos frente às refeições que são destrinchadas analogias sociais de opressão, solidariedade e das relações de poder que vão de cima para baixo literalmente. Quem tem sorte de ficar nos níveis superiores tem a chance de comer as refeições com os pratos ainda intactos e limpinhos. Já quem está mais abaixo vai tendo que se contentar com o que vai sobrando sem que nehum dos confinados tenha a preocupação de deixar algo para quem vai se alimentar depois. 

Nesta situação de isolamento dividida em um lugar onde você não queria estar e com quem você não queria conviver, o lado obscuro de cada um se revela e podemos esperar o pior na medida em que vemos o que acontece nos níveis inferiores do Poço. Podia ser só um filme tipo crítica social ao sistema carcerário, mas ele abrange uma metáfora maior sobre nossa presença no mundo e nossa responsabilidade diante da escassez e desperdício de alimentos.

Apesar de ter um ritmo mais reflexivo, “O Poço” sempre guarda cenas impactantes (e com boa dose de gore) no desdobramento de sua história garantindo uma certa fluidez pra quem assiste. Obras assim que oferecem algo a mais do que aparentam estão em falta no cardápio da Netflix, mas são sempre bem vindas.

Escala de tocância de terror:

Título original: El Hoyo
Diretor: Galder Gaztelu-Urrutia
Roteirista: David Desola
Elenco: Ivan Massagué, Zorion Eguileor, Antonia San Juan
País de origem: Espanha

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