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Resenhas

RESENHA: I Am a Ghost (2012)

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igho33st[1]Por Júlio César Carvalho

I AM A GHOST é o longa de estreia do diretor americano H.P. Mendoza e foi produzido de maneira independente em 2012 através de arrecadações no Kickstarter, mas só agora, em 2014, é que teve seu lançamento em home vídeo (HD Digital e DVD). Nesse meio tempo, o filme vem sendo exibido em vários festivais pelo mundo, chamando atenção do público, da crítica e acumulando premiações em diversas categorias.

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Logo de início, descobrimos que a moça se trata de uma fantasma que não tem consciência que está morta. São inevitáveis as comparações com o clássico Os Outros (2001) ou até mesmo com o mais recente Haunted (2012), mas as semelhanças param por aí. Com o passar das conversas entre Emily e Sylvia, vamos descobrindo, junto com a fantasma, tudo o que aconteceu até sua morte e é durante esse processo que o filme vai ganhando força e tensão. Algumas repetições podem incomodar de início, mas é tudo justificado pois à medida que a personagem vai evoluindo essas reprises vão ganhando novos detalhes, tudo vai ganhando forma gerando a expectativa e o interesse pela conclusão da trama.

É muito legal acompanhar a evolução de Emily através de suas descobertas. A atuação de Anna Ishida é bem convincente. O enredo fica mais interessante quando a mesma toma consciência do seu estado mental de quando ainda era viva e piora quando passa a questionar se sua morte aconteceu realmente da maneira que ela pensa e que isso implicaria em uma outra presença, porém maligna, na casa. Esse processo além de doloroso, até para um ser sobrenatural, é necessário para sua libertação desse limbo que é nocivo não só para ela, mas para a família que habita a residência. Vale destacar a representação do mal, por ser simples, direta e realmente cabulosa.

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O grande mérito de I AM A GHOST está na ousadia em sua narrativa, que nos proporciona uma experiência interessante e diferente do que estamos acostumados. Apesar do baixo orçamento, os efeitos, tanto visuais como sonoros, funcionam sempre e nos conferem momentos bem tensos, mostrando que criatividade ainda é o melhor recurso. Acompanhar a pobre e desorientada fantasma no plano metafísico da casa é uma experiência sensacional, merecendo o devido reconhecimento que vem tendo pelos festivais e fãs do estilo. E que final bruto é esse? Veja!

Veredicto: ÓTIMO!

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Nota: Esse longa americano mostra que o problema não é o país em si, mas sim a grande indústria que transforma boas ideias em produtos fast-food. Não entrar nesse circuito em si fez um bem ao projeto no sentido artístico, mas fez mal para um bom alcance de público, pois dificilmente entrará numa grade de cinema mainstream. No site oficial, no menu WATCH MOVIE/TRAILER, tem uma opção para solicitar a exibição “no cinema mais perto de você”. Então fica a dica para os organizadores de festivais audiovisuais de horror.

Direção: H.P. Mendoza
Roteiro: H.P. Mendoza
Elenco: Jeannie Barroga, Rick Burkhardt, Anna Ishida
Origem: EUA

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Anarquista, quase cinéfilo, diretor de arte, fotógrafo, cervejeiro, rockeiro doido e crítico/podcaster do Toca o Terror

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Resenhas

SÉRIE: Castlevania (2017)

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Castlevania

[Por Felipe Macedo]

Sou gamer desde de quando me entendo por gente e passei boa parte da minha vida me divertindo (e me estressando) com essa mídia. Conheci a série Castlevania nos 16bits e já sabia que era uma franquia já bastante estabelecida antes (em 8 bits), mais precisamente no nintendinho. Passei várias tardes dando chicotadas em lobisomens, medusas, zumbis e claro no vampirão mais famoso do mundo: O Conde Drácula. (mais…)

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RESENHA: #Alive (2020)

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Alive

O cinema sul coreano ganhou uma visibilidade incrivel nos últimos anos e hoje não é tão raro ver obras vindas de lá aportarem no cinema. Mas é claro que com a pandemia as coisas foram freadas e alguns filmes estão ganhando destaque via streaming. Este é o caso de #Alive, filme que estreou em seu país na reabertura dos cinemas com bastante êxito e está sendo distribuído mundialmente pela Netflix.

A trama acompanha um jovem rapaz, que sozinho no apartamento da família, tenta sobreviver a uma epidemia mortal que transforma os cidadãos em zumbis sedentos por carne humana. No passar de vários dias, com comida e água acabando e ataques cada vez piores das criaturas, o rapaz coloca em cheque a promessa que fez ao pai de sobreviver. E aos trancos e barrancos ele tentará cumprir o que foi pedido.

#Alive é um bom filme de zumbis que não coloca nada de novo na mesa, mas traz o básico que, em sua maior parte, é competente. O longa não enrola e logo nos primeiros minutos a confusão e o caos predominam. A primeira parte é a melhor, se passando em praticamente um único cenário, mostrando bem a sensação de solidão e medo do personagem com cenas de ação pontuais e mais comedidas. Vale comentar a ótima maquiagem dos monstros que lembram o conterrâneo “Invasão Zumbi” (Train to Busan).

Outra semelhança com o longa de zumbis mais famoso é a ambientação minimalista e o país. Sinceramente, essa sim deveria ser a sequência real dele, pois mesmo não sendo perfeita, se mostra bem superior à continuação oficial, chamanda “Península”.

Os problemas de #Alive vêm à tona em sua segunda metade, onde as sequências de ação se tornam inverossímeis demais (até para um filme de zumbis)… Meio que a produção se rende ao espetáculo ocidental apresentando exageros que tiram a atenção diversas vezes. O clímax acaba sendo forçado e emotivo demais querendo a todo custo arrancar lágrimas do público.

Concluindo… #Alive não é um divisor de águas do gênero, mas é divertido e tenso na maior parte de sua duração. Vale gastar o tempo assistindo as desventuras do protagonista e sua busca pela sobrevivência.

Escala de tocância de terror:

Título original: #Saraitda
Diretor: II Cho
Roteiro: II Cho,Matt Naylor
Elenco: Ah-in Yoo, Shin-Hye Park,Bae-soo Jeon e outros
País de origem: Coreia do Sul

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RESENHA: In Search of Darkness (2019)

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Search of Darkness

[Por Frederico Toscano]*

In Search of Darkness é um documentário com uma proposta simples e direta: destrinchar a produção de horror dos Estados Unidos da década de 80. Lançado em maio do ano passado, acabou não chamando tanta atenção no Brasil (ou mesmo lá fora), provavelmente por não ter recebido uma distribuição e divulgação mais abrangentes. O que é compreensível, já que o projeto não saiu de um estúdio convencional, sendo fruto de uma bem-sucedida campanha de arrecadação dos sites Kickstarter e Indiegogo.

Com a meta alcançada e os fundos garantidos, o diretor e roteirista David Weiner deve ter pensado que os apoiadores mereciam ver seu dinheiro bem empregado. E entregou um filme de quatro horas e meia de duração. E pensar que teve gente reclamando de O Irlandês(mais…)

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