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RESENHA: Carrie, a Estranha (2013)

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Por Jarmeson de Lima
Em primeiro lugar, para não ser injusto com esta nova versão do filme baseado no livro de Stephen King, não vou compará-lo com a obra de Brian De Palma. Considerando o filme como uma obra em si, vamos nos ater ao que o novo “Carrie” apresenta para esta geração.
Bem, temos aqui a dupla Chloë Grace Moretz e Juliane Moore, interpretando respectivamente Carrie White e sua mãe. O fanatismo religioso da mãe ao lado da atribulada relação superprotetora de Carrie são o ponto alto e o único ponto positivo do filme.
Considerando que a gravidez de Carrie foi indesejada e que sua mãe comparou o bebê a um câncer, logo a gente perecebe que Carrie não teria uma vida normal. E não podendo mais estudar só em casa, Carrie acaba indo estudar em uma escola normal, onde tem que lidar com o comportamento selvagem das turmas de colégio.
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E como Carrie aparentemente nunca estudou Ciências, Biologia ou Anatomia do Corpo Humano até o ano de sua formatura, ela não sabia que as mulheres menstruam em uma certa idade. Isso acaba criando uma situação constrangedora para ela ao sofrer bullying no vestiário feminino ao achar que está tendo uma hemorragia interna. E não satisfeitas com a humilhação de Carrie, uma das garotas ainda filma a provocação e coloca no YouTube.
Sim, isso significa que esta história se passa nos dias atuais onde o comportamento dos jovens parece mais cruel, banal e superficial do que antes. Felizmente ainda existe justiça no mundo, mesmo que seja através de professores de Educação Física, fazendo com que a culpada pelo bullying de Carrie seja punida sem ir ao baile de formatura da escola. Mas como a inveja é uma merda e o roteiro caminha para isso, é claro que rolará uma vingança logo mais no filme.
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Neste meio tempo, Carrie vai descobrindo melhor seus poderes telecinéticos que se manifestaram após o seu desabrochar como mulher. Uma metáfora tão caída e óbvia que não precisava ter sido feita pela mesma diretora que fez o aclamado “Meninos Não Choram”. Se bem que pela filmografia esparsa dela, vai se saber por qual motivo os produtores optaram por chamar Kimberly Peirce para a direção deste filme.
Enfim, com a ajuda de alguns livros sobre Telecinese e uma pesquisa no Google sobre “Poderes Mágicos”, a personagem de Chloë Moretz rapidamente domina seus dotes e passa a agir como uma jovem Jean Grey. No entanto, por ser insegura, tímida e parecendo uma Nerso da Capitinga com super-poderes, Carrie não nos convence daquilo que está acontecendo.
Enquanto isso, Juliane Moore dá um show de interpretação como a figura dramática e obcecada por uma religião punitiva, que a faz até se arranhar e mutilar por pensamentos que considera pecaminosos e inventar passagens que não existem na Bíblia. Todo esse fundamentalismo religioso acaba castigando Carrie também, que é obrigada a ficar em um quartinho escuro sempre que desobedece ordens.
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O que era para ser um filme de terror vira na primeira metade um drama adolescente e na segunda parte um filme de ação com muitas explosões e pouco sentimento. Chega ao ponto que você não se importa mais em saber quem vai morrer ou sobreviver após a catarse de sangue no baile. Tudo é tão fútil que se assemelha a um reality-show da MTV sem um pingo de ousadia ou criatividade.
Resumindo: Resista à curiosidade e não veja esta nova versão de Carrie. Vai acabar se arrependendo ou querendo se cortar todo pra se expiar pelo pecado de ter visto.
Título original: Carrie
Direção: Kimberly Peirce
Roteiro: Lawrence D. Cohen , Roberto Aguirre-Sacasa
Elenco: Chloë Grace Moretz, Julianne Moore, Gabriella Wilde
Origem: EUA
[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=ckK0dLFoZEU&w=640&h=360]
* Filme visto em sessão de pré-estreia para a imprensa promovida pelo Espaço Z no Cinemark Rio Mar.

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1 comentário

  1. vera wang wedding dresses 2012

    25 de dezembro de 2013 a 13:59

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  4. Bruna

    16 de agosto de 2014 a 17:52

    Notei algo errado no filme! Se o filme é passado nos dias atuais, por que os carros são antigos?

  5. Aline Santos

    4 de fevereiro de 2016 a 16:02

    ah!
    mais é legal né

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RESENHA: O Farol (2019)

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[Por Rodrigo Rigaud]*
Após A Bruxa, difícil resistir a lançar holofotes sobre o novo longa de Robert Eggers – ainda o segundo de sua carreira. Para quem mergulhou no universo de isolamento, fanatismo, loucura e fantasia – um horror, de fato – de seu filme debut, O Farol (The Lighthouse) poderá soar como um naufrágio na potência de seu cinema. (mais…)

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RESENHA: Contato Visceral (2019)

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Contato Visceral

Sinceramente, alguns títulos traduzidos da Netflix atrapalham mais do que ajudam na hora de decidir o que ver. Se não fosse alguns colegas falarem bem de “Wounds“, eu jamais chegaria perto de assistir o filme que está no catálogo de streaming com o nome de “Contato Visceral“.

Dirigido por Babak Anvari, o mesmo autor de “À Sombra do Medo” (Under The Shadow), esta produção com selo Netflix vai fisgar a atenção de quem curte um horror sobrenatural perturbador.

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SÉRIE: Marianne (2019)

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marianne
[Por Felipe Macedo]

Histórias de bruxas sempre fascinaram o público. Sejam elas voltadas pra algo mais assustador ou infantil, essas personagens sempre causaram certo impacto. A lenda da bruxa má povoa nossa imaginação desde a infância em histórias como “João e Maria” e depois na vida adulta em filmes como “ Suspiria ”.

A Netflix sabendo do interesse sobre o tema e na falta de produções atuais sobre o assunto, trouxe recentemente para seu catálogo a série francesa “Marianne” prometendo noites insones para o público. A trama acompanha Emma, uma jovem escritora de bastante sucesso devido a uma série de livros onde a bruxa Marianne, literalmente toca o terror. Forçada a voltar para a cidade de Eden, uma pequena cidade costeira na França, lá ela descobre que sua personagem é real e está a procura de algo. Agora cabe a Emma e seus amigos de infância colocarem um fim no reinado de terror de Marianne.

Bem, qualquer semelhança com algumas historias de Stephen King não é mera coincidência. É notável a influência do autor em toda a história. O clima soturno e uma criatura realmente maligna norteiam a trama com alguns momentos cabulosos. Pena que isso não dure muitos episódios. Apesar de ter bastantes clichês do gênero, no começo a série me prendeu e logo em seguida me fez revirar os olhos diversas vezes. A tentativa de humor, no entanto, é totalmente descabida, sem agradar em nenhum momento gerando até irritação em uma quebra de clima.


O formato de série não ajudou no desenvolvimento dos demais personagens. Tirando Emma e Marianne, os outros são apenas estereótipos de filmes de terror. Pra piorar não são carismáticos e a medida que somem ou morrem na história, isso não acarreta peso algum. E isso é um grande problema no roteiro. A falta de consequências em situações que deveriam repercutir são esquecidas rapidamente. Num filme, isso é compreensível pela questão do tempo, mas numa série? Parece preguiça mesmo.

O número de episódios também poderia ter sido reduzido para no máximo uns seis. Tanto é que no meio da temporada temos muita encheção de linguiça. No fim, “Marianne” tem uma premissa boa, uma vilã realmente aterradora, mas os jumpscares em desmasia e a tentativa a todo custo de parecer um enlatado americano tiram muito de sua graça.

Escala de tocância de terror:

Criador: Samuel Bodin
Elenco: Victorie Du Bois, Lucie Boujenah, Alban Lenoir e outros
País de origem: França
Ano de lançamento: 2019

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