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Resenhas

FILMES: Ignorados pelas distribuidoras

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Por Jarmeson de Lima
Vez por outra as distribuidoras brasileiras vacilam e nos privam de ver certos filmes. Algumas destas produções eram dadas como certas para entrar em cartaz nos cinemas do Brasil mas por um motivo ou outro acabaram tendo suas estreias adiadas até que não chegaram mais a ter previsão de lançamento. Bem, pior pra eles que deixaram de exibir porque o público sempre dá um jeito de assistir.
* BYZANTIUM (Dir: Neil Jordan)
Com Gemma Arterton e Saoirse Ronan, o novo longa de Neil Jordan apresenta uma história de vampiros diferente. A história gira em torno da mãe e filha vividas por Arterton e Ronan respectivamente, que após se tornarem uma nova espécie de vampiras (Sucrientes) passam a assassinar humanos pelo seu sangue. Apesar de não possuírem poderes maiores, possuem o dom da imortalidade e caem em crises existenciais.
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Byzantium foi exibido em festivais pelo mundo e chegou aos cinemas americanos em 28 de junho deste ano. No Brasil, a Europa Filmes era a responsável pela distribuição do longa e tinha marcado a estreia para o segundo semestre.


* YOU ARE NEXT (Dir: Adam Wingard)
Já falamos sobre este filme aqui. A produção é de 2011, mas só neste ano conseguiu distribuição internacional e mesmo assim com falhas. A estreia nos Estados Unidos foi em agosto, a primeira previsão é que viesse ao Brasil em outubro e agora já jogaram para fevereiro.
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De qualquer forma, procure assistir este thriller assustador que mostra um grupo de assassinos mascarados armados invadindo uma reunião familiar numa casa de campo perseguindo todos os integrantes do local.


* DRACULA 3D (Dir: Dario Argento)
Esta é outra história de vampiros que não conseguiu ser exibida ainda nas telas nacionais. E mesmo com a direção do mestre Dario Argento, poucos se interessaram em ver ou apresentar o filme que traz novamente ao cinema o lendário Conde Drácula. A data inicial de estreia seria 13 de outubro, mas por motivos alheios ao nosso entendimento, este lançamento nunca ocorreu.
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Mas ok, desconfiamos que um dos motivos tenha sido a má repercussão do longa no Festival de Cannes, maior vitrine dos lançamentos independentes e de diretores consagrados pelo mercado. No “Dracula” de Argento, o elenco conta com Rutger Hauer como o caçador de vampiros Van Helsing e ainda a sua filha Asia Argento. O longa foi rodado em 3D, na Hungria, com um orçamento de US$ 15 milhões, considerado baixo pelos padrões atuais.


* JOHN DIES AT THE END (Dir: Don Coscarelli)
Com lançamento comercial nos Estados Unidos no início de 2013, “John Dies At The End” já tinha ganhado até um título nacional: “John Morre no Final”, mas estranhamente ficou na gaveta das distribuidoras até agora. O longa é o mais recente trabalho de Don Coscarelli, um dos mestres do horror, cuja última produção tinha sido “Bubba Ho-Tep”, lançado há dez anos.
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De toda forma, “John Dies At The End” não tem uma história convencional. Mistura ficção científica, comédia e elementos de horror para falar de uma nova droga que deixa seus usuários em um estado permanente de alucinação, e, sob seu efeito, eles conseguem viajar pelo tempo e por outras dimensões. O problema é que depois disso eles não voltam a ser humanos. Com isso, dois jovens precisam controlar os efeitos colaterais da droga para salvar o mundo de uma invasão.

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  1. Pingback: RESENHA: Byzantium (2012) | Toca o Terror

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RESENHA: O Farol (2019)

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[Por Rodrigo Rigaud]*
Após A Bruxa, difícil resistir a lançar holofotes sobre o novo longa de Robert Eggers – ainda o segundo de sua carreira. Para quem mergulhou no universo de isolamento, fanatismo, loucura e fantasia – um horror, de fato – de seu filme debut, O Farol (The Lighthouse) poderá soar como um naufrágio na potência de seu cinema. (mais…)

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RESENHA: Contato Visceral (2019)

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Contato Visceral

Sinceramente, alguns títulos traduzidos da Netflix atrapalham mais do que ajudam na hora de decidir o que ver. Se não fosse alguns colegas falarem bem de “Wounds“, eu jamais chegaria perto de assistir o filme que está no catálogo de streaming com o nome de “Contato Visceral“.

Dirigido por Babak Anvari, o mesmo autor de “À Sombra do Medo” (Under The Shadow), esta produção com selo Netflix vai fisgar a atenção de quem curte um horror sobrenatural perturbador.

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SÉRIE: Marianne (2019)

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marianne
[Por Felipe Macedo]

Histórias de bruxas sempre fascinaram o público. Sejam elas voltadas pra algo mais assustador ou infantil, essas personagens sempre causaram certo impacto. A lenda da bruxa má povoa nossa imaginação desde a infância em histórias como “João e Maria” e depois na vida adulta em filmes como “ Suspiria ”.

A Netflix sabendo do interesse sobre o tema e na falta de produções atuais sobre o assunto, trouxe recentemente para seu catálogo a série francesa “Marianne” prometendo noites insones para o público. A trama acompanha Emma, uma jovem escritora de bastante sucesso devido a uma série de livros onde a bruxa Marianne, literalmente toca o terror. Forçada a voltar para a cidade de Eden, uma pequena cidade costeira na França, lá ela descobre que sua personagem é real e está a procura de algo. Agora cabe a Emma e seus amigos de infância colocarem um fim no reinado de terror de Marianne.

Bem, qualquer semelhança com algumas historias de Stephen King não é mera coincidência. É notável a influência do autor em toda a história. O clima soturno e uma criatura realmente maligna norteiam a trama com alguns momentos cabulosos. Pena que isso não dure muitos episódios. Apesar de ter bastantes clichês do gênero, no começo a série me prendeu e logo em seguida me fez revirar os olhos diversas vezes. A tentativa de humor, no entanto, é totalmente descabida, sem agradar em nenhum momento gerando até irritação em uma quebra de clima.


O formato de série não ajudou no desenvolvimento dos demais personagens. Tirando Emma e Marianne, os outros são apenas estereótipos de filmes de terror. Pra piorar não são carismáticos e a medida que somem ou morrem na história, isso não acarreta peso algum. E isso é um grande problema no roteiro. A falta de consequências em situações que deveriam repercutir são esquecidas rapidamente. Num filme, isso é compreensível pela questão do tempo, mas numa série? Parece preguiça mesmo.

O número de episódios também poderia ter sido reduzido para no máximo uns seis. Tanto é que no meio da temporada temos muita encheção de linguiça. No fim, “Marianne” tem uma premissa boa, uma vilã realmente aterradora, mas os jumpscares em desmasia e a tentativa a todo custo de parecer um enlatado americano tiram muito de sua graça.

Escala de tocância de terror:

Criador: Samuel Bodin
Elenco: Victorie Du Bois, Lucie Boujenah, Alban Lenoir e outros
País de origem: França
Ano de lançamento: 2019

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