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RESENHA: You're Next (2011)

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Por Geraldo de Fraga
Sempre que analiso um filme, tento levar em consideração a que se propôs tal obra. Nas primeiras peças publicitárias de Você é o Próximo (You’re Next, 2011), dirigido por Adam Wingard, tinha-se a nítida impressão de se tratar de um longa soturno e com uma atmosfera claustrofobia. Um filme de isolamento, já que se trata de pessoas encurraladas em uma casa.
Descartei o filme, como sempre faço com inúmeras produções que não trazem nada de novo. “Você é o Próximo” parecia ser mais uma produção clichê, até que ao acessar sua página no IMDB, vi que o longa estava catalogado como Horror, Thriller e COMÉDIA. E é aí onde entra aquela questão da “proposta” da qual falei no primeiro parágrafo.
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Nada no trailer, nem nos cartazes, deixava transparecer que o filme tinha algo de “escrachado”. Resolvi então dar uma conferida, esperando um bom filme de humor negro. Talvez a tag comédia tenha sido um exagero do IMDB, mas há sim um roteiro que brinca com os clichês do gênero. Tal como uma comédia de erros, Você é o Próximo nos apresenta várias coincidências absurdas, porém nada impossíveis, e consegue nos dar um produto simples, mas competente.
Na sinopse, uma reunião de família, onde alguns membros não se são muito bem, vira um pesadelo quando três malucos usando máscaras de animais aparecem do lado de fora da casa e começam a “caçar” as pessoas. O que os assassinos não esperavam era que umas das convidadas da festa fosse uma prodígio nesse tipo de situação, inclusive batendo e montando armadilhas pela casa.
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Começa então um jogo de gato e rato, só que com o rato mordendo de volta. O gore está presente e com cenas bem criativas. Com um orçamento limitado, e tendo apenas a mansão como cenário, o filme de Adam Wingard é um produto (como costumam falar os membros do Toca o Terror) honesto. E de honestidade que o cinema mais precisa.
Nota: 6,0
Título nacional: Você é o próximo
Direção: Adam Wingard
Roteiro: Simon Barrett
Elenco: Sharni Vinson, Joe Swanberg, AJ Bowen
Origem: EUA, Reino Unido

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RESENHA: A Morte Te Dá Parabéns (2017)

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Morte te Dá Parabens

[Por Felipe Macêdo]

Quem nunca quis ter uma segunda chance e corrigir algo em sua vida? Tree (Jessica Rothe) teve mais de uma chance pra fazer isso. Ela vive, morre e volta para o mesmo dia e não entende o que está acontecendo. A chave para sair desse pesadelo é descobrir quem é o vilão mascarado que a mata diversas vezes e bem no dia do seu aniversário. Essa é a trama do novo filme da Universal Pictures e Blumhouse, uma parceria que rendeu vários frutos como a franquia “Uma Noite de Crime” e o elogiado “Corra!”. A bola da vez é tentar reviver (opa!) os slasher movies, dando uma nova roupagem ao filme “A Morte Te Dá Parabéns”. (mais…)

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RESENHA: Floresta Maldita (2016)

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Floresta Maldita

[Por Geraldo de Fraga]

Sara (Natalie Dormer) descobre que sua irmã gêmea que mora no Japão está desaparecida. E o pior: na última vez em que foi vista, ela estava na floresta Aokigahara, conhecida por ser um lugar onde as pessoas vão para cometer suicídio. Aflita, Sara parte rumo à Terra do Sol Nascente na esperança de ainda encontrá-la viva. (mais…)

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RESENHA: Estranhos em casa (2019)

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"Estranhos em Casa" - poster

Após proveitosa carreira em festivais chegou recentemente à Netflix, “Estranhos em Casa“. Dizem que o roteirista Aurélien Molas se inspirou em uma notícia sobre um casal que emprestou a casa para amigos e, ao retornar de férias em seu trailer, descobriu a casa toda transformada em um tipo de “forte” para impedir sua entrada. E é mais ou menos daí que parte a premissa do filme.

Paul Diallo (Adama Niane), um professor de história do ensino médio, está feliz em voltar para casa das férias de verão com sua família, quando descobre que a babá de seu filho e seu marido, a quem Paul emprestou a casa durante o período em que estariam viajando, se recusam a sair e ainda se declaram inquilinos oficiais de seu imóvel. Paul e sua família são forçados a viver em um estacionamento de trailers enquanto tentam recuperar a casa na justiça. Só que as coisas não correm como deveriam.

Saudades de uma cama quentinha, né, minha filha?

O problema é que o meio-de-campo começa a embolar também para o diretor Olivier Abbou. Apesar de levantar a bola para temas importantes como racismo, ascensão da direita, problemas relacionados a masculinidade, “Estranhos em Casa” começa a entrar em conflito com o próprio discurso. Mostra discriminação racial mas coloca o protagonista, um homem negro, em diversas situações explicitas de submissão. Questiona a participação do Estado na vida das pessoas mas defende o direito da propriedade. Vilaniza o proletariado. Coloca os extremistas como caras legais e descolados… logicamente tudo vai se encaminhar para uma reviravolta, mas quando ela acontece, chega de uma forma simplória e finda deixando um “retrogosto” meio estranho.

Cá entre nós o título americano que colocaram no filme, “Get In”, é pura forçação, hein?

Mas bora falar das boas coisas do filme também… Stéphane Caillard, está ótima no papel de Chloé, a esposa que vive num relacionamento reprimido e cheio de culpa. O bombado Mickey, interpretado por Paul Hamy, também consegue ser um bom vilão (meio forçado no final mas aí é culpa do roteiro) e Adama Niane tem seus altos e baixos mas segura direitinho o protagonismo. O ritmo eficiente da montagem também deve te segurar na poltrona do começo ao fim.

“Tem Amigo Safado Quem Pode”

Ah! Antes que eu me esqueça! O filme tem sido divulgado como “o cão chupando manga“, “um filme que está apavorando o público com cenas sádicas e explícitas” mas não caiam nessa… O cinema francês e a tal da “New French Extremity“, que já nos trouxe obras como “Alta Tensão” e “Mártires“, fazem “Estranhos em Casa” ser tão chocante quanto um episódio de Peppa Pig. Mas isso não é ruim. Eu gosto da porquinha.

Peppa, George, Papai Pig…

Escala de tocância de terror:

Título original: Furie
Diretor: Olivier Abbou
Roteirista: Olivier Abbou e Aurélien Molas
Elenco: Adama Niane, Stéphane Caillard, Paul Hamy

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