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RESENHA: Meu Namorado é um Zumbi (2013)

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warm-bodies-warm-bodies-movie-33685287-1470-1961Por Júlio Cesar Carvalho
WARM BODIES (Corpos quentes) é uma adaptação do livro homônimo de Isaac Marion que ganhou o título aqui no Brasil de MEU NAMORADO É UM ZUMBI. Primeiro de tudo: Que título nacional é esse, hein? Além de horrível, foge do real sentido do roteiro e ainda remete à ondinha ‘Crepúsculo’. Aqui não tem uma jovem donzela dividida entre dois marmanjos que disputam seu amor. Na verdade, nem tem exatamente um ‘namorado zumbi’ como o ridículo título nacional sugere.
Em meio a um apocalipse zumbi, acompanhamos o dia a dia de R, um zumbi que, além de comer cérebros, mora em um avião e curte ouvir vinil. Aliás, tudo é narrado pelo próprio R que compartilha de seus pensamentos o tempo todo: “Por que eu não consigo me conectar com as pessoas? Ah, certo, é que estou morto. Eu não deveria exigir tanto de mim mesmo. Tipo, estamos todos mortos. Essa garota está morta. Aquele cara tá morto. Aquele cara lá no canto está definitivamente morto. Jesus, esse tá horrível!”
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Na premissa, existem 3 raças: Humanos, zumbis e os ossudos. A diferença entre Zumbis e Ossudos é resumida pelo próprio R assim: “Chamam esses caras de Ossudos. Eles não incomodam muito, mas comem qualquer coisa que tenha batimentos cardíacos. Tipo, eu também como, mas pelo menos eu me incomodo com a situação”. Visualmente os Ossudos são apenas uns esqueletos, com restos de carne bem podre mesmo, totalmente selvagens, cegos e que correm pra cima de qualquer coisa que emita sinais vitais. Sendo assim, os zumbis não são alvos dos Ossudos por motivos óbvios. Então, eles ‘convivem’.
Ao que parece, os zumbis pensam, mas não tem habilidades motoras pra se expressar com maestria. R explica em um certo momento que quando eles comem cérebro há uma absorção das lembranças e até sentimentos da vítima. Aí acontece que durante um ataque zumbi a um grupo de humanos, R ingere o cérebro do namorado de Julie que este passa a sentir como namorado dela, salvando-a do ataque levando a humana para seu lar. Resumindo: R tá chapado e pronto. Daí em diante ele mantém ela uns dias sob sua proteção. Ah, detalhe que R levou o cérebro do cara junto e, de vez em quando, ele dá uma chapada comendo uns pedacinhos escondido.
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Ah, legal a referência a Shawn Of The Dead, quando R diz pra Julie imitar um zumbi pra passar despercebida e ainda dá uma bronca: “Sem exageros!” Sem contar que R tem um Blu-Ray lindo do ZOMBIE, clássico do Lucio Fulci.
Passamos 99% do filme acompanhando o lado zumbi de tudo. Isso hora é interessante e legal quando mostra a relação entre amigos zumbis, hora soa forçado quando R escuta vinil e ‘diz’ que é porque o som é mais ‘vivo’. Entre R e Julie há um clima de romance criado meio que pela convivência e chapação causada pelo cérebro ingerido, mas não é só nisso que o roteiro se sustenta. O pai da Julie é vivido por Jonn Malkovich que faz o tipo “pai da Beth Ross” em Hulk. A fotografia é muito boa e fica a cargo do diretor de fotografia do ótimo OS OUTROS. A trilha sonora vai de Bob Dylan a Guns`N`Roses e em situações bem encaixadas. Os Ossudos são construídos em CGI de segunda, mas como WARM BODIES é um filme de baixo orçamento, dá pra passar.
Warm-Bodies-kO final é clichê? Claro que é, mas além de ser bem amarrado, faz todo sentido pra trama. Em suma, o diretor Cris Buttler nos confere, entre altos e baixos, um filme com um tom ‘indie’ tecnicamente competente que segue fiel ao que se propõe do começo ao fim. WARM BODIES dá pra assistir de boa e até dar umas risadas, mas não é nada demais também não.
Título original: Warm Bodies
Direção: Jonathan Levine
Roteiro: Jonathan Levine (baseado no livro de Isaac Marion)
Elenco: Nicholas Hoult, Teresa Palmer, John Malkovich
Origem: EUA, Canadá
[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=vUeYQGlpfp0&w=640&h=360]

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