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RESENHA: Banshee Chapter (2013)

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Por Geraldo de Fraga

Se por um lado existem filmes que se arrastam, há obras em que o ritmo é tão acelerado que não dá para entender muita coisa. Esse é o principal defeito de Banshee Chapter (2013), filme de estreia de Blair Erickson, que também assina o roteiro em parceria com o também novato Daniel J. Healy.

O filme aborda uma história de teoria de conspiração, algo que nos EUA sempre dá muito pano pra manga. É o seguinte: Após o jornalista James Hirsch (Michael McMillian) desaparecer no mesmo dia em que experimenta uma droga, supostamente utilizada em experiências do governo americano, sua amiga Anne Roland (Katia Winter) dá início a uma investigação para descobrir o seu paradeiro.

banshee_chapter_01

As pistas a levam até um escritor subversivo chamado Thomas Blackburn (Ted Levine), provável responsável por ter fornecido a droga a Hirsch. É a partir desse momento que o clima de paranoia fica estabelecido, pois ambos começam a ser perseguidos e o filme se transforma em um jogo de gato e rato.

O problema é que entra muita informação para um filme com apenas 87 minutos. Por exemplo: a cena que explica a origem da droga é muito mal resolvida. Também não fica clara em momento algum a relevância do experimento.

The_Banshee_Chapter_screen

Porém Blair Erickson mostra um talento especial para filmar cenas tensas e assustadoras. Mesmo sabendo que algo vai acontecer, nunca dá para prever o momento exato do susto. O que é algo a se elogiar, levando em consideração as fórmulas repetidas à exaustão nas produções atuais.

Apesar de não ser um found footage, o longa conta com algumas cenas captadas por câmeras caseiras. Mesmo sendo uma alternativa que já está quase virando clichê hoje em dia, Banshee Chapter se aproveita bem dessas passagens, pois os efeitos “só um pouco” especiais ficam mais convincentes em filmagens de menor qualidade.

banshee_chapter_03

Outro trunfo do diretor foi enxertar entrevistas sobre experiências do governo americano, incluindo um depoimento do ex-presidente Bill Clinton. Claro que isso não fará alguém acreditar que o filme é “baseado em fatos reais”, mas mostrar pessoas de verdade falando sobre o assunto deixa claro que os americanos têm mesmo motivo para desconfiar de muita coisa.

Quanto ao elenco a dupla formada pelo veterano Ted Levine e por Katia Winter está muito bem. Ela, inclusive, venceu na categoria melhor Scream Queen no Fantaspoa desse ano. O longa também teve boas repercussão em festivais como Film Frigh Fest e Toronto After Dark. Em suma, apesar dos defeitos, Banshee Chapter vale sim uma conferida.

Nota: 6,0

Direção: Blair Erickson
Roteiro: Blair Erickson, Daniel J. Healy (história)
Elenco: Katia Winter, Ted Levine, Michael McMillian
Origem: Alemanha e EUA

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RESENHA: In Search of Darkness (2019)

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Search of Darkness

[Por Frederico Toscano]*

In Search of Darkness é um documentário com uma proposta simples e direta: destrinchar a produção de horror dos Estados Unidos da década de 80. Lançado em maio do ano passado, acabou não chamando tanta atenção no Brasil (ou mesmo lá fora), provavelmente por não ter recebido uma distribuição e divulgação mais abrangentes. O que é compreensível, já que o projeto não saiu de um estúdio convencional, sendo fruto de uma bem-sucedida campanha de arrecadação dos sites Kickstarter e Indiegogo.

Com a meta alcançada e os fundos garantidos, o diretor e roteirista David Weiner deve ter pensado que os apoiadores mereciam ver seu dinheiro bem empregado. E entregou um filme de quatro horas e meia de duração. E pensar que teve gente reclamando de O Irlandês(mais…)

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RESENHA: #Alive (2020)

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Alive

O cinema sul coreano ganhou uma visibilidade incrivel nos últimos anos e hoje não é tão raro ver obras vindas de lá aportarem no cinema. Mas é claro que com a pandemia as coisas foram freadas e alguns filmes estão ganhando destaque via streaming. Este é o caso de #Alive, filme que estreou em seu país na reabertura dos cinemas com bastante êxito e está sendo distribuído mundialmente pela Netflix.

A trama acompanha um jovem rapaz, que sozinho no apartamento da família, tenta sobreviver a uma epidemia mortal que transforma os cidadãos em zumbis sedentos por carne humana. No passar de vários dias, com comida e água acabando e ataques cada vez piores das criaturas, o rapaz coloca em cheque a promessa que fez ao pai de sobreviver. E aos trancos e barrancos ele tentará cumprir o que foi pedido.

#Alive é um bom filme de zumbis que não coloca nada de novo na mesa, mas traz o básico que, em sua maior parte, é competente. O longa não enrola e logo nos primeiros minutos a confusão e o caos predominam. A primeira parte é a melhor, se passando em praticamente um único cenário, mostrando bem a sensação de solidão e medo do personagem com cenas de ação pontuais e mais comedidas. Vale comentar a ótima maquiagem dos monstros que lembram o conterrâneo “Invasão Zumbi” (Train to Busan).

Outra semelhança com o longa de zumbis mais famoso é a ambientação minimalista e o país. Sinceramente, essa sim deveria ser a sequência real dele, pois mesmo não sendo perfeita, se mostra bem superior à continuação oficial, chamanda “Península”.

Os problemas de #Alive vêm à tona em sua segunda metade, onde as sequências de ação se tornam inverossímeis demais (até para um filme de zumbis)… Meio que a produção se rende ao espetáculo ocidental apresentando exageros que tiram a atenção diversas vezes. O clímax acaba sendo forçado e emotivo demais querendo a todo custo arrancar lágrimas do público.

Concluindo… #Alive não é um divisor de águas do gênero, mas é divertido e tenso na maior parte de sua duração. Vale gastar o tempo assistindo as desventuras do protagonista e sua busca pela sobrevivência.

Escala de tocância de terror:

Título original: #Saraitda
Diretor: II Cho
Roteiro: II Cho,Matt Naylor
Elenco: Ah-in Yoo, Shin-Hye Park,Bae-soo Jeon e outros
País de origem: Coreia do Sul

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RESENHA: Ameaça Profunda (2020)

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Ameaça Profunda
[Por Felipe Macedo]

Alien” (1979) foi um divisor de águas no quesito de mesclar gêneros, nesse caso, ficção e horror. Sequências foram realizadas assim como cópias com qualidades que iam do mediano ao lixo total. E agora nesse inicio de década, surge “Ameaça Profunda” (Underwater), um filme com toda pinta do primo famoso, estrelado por Kristen Stewart e coincidentemente do mesmo estúdio.

Numa base submersa, responsável por perfurar o fundo do mar, um terrível acidente acontece, causando um dano colossal a estrutura e matando boa parte da equipe. Os poucos sobreviventes lutam para encontrar entre os destroços um meio de voltar a superficie. E se problema pouco é bobagem, logo eles descobrem que uma estranha criatura está os caçando e não vai parar até devorar o último deles.

Sinceramente, não esperava nada desse filme e a julgar pelo trailer pensava que seria algo pseudo-cabeçudo e que a ação seria resumida nos últimos 10 minutos. Mas para minha alegria, eu estava errado. A trama é ágil e não enrola para a tensão começar. Logo somos apresentados ao menu, digo, personagens rasos que só estão ali para ir parar no bucho do bicho.

Tirando a personagem da Kristen, sabemos que a maioria não chegará ao final. A história, na real, se assemelha a uma colcha de retalhos e que tem como maior inspiração, claro, “Alien“, com uma pitada de “O Segredo do Abismo“. Isso não é ruim e o resultado é um pipoca divertida e competente.

O gore está no limite do que o PG-13 permite e surpreendentemente tem seus momentos nojentos. O visual está muito bem feito, seja do local em si como do nosso vilão. Logicamente não poderia deixar de existir os famigerados jumpscares, mas confesso que caí na maioria deles. Tenho que citar ainda o clímax tenso, com direito àquele sorriso nervoso por parte do público.

Resumindo… “Ameaça Profunda” não é maravilhoso, mas só pelo fato de não ser aquela bomba e divertir bastante, já vale o ingresso. O ano começou muito bem pro terror pipoca e espero que continue assim.

Escala de tocância de terror:

Título original: Underwater
Diretor: William Eubank
Roteiro: Brian Duffield, Adam Cozad
Elenco: Kristen Stewart, T.J Miller, Vicent Cassel e outros

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