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RESENHA: As Bruxas de Zugarramurdi (2013)

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Por Geraldo de Fraga

Zugarramurdi, uma pequena vila no norte da Espanha, está para os espanhóis como Salem está para os americanos. As ações da Inquisição transformaram ambos os lugares em locais conhecidos por seus casos de suspeita de bruxaria.

Foi com base nesses acontecimentos históricos que Álex de la Iglesia se baseou para escrever e dirigir As Bruxas de Zugarramurdi (2013). Porém, quem conhece o responsável por O Dia da Besta e Balada de Amor e Ódio sabe que ele não iria fazer um filme sério sobre o assunto.

As Bruxas de Zugarramurdi é uma comédia nonsense que traz um monte de referências a filmes do gênero. Mas nada daquelas paródias irritantes como Todo Mundo em Pânico e Inatividade Paranormal. Iglesia tem identidade própria e conduz sua “palhaçada” sem apelar para piadas fáceis.

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Após um assalto a uma joalharia, os ladrões Antonio e José, esse último acompanhado do seu filho de 10 anos, sequestram um taxista e o obrigam a ajudarem a escapar da cena do crime. Após decidirem que o melhor a fazer é fugir para a França, eles acabam chegando a Zugarramurdi.

Mas o que eles não sabem é que as bruxas que ainda vivem na cidade estão a sua espera, pois a chegada deles foi avisada em uma profecia (Prestem atenção nas duas primeiras cenas do filme. São impagáveis!). A presença deles na cidade é essencial para um ritual que vai fortalecer ainda mais a ordem das bruxas. A partir daí, começa um jogo de perseguição, onde se juntam ainda dois investigadores de polícia e a mãe do filho de José.

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Apesar do roteiro totalmente descompromissado, Iglesia tenta dar um pouco de substância à história fazendo com que a ação da maioria dos personagens seja justificada em razão de algum problema amoroso. E é aí onde o diretor erra um pouco a mão. Algumas das piadas sobre relacionamentos funcionam, mas a maioria soa forçada.

Mesmo assim, As Bruxas de Zugarramurdi é um achado no meio de tanta comédia sem graça, quando se trata de usar o terror como referência. As atuações são competentes e os efeitos muito bons. A diversão é garantida.

Nota: 7,0

Título original: Las brujas de Zugarramurdi
Direção: Álex de la Iglesia
Roteiro: Jorge Guerricaechevarría, Álex de la Iglesia
Elenco: Hugo Silva, Mario Casas, Pepón Nieto
Origem: Espanha, França

[youtube http://www.youtube.com/watch?v=7hQ1CyUjQvg&w=560&h=315]

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RESENHA: Dente por Dente (2021)

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Dente por dente

Sonhar que está com dentes caindo é presságio de morte. E em “Dente por Dente“, o que mais vemos são cenas com dentes e mortes para deixar bem clara a mensagem de que estamos diante de um produto mais pesado para as plateias brasileiras.

Estrelado por Juliano Cazarré e Paolla Oliveira, dois rostos bastante conhecidos em novelas de TV, esta nova produção nacional aposta em um gênero que está se tornando cada vez mais frequente no audiovisual brasileiro atual: o chamado “thriller” ou simplesmente, “suspense policial”.

Permeado por devaneios do personagem de Cazarré e sequências de sonho, “Dente por Dente” traz o ator como responsável de uma empresa de segurança privada que investiga a estranha invasão das obras de um condomínio de luxo. O caso vira um gatilho para revelar outros esquemas e apresentar problemas que envolvem a mulher de seu sócio.

Apesar de uma narrativa linear, o filme de Pedro Arantes e Júlio Taubkin se perde um pouco com tantas interferências e cenas recontadas pelo protagonista. Claro que seria importante para a trama, mas a muleta da narração em off também cansa às vezes.

Ambientado nos cenários urbanos de São Paulo, “Dente por Dente” traz tensão e cenas violentas tal como uma obra “policial” precisa. Mas além de ser um produto de gênero, o filme também mostra de forma não tão subliminar outros problemas que essa dicotomia de espaços públicos e privados trazem à tona em uma violência cotidiana simbólica.

Escala de tocância de terror:

* Filme visto na Cabine Virtual promovida pela Vitrine Filmes

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GAME: Alien Isolation (2014)

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Alien Isolation

No espaço ninguém ouvirá seus gritos, mas em casa seus vizinhos, sim. Então, estou parafraseando na cara dura a tagline de “Alien – O Oitavo Passageiro” para afirmar que “Alien Isolation” te fará gritar igual a Jamie Lee Curtis em Halloween. E isso é maravilhoso! Que Resident Evil que nada! Este game pra mim foi até hoje o melhor survival horror que joguei e mesmo sendo um título de lançamento cross-gen entre a sétima e oitava geração de consoles foi o que teve de melhor no quesito horror na agora “old-gen”.

Na trama, acompanhamos Amanda Ripley, uma engenheira espacial que sonha em reencontrar a sua mãe, Helen. Ela é abordada por uma dupla que trabalha na mesma empresa que a mãe e que lhe promete respostas sobre seu destino, desde que Amanda os acompanhe a uma imensa estação espacial. Uma vez lá, eles encontram o horror de um lugar abandonado e de uma criatura bastante conhecida que não irá parar até todos estarem mortos.

Temos aí uma trama simples e bastante efetiva que honra a série original em todos os sentidos com personagens bem construídos e o horror em primeiro lugar. Ou seja, bem diferente desses novos filmes pseudo-intelectuais que não agradaram quase ninguém. A direção de arte aqui é totalmente baseada no filme original com muito dejá-vu.

A parte sonora dá um show à parte e o desafio o jogar com um headseat. Isso lhe ajuda a ter uma experiência enervante. Mas mesmo sem isso, garanto a você que qualquer barulho te fará pular. É preciso ficar ligado ao som ambiente para poder permanecer vivo no jogo. A câmera em primeira pessoa foi acertada e te coloca literalmente na ação… Haja coração!

O vilão, no caso, a criatura, tem a melhor inteligência artificial que vi num game. Ele te caça pelo som, faz armadilhas, te engana e proporciona momentos de puro cagaço, já que a maioria das suas ações não são scripitadas. Embora o foco seja o gato e rato entre protagonista e o monstro, temos outros inimigos e enigmas que irão testar a inteligência e o combate de Ripley.

Ah, outro foco é o gerenciamento e criação de itens. Mas não vá usando tudo de uma vez pois pode acabar sem material depois. Armas de fogo são escassas e pouco recomendadas, pois o barulho atrai o bichão. O uso de itens de distração são os mais recomendáveis e é muito prazeroso detonar um grupo de humanos com isso para deixar o xenomorfo fazer a festa.

Mesmo sendo considerado um jogo antigo Alien Isolation” vale a pena ser jogado. Tal qual os filmes, o que é bom não tem idade. E no atual momento com poucos jogos sendo lançados, recomendamos ir atrás e conhecer essa intensa obra. Para você que é fã da franquia, aconselho caçar os áudios colecionáveis, pois eles foram dublados pelo elenco até então vivo do filme original. E o bom de não ser lançamento é que o game se encontra sempre em promoção a preços bem convidativos.

Escala de tocância de terror:

Alien Isolation está disponível para PS3,PS4, PS5( via retrocompatibilidade), XBOX360, XBOX ONE, XBOX Series (via retrocompatibilidade) e PC.

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RESENHA: Deuses Americanos (2017)

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Shadow Moon (Ricky Whittle) é um sujeito bem azarado. Poucos dias antes de deixar a prisão, ele fica sabendo que sua esposa morreu. E que ela o estava traindo com seu chefe e melhor amigo. Viúvo e desempregado, ele ganha a liberdade, porém, está quebrado. Na viagem para casa, ele conhece o excêntrico Mr. Wednesday (Ian McShane) que lhe oferece um trabalho temporário como seu segurança em uma viagem pelos Estados Unidos. (mais…)

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