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RESENHA: American Horror Story: Coven (2013)

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American Horror Story

Depois de tanto comentarmos aqui no blog e no podcast, eis que chegou ao fim a terceira temporada de American Horror Story exibida pelo canal Fox no Brasil. A notícia de que a série, antes mesmo da season finale, já estava renovada para mais uma temporada prova que o programa é sucesso absoluto com o público estadunidense. Mas a pergunta que fica no ar é: AHS agrada aos verdadeiros fãs de horror ou apenas a audiência formada por adolescentes?

Existe uma gama gigantesca de seriados voltados para esse segmento de telespectadores: True Blood é seu maior exemplar, mas temos outros como Vampire Diaries e Teen Wolf. Minha opinião é que o terror em AHS, apesar de não ser infantilizado ou romantizado, como nesses programas que citei, é sim plastificado pelo padrão da TV americana.

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Vamos listar primeiro os pontos positivos. Falando especificamente dessa terceira temporada (AHS: Coven), que abordou a Bruxaria como tema, o seriado repetiu a receita e reuniu praticamente o mesmo elenco. Melhor ainda, adicionou três grandes atrizes à trama: Gabourey Sidibe, Angela Bassett e a oscarizada Kathy Bates. Todas ótimas. Sem contar Jessica Lange, bem como sempre.

A história é ambientada em Nova Orleans. Sendo assim, o roteiro consegue abordar tanto a bruxaria européia como a magia vodu tão importante nessa região. O folclore da Luisiana é um dos terrenos mais férteis para histórias de horror nos EUA. A produção, como fez outras vezes, acertou em colocar personagens reais na trama. Nesse caso, temos a ricaça Delphine LaLaurie (Kathy Bates) que torturou, mutilou e matou cerca de 96 escravos nos anos 1800.

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As cenas de violência também foram boas. Bruxas queimadas vivas, olhos perfurados, membros amputados e gargantas cortadas, deram o ar da graça durante todo o seriado. Outro ponto positivo foi a abertura, que junto com a já conhecida música tema, ficou a melhor até então.

Mas mesmo com tantas coisas boas, AHS manteve os mesmos erros das temporadas passadas. É uma característica da série manter um vasto leque de tramas paralelas e isso atrapalha. Primeiro porque nem todas são interessantes. Segundo, porque são tantos personagens entrando e saindo da história que parece que estão ali só para fazer número.

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Outra coisa que ficou meio sem graça, foi o fato de as bruxas serem caracterizadas como pessoas com super poderes. Talvez optar pela bruxaria tradicional, traria um maior clima de terror à obra que ficou muito com cara de aventura. A escola onde as garotas estudavam eram praticamente uma versão gótica do Instituto Xavier dos X-Men.

E pra finalizar, a série mostrou mais uma vez que ainda não está preparada para nos dar um final pessimista. Não queremos dar spoilers, mas o encerramento dessa terceira temporada foi algo do tipo “amigos para sempre” ou “juntas contra o Mundo”. Resumindo: AHS Coven é bem interessante visualmente, mas ainda segue a linha de terror enlatado.

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SÉRIE: What We Do in the Shadows (2019)

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What We Do in the Shadows

Na próxima quinta (15 de abril), estreia no canal FX dos EUA a segunda temporada de What We Do in the Shadows, série baseada no filme de mesmo nome lançado em 2014. Aqui no Brasil, sua primeira temporada foi exibida no ano passado pela Fox Premium. Vamos aproveitar então o retorno do programa lá fora para tecer algumas linhas sobre a atração.

Se você assistiu ao filme, fique sabendo que a mecânica é a mesma do longa. Uma equipe de filmagem que nunca aparece acompanha a rotina de três vampiros centenários que vivem na mesma casa e tentam se adequar ao mundo moderno. A principal mudança em relação à obra original é que a história se passa nos EUA, mais precisamente em Staten Island, Nova York.

O elenco também é outro Com a adição de uma personagem feminina, Nadja (Natasia Demetriou), e do lacaio Guillermo (Harvey Guillén), o trio de vampiros se completa com Nandor (Kayvan Novak) e Laszlo (Matt Berry). Há ainda um personagem recorrente, Colin Robinson (Mark Proksch), um humano que se apresenta como “vampiro de energia” e que se alimenta da força vital das pessoas, deixando-as entediadas.

A vida deles segue tranquila, até que eles são obrigados a receber como hóspede o barão Afanas (Doug Jones coberto de maquiagem, para variar), um vampiro milenar que vem da Europa e sonha em conquistar a América. Apesar desse ponto de partida, o enredo não se apega muito a ele. Como seriado, What We Do in the Shadows é basicamente uma sitcom, na qual o roteiro tenta brincar com os clichês da mitologia e da cultura pop.

No filme isso deu muito certo, mas ao longo de 10 capítulos, a série não se sustenta. Há momentos brilhantes, mas eles são raridades. Destaque para os episódios The Trial, com a participação de vários atores que interpretaram vampiros no cinema (como Wesley Snipes e Danny Trejo), e The Orgy, no qual, como o próprio nome diz, uma orgia vampírica é organizada, sem muito sucesso.

Porém, a impressão que fica é que assistir What We Do in the Shadows é um grande esforço para poucas risadas, mesmo que seus capítulos tenham apenas 30 minutos em média. Uma pena, pois o elenco todo é muito bom. Esperamos que nessa segunda temporada, os roteiristas estejam mais inspirados.

Escala de tocância de terror:

Direção: Jemaine Clement e Taika Waititi
Roteiro: Jemaine Clement e Taika Waititi
Elenco: Kayvan Novak, Matt Berry e Natasia Demetriou
Origem: EUA

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RESENHA: Maria e João – O Conto das Bruxas (2020)

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Maria e João

MARIA E JOÃO – O CONTO DAS BRUXAS é inspirado num dos contos mais conhecidos dos irmãos Grimm que já foi adaptado várias vezes pras telas. Até uma versão estilizada estrelando o Gavião Arqueiro dos Vingadores já teve! Agora é a vez de Osgood “Oz” Perkins dar sua visão à história optando pelo horror de fato nos oferecendo uma fábula cruel e cabulosa típica dos contos originais. (mais…)

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RESENHA: Quando as Luzes se Apagam (2016)

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Quando as Luzes se Apagam

[Por Jarmeson de Lima]

Em sua essência, “Quando as Luzes se Apagam” é mais um drama familiar sobrenatural. Temos aqui uma mãe traumatizada, uma criança assustada, um pai desaparecido e uma filha rebelde compondo o núcleo principal desta produção que nos envolve em uma trama alegórica sobre o medo do escuro.
(mais…)

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