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SÉRIE: Black Mirror

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Black-Mirror-Season-1Por Jarmeson de Lima
Começo dizendo sem medo de exagerar que “Black Mirror” é a melhor coisa já produzida na TV nos últimos anos. E isso considerando que já vimos séries como “Lost”, “24 Horas” e “The Walking Dead”. O que mexe conosco ao ver “Black Mirror” é o fato de estarmos tão próximos de vivenciarmos histórias como aquelas em um futuro possível.
Mas o que seria a série? Comecemos pelo título. “Black Mirror” (traduzindo: Espelho Negro) nada mais é do que uma referência às telas de Tv, Computador, Smartphone e outros equipamentos com quem temos nos relacionado ao longo dos tempos. A tela, neste caso, é um espelho imperfeito, escuro, que reflete o mundo de forma sombria e imprecisa. Às vezes quando a tela deixa de refletir luz e produzir imagens, ela funciona como um espelho daquilo que somos em meio a esta tecnologia.
black-mirror (1)
Com tantas intermediações entre homem-máquina-sociedade, não demoraria muito até assistirmos a um seriado que fosse símbolo desta era tecnológica contemporânea. Mas longe de oferecer um futuro bizarro ou uma realidade inimaginável, “Black Mirror” tem seus alicerces em nosso cotidiano de redes sociais, gadgets e comportamentos interpessoais mediados pela tecnologia.
É por isso que a série, produzida pela BBC4, tem um estilo diferente e uma abordagem que lhe conquista não só pelas referências cotidianas como ainda pelo inusitado, pelos “efeitos colaterais” das relações interpessoais mediadas pelas telas. Isso não se restringe unicamente a redes sociais. “Black Mirror” aborda além da Internet, reality-shows, ficção científica, excesso de informação, cultura midiática e política.
Black Mirror - Be Right Back
O “ruim” disso tudo é que a série só tem duas temporadas e cada uma com 3 episódios. Cada episódio tem uma história diferente e retoma a linha de “Além da imaginação”, com enredos incríveis. Como “Black Mirror” é produzido pela tv britânica, então vemos nele personagens e um timming tipicamente inglês que não tem aquele ranço de seriados americanos que costumam ter estética parecida e um pudor extremo.
Vale ressaltar que os episódios tem roteiros bem densos e elaborados que lhe pegam de um jeito que assim que acabam, você fica pensando neles por muito tempo depois. Esta série é o que esperávamos como um reflexo do contemporâneo. Tem o quê de hiperrealidade que um dia já imaginamos ao contemplar por segundos aquela imagem que aparece de nós nas telas pretas que frequentemente usamos para ver outras coisas.
[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=pimqGkBT6Ek&w=560&h=315]

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1 comentário

  1. Flávio Leão

    13 de julho de 2013 a 11:30

    Muito boa a série, vc sabe se lançarão novos episódios? Gosto muito dessa estrutura de episódios independentes (sou orfão desde Fear Itself) e atualmente estou esperando novos episódios do Metal Hurlant.

  2. Júlio César Carvalho

    14 de julho de 2013 a 22:49

    Assisti as 2 temporadas de ontém pra hoje, ou seja, os 6 episódios seguidos e realmente é bem legal. Como não curti Lost, 24 horas e The Walking dead, pra mim BLACK MIRROR é a melhor série desde… deixa eu ver… 4400… G_G

  3. Pingback: DICAS: Filmes que parecem Black Mirror | Toca o Terror

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RESENHA: In Search of Darkness (2019)

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RESENHA: As Fábulas Negras (2015)

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Fábulas Negras

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