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Resenhas

RESENHA: Omnívoros (2013)

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Por Geraldo de Fraga
Omnívoros (Espanha, 2013) é a prova que o talento pode superar a falta de dinheiro. Em sua segunda investida como diretor, o espanhol Óscar Rojo, que também assina o roteiro, nos presenteou com um dos melhores desfechos de 2013, em se tratando de produções de horror. Porém, a falta de incremento na produção, devido ao baixo custo do filme, deixa o espectador diante de uma verdadeira saga para chegar até a conclusão do longa.
E isso já começa pela fotografia do filme. Já vi episódios de A Grande Família com uma imagem muito superior a Ominívoros. O segundo ponto que deixa a desejar são as atuações. Ninguém, absolutamente ninguém, do elenco tem alguma performance de encher os olhos. Um dos vilões, inclusive, é uma mistura de Leatherface e Tonho da Lua, provocando muita vergonha alheia. O roteiro também tem alguns furos vexatórios e mais alguns clichês desnecessários.
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Imagino que você esteja se perguntando como um filme com tantos defeitos mereça algum elogio. Vamos a um deles, então. O longa tem poucos feitos visuais, mas quando tem são excelentes. Nada de computação gráfica, mas a velha maquiagem e muito sangue falso espirrando. A primeira cena já te deixa de estômago embrulhado.
A partir desse prelúdio, a história dá um salto no tempo e começamos a acompanhar a história do crítico gastronômico Marcos Vela que recebe a proposta de escrever um artigo (ou um livro, caso o assunto renda) sobre os restaurantes clandestinos de Madrid. Esses restaurantes são, nada mais nada menos, do que encontros de especialistas em culinária que usam a clandestinidade como desculpa para elevar os preços dos pratos vendidos.
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No entanto, Marcos recebe a informação de que existe de fato, e não é só uma lenda urbana, um restaurante onde é servida carne humana. De olho na repercussão que escrever sobre essa bizarrice teria sobre sua carreira, o crítico se joga de cabeça nesse submundo afim de escancarar o assunto.
Mas como era de se esperar, o povo que pratica esse canibalismo gourmet não é flor que se cheire e Marcos se vê em uma sinuca de bico, sendo obrigado a participar de todo o ritual. Falar mais, entretanto, poderia estragar o final tão bem amarrado criado por Óscar Rojo. Tomara que em suas próximas produções, o diretor tenha mais verba. Acho que com mais grana na mão ele nos servirá algo mais requintado. Bom apetite.
Nota: 6,5
Direção: Óscar Rojo
Roteiro: Óscar Rojo
Elenco: Ángel Acero, Fernando Albizu, Carina Björne
Origem: Espanha
[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=BVj5pA8wIJs&w=640&h=360]

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RESENHA: Ameaça Profunda (2020)

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Ameaça Profunda
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