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RESENHA: The Den (2013)

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Por Jarmeson de Lima

Nada mais aterrorizante do que aquele tipo de filme baseado em situações verossímeis, onde o que estamos assistindo também pode acontecer conosco. No caso de “The Den“, dirigido pelo estreante Zachary Donohue, o terror pode ser real, ainda mais quando se adentra na “Deep Web” e quando se tem stalkers à solta por aí.

Em uma narrativa de found-footage… ou melhor, de web-footage, o filme apresenta personagens que surgem apenas em frames e janelas de gravação pela Internet mediados através de uma rede social chamada também de “The Den“. Vale ressaltar uma coisa que essa produção faz bem ao formato “footage”: não há câmeras externas ou outros pontos de vista além da webcam ou da câmera do celular ligada ao login da personagem principal.

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Essa rede virtual assemelha-se ao já “antigo” ChatRoullete, onde as pessoas em frente às suas webcams ficam batendo papo e se exibindo (ou se masturbando) através de janelas que aparecem aleatoriamente. Com o sucesso instantâneo que ferramentas como essa provocam, uma estudante resolve analisar o “The Den” como objeto de pesquisa. Para isso, deixa a câmera do seu macbook ligado 24h por dia gravando o que se passa na tela fulltime, incluindo até os ícones de área de trabalho.

Eis que durante uma rodada rotineira de bate-papo, ela encontra uma mulher amordaçada em frente à tela sendo torturada. Agora pare um pouco e pense… qual seria sua reação ao presenciar uma coisa dessas? Pois bem, não sei a sua, mas a dela foi a de pavor e de tentar depois avisar aos amigos e parentes o que tinha ocorrido com a figura da qual não fazia a menor noção de quem era.

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A partir deste momento, o filme começa a tomar um rumo um tanto quanto previsível, mas ainda tenso. As gravações em vídeo vão mostrando as tentativas da garota em investigar o caso, apresentando as provas às autoridades e aquela coisa meio manjada de seguir as pistas por conta própria.

Mas como estamos lidando com a Internet e todas as suas possibilidades, nada pode assustar mais você, internauta, do que ver seu próprio computador ser manipulado à distância. O medo de ser hackeado aparece aqui e nos apresenta uma série de cenas interessantes em seus desdobramentos. Desta forma, a busca da protagonista pela vítima acaba lhe conduzindo a uma jornada cada vez mais sinistra até culminar em um final que, se não é tão original, pelo menos não é ruim.

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Como esta é uma produção independente e os atores são desconhecidos, podemos esperar sempre algo a mais, sem esses pudores de produção mainstream ou final feliz. O interessante de “The Den” é ver como este filme pode servir como um retrato atual das profundezas da Internet (mesmo que o filme apresente essa profundeza de forma superficial) e lhe deixe tenso ao saber que tudo isso pode estar acontecendo neste momento, onde conspirações podem ser reais e você não sabe realmente se na vida virtual existe a tal da privacidade.

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RESENHA: #Alive (2020)

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Alive

O cinema sul coreano ganhou uma visibilidade incrivel nos últimos anos e hoje não é tão raro ver obras vindas de lá aportarem no cinema. Mas é claro que com a pandemia as coisas foram freadas e alguns filmes estão ganhando destaque via streaming. Este é o caso de #Alive, filme que estreou em seu país na reabertura dos cinemas com bastante êxito e está sendo distribuído mundialmente pela Netflix.

A trama acompanha um jovem rapaz, que sozinho no apartamento da família, tenta sobreviver a uma epidemia mortal que transforma os cidadãos em zumbis sedentos por carne humana. No passar de vários dias, com comida e água acabando e ataques cada vez piores das criaturas, o rapaz coloca em cheque a promessa que fez ao pai de sobreviver. E aos trancos e barrancos ele tentará cumprir o que foi pedido.

#Alive é um bom filme de zumbis que não coloca nada de novo na mesa, mas traz o básico que, em sua maior parte, é competente. O longa não enrola e logo nos primeiros minutos a confusão e o caos predominam. A primeira parte é a melhor, se passando em praticamente um único cenário, mostrando bem a sensação de solidão e medo do personagem com cenas de ação pontuais e mais comedidas. Vale comentar a ótima maquiagem dos monstros que lembram o conterrâneo “Invasão Zumbi” (Train to Busan).

Outra semelhança com o longa de zumbis mais famoso é a ambientação minimalista e o país. Sinceramente, essa sim deveria ser a sequência real dele, pois mesmo não sendo perfeita, se mostra bem superior à continuação oficial, chamanda “Península”.

Os problemas de #Alive vêm à tona em sua segunda metade, onde as sequências de ação se tornam inverossímeis demais (até para um filme de zumbis)… Meio que a produção se rende ao espetáculo ocidental apresentando exageros que tiram a atenção diversas vezes. O clímax acaba sendo forçado e emotivo demais querendo a todo custo arrancar lágrimas do público.

Concluindo… #Alive não é um divisor de águas do gênero, mas é divertido e tenso na maior parte de sua duração. Vale gastar o tempo assistindo as desventuras do protagonista e sua busca pela sobrevivência.

Escala de tocância de terror:

Título original: #Saraitda
Diretor: II Cho
Roteiro: II Cho,Matt Naylor
Elenco: Ah-in Yoo, Shin-Hye Park,Bae-soo Jeon e outros
País de origem: Coreia do Sul

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RESENHA: Dominação (2017)

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Dominação

[Por Felipe Macedo]

Estrelado por Aaron Eckhart e produzido por Jason Blum, “Dominação” (Incarnate) mais uma vez mostra a história de um jovem possuído por um demônio poderoso. Nosso herói aqui luta para derrotar o grande mal e salvar o dia. No entanto, o longa tenta vir com uma promessa de abordar o tema de uma forma diferente do que foi mostrado até hoje. (mais…)

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RESENHA: In Search of Darkness (2019)

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Search of Darkness

[Por Frederico Toscano]*

In Search of Darkness é um documentário com uma proposta simples e direta: destrinchar a produção de horror dos Estados Unidos da década de 80. Lançado em maio do ano passado, acabou não chamando tanta atenção no Brasil (ou mesmo lá fora), provavelmente por não ter recebido uma distribuição e divulgação mais abrangentes. O que é compreensível, já que o projeto não saiu de um estúdio convencional, sendo fruto de uma bem-sucedida campanha de arrecadação dos sites Kickstarter e Indiegogo.

Com a meta alcançada e os fundos garantidos, o diretor e roteirista David Weiner deve ter pensado que os apoiadores mereciam ver seu dinheiro bem empregado. E entregou um filme de quatro horas e meia de duração. E pensar que teve gente reclamando de O Irlandês(mais…)

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