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Resenhas

RESENHA: Berberian Sound Studio (2012)

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Por Jarmeson de Lima

Esta é uma bela homenagem aos filmes de estilo “giallo” e ao cinema de terror em si. Com referências a Mario Bava, Dario Argento e a obras como “A Conversação” e “Um Grito na Noite“, somos convidados desde o começo a imergir diretamente em um filme dentro de um filme. Até porque os créditos iniciais que você verá não são bem aquilo que você acha que é.

Pois bem… logo nos primeiros frames vemos a chegada de Gilderoy, um sofisticado engenheiro de som britânico que viaja até a Itália para trabalhar em uma produção chamada de “O Vórtice Equestre“. E por mais que isso pareça irrelevante, é justamente na hora em que ele chega ao estúdio que tem início a “história”.

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A partir daí, vamos acompanhando por tabela todo o processo de sonorização e efeitos do filme italiano, com a gravação de vozes e a composição da trilha pontuadas através da descrição das cenas e de referências na montagem. Sugerindo mais do que explicitando, em nenhum momento chegamos a ver imagens deste filme que o profissional de áudio está trabalhando.

Seria um trabalho bem prazeroso, se o convidado britânico não estivesse se sentindo muito à vontade naquele ambiente, uma vez que o filme em questão contém cenas que envolvem mutilação, sacrifícios humanos, bruxarias, demônios e provavelmente muito sangue. E apesar de não estarmos assistindo a isso, ele está e vai ficando cada vez mais desconfortável e constrangido a ponto de não conseguir mais gravar certas cenas.

Berberian Sound Studio

Ao longo da trama, vamos percebendo que Gilderoy, interpretado brilhantemente por Toby Jones (um daqueles muitos coadjuvantes que você já viu por aí, mas que não sabia quem era), vai se tornando também parte do filme. Ou que a vida imita a arte. Ou que isso poderia parecer um roteiro clichê, mas não é. De repente, certas frases e cenas que vimos anteriormente no filme tomam um novo significado e o filme toma rumos inesperados, onde até o som pode se apresentar como uma arma.

Esteticamente e em termos de produção, “Berberian Sound Studio” é impecável. O clima de suspense se mantém ao longo de seus 90 minutos e não vemos nenhuma cena desnecessária ou com efeitos de edição estilo videoclipe (um mal desnecessário nesta era de horror fastfood).

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E em termos de exercício cinematográfico é uma delícia ainda maior visualizar nesta obra as referências já citadas no início e ver que já em seu segundo longa-metragem, o inglês Peter Strickland fez esta pequena pérola para os apreciadores do gênero.

Direção: Peter Strickland
Roteiro: Peter Strickland
Elenco: Toby Jones, Antonio Mancino, Guido Adorni
Origem: Reino Unido

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=SKOPh5ZEciQ&w=560&h=315]

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SÉRIE: Castlevania (2017)

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Castlevania

[Por Felipe Macedo]

Sou gamer desde de quando me entendo por gente e passei boa parte da minha vida me divertindo (e me estressando) com essa mídia. Conheci a série Castlevania nos 16bits e já sabia que era uma franquia já bastante estabelecida antes (em 8 bits), mais precisamente no nintendinho. Passei várias tardes dando chicotadas em lobisomens, medusas, zumbis e claro no vampirão mais famoso do mundo: O Conde Drácula. (mais…)

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RESENHA: #Alive (2020)

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Alive

O cinema sul coreano ganhou uma visibilidade incrivel nos últimos anos e hoje não é tão raro ver obras vindas de lá aportarem no cinema. Mas é claro que com a pandemia as coisas foram freadas e alguns filmes estão ganhando destaque via streaming. Este é o caso de #Alive, filme que estreou em seu país na reabertura dos cinemas com bastante êxito e está sendo distribuído mundialmente pela Netflix.

A trama acompanha um jovem rapaz, que sozinho no apartamento da família, tenta sobreviver a uma epidemia mortal que transforma os cidadãos em zumbis sedentos por carne humana. No passar de vários dias, com comida e água acabando e ataques cada vez piores das criaturas, o rapaz coloca em cheque a promessa que fez ao pai de sobreviver. E aos trancos e barrancos ele tentará cumprir o que foi pedido.

#Alive é um bom filme de zumbis que não coloca nada de novo na mesa, mas traz o básico que, em sua maior parte, é competente. O longa não enrola e logo nos primeiros minutos a confusão e o caos predominam. A primeira parte é a melhor, se passando em praticamente um único cenário, mostrando bem a sensação de solidão e medo do personagem com cenas de ação pontuais e mais comedidas. Vale comentar a ótima maquiagem dos monstros que lembram o conterrâneo “Invasão Zumbi” (Train to Busan).

Outra semelhança com o longa de zumbis mais famoso é a ambientação minimalista e o país. Sinceramente, essa sim deveria ser a sequência real dele, pois mesmo não sendo perfeita, se mostra bem superior à continuação oficial, chamanda “Península”.

Os problemas de #Alive vêm à tona em sua segunda metade, onde as sequências de ação se tornam inverossímeis demais (até para um filme de zumbis)… Meio que a produção se rende ao espetáculo ocidental apresentando exageros que tiram a atenção diversas vezes. O clímax acaba sendo forçado e emotivo demais querendo a todo custo arrancar lágrimas do público.

Concluindo… #Alive não é um divisor de águas do gênero, mas é divertido e tenso na maior parte de sua duração. Vale gastar o tempo assistindo as desventuras do protagonista e sua busca pela sobrevivência.

Escala de tocância de terror:

Título original: #Saraitda
Diretor: II Cho
Roteiro: II Cho,Matt Naylor
Elenco: Ah-in Yoo, Shin-Hye Park,Bae-soo Jeon e outros
País de origem: Coreia do Sul

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RESENHA: In Search of Darkness (2019)

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Search of Darkness

[Por Frederico Toscano]*

In Search of Darkness é um documentário com uma proposta simples e direta: destrinchar a produção de horror dos Estados Unidos da década de 80. Lançado em maio do ano passado, acabou não chamando tanta atenção no Brasil (ou mesmo lá fora), provavelmente por não ter recebido uma distribuição e divulgação mais abrangentes. O que é compreensível, já que o projeto não saiu de um estúdio convencional, sendo fruto de uma bem-sucedida campanha de arrecadação dos sites Kickstarter e Indiegogo.

Com a meta alcançada e os fundos garantidos, o diretor e roteirista David Weiner deve ter pensado que os apoiadores mereciam ver seu dinheiro bem empregado. E entregou um filme de quatro horas e meia de duração. E pensar que teve gente reclamando de O Irlandês(mais…)

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