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RESENHA: The Strain (2014) – 1ª temporada

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THE-STRAIN-Season-1-Poster-2Por Geraldo de Fraga

The Strain, série de vampiros do canal FX, está ainda na metade da sua primeira temporada, mas já foi renovada para outros 13 episódios em 2015. O programa é a mais nova empreitada de Guillermo del Toro, que além de ser o produtor e um dos diretores, é o autor do livro no qual a série foi baseada. Três livros, na verdade. A Trilogia da Escuridão, escrita em parceria com Chuck Hogan.

A história começa com um avião aterrissando misteriosamente no aeroporto de Nova York, com apenas quatro sobreviventes. A partir daí, acompanhamos o investigador do Centro de Controle de Doenças Ephraim Goodweather (Corey Stoll) tentando descobrir o que causou a morte dos outros passageiros e também, porque os outros quatro ficaram vivos.

Assim como em Blade 2, também dirigido por ele, Del Toro foge dos vampiros tradicionais. Esqueça a aparência humana, os dentes caninos pontiagudos, o charme e todo o folclore herdado de Drácula. As criaturas de The Strain possuem visual e mitologia própria, mais próximos dos filmes de ficção científicas do que do clássico horror gótico.

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O que ocorreu no avião foi na verdade o primeiro passo de um plano para liberar uma epidemia vampiresca na cidade. Usando as dimensões geográficas de Nova York, a série possui vários núcleos, mas o principal é mesmo o de Goodweather e sua equipe: Nora Martinez (Mía Maestro), Jim Kent (Sean Astin) e o caçador de vampiros Abrahan Setrakian (David Bradley). É deles a missão de encarar o imortal Thomas Eichorst (Richard Sammel), responsável por trazer a praga para a Big Apple.

Um dos trunfos da série é que, apesar de abrir um grande leque de personagens, todos os núcleos mantém tramas paralelas interessantes. Outro ponto a favor é o visual animalesco e pouco convencional das criaturas, que deixou os vampiros bem mais asquerosos. Isso facilita para que o público os veja como os inimigos a serem abatidos sem piedade. Soma-se a isso às boas atuações e temos uma das melhores histórias de Horror/Sci-Fi do ano.

Talvez a abordagem científica seja, não um ponto negativo, mas algo de difícil digestão até o momento. Algumas coisas ainda carecem de uma melhor explicação, como o fato de que existem vampiros racionais e outros que agem simplesmente como animais sedentos e atacam a torto e a direito. Mas como ainda estamos na metade da série, esperemos. Pois Del Toro, até agora, não nos deu motivo para abandonar o barco.

Nota: 8,0

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=DqcuyXeN8O8&w=560&h=315]

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1 comentário

  1. Julia

    29 de agosto de 2014 a 07:26

    Uau! 8!? 😉

  2. dan

    10 de junho de 2015 a 16:17

    terminei a 1 tempporada hoje e com certeza me deixou com vontade de ver mais…achei a metade da serie pro fim um pouco de mesmiçe!

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RESENHA: In Search of Darkness (2019)

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Search of Darkness

[Por Frederico Toscano]*

In Search of Darkness é um documentário com uma proposta simples e direta: destrinchar a produção de horror dos Estados Unidos da década de 80. Lançado em maio do ano passado, acabou não chamando tanta atenção no Brasil (ou mesmo lá fora), provavelmente por não ter recebido uma distribuição e divulgação mais abrangentes. O que é compreensível, já que o projeto não saiu de um estúdio convencional, sendo fruto de uma bem-sucedida campanha de arrecadação dos sites Kickstarter e Indiegogo.

Com a meta alcançada e os fundos garantidos, o diretor e roteirista David Weiner deve ter pensado que os apoiadores mereciam ver seu dinheiro bem empregado. E entregou um filme de quatro horas e meia de duração. E pensar que teve gente reclamando de O Irlandês(mais…)

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SÉRIE: Coletivo Terror (2020)

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Coletivo Terror

Coletivo Terror (Bloodride), série norueguesa da Netflix, é uma produção em formato de antologia. São seis episódios com histórias independentes, durando cerca de 30 minutos cada. Os roteiros são diversificados, temos contos de fantasmas, psicopatas, lendas nórdicas, tudo no melhor estilo Além da Imaginação.

Three Sick Brothers

Muita gente pensa que escrever histórias curtas pode ser fácil, mas nem todo mundo é capaz de condensar uma ideia em um espaço de tempo limitado. Em certos casos é até mais difícil. E a série criada por Kjetil Indregard e Atle Knudsen tropeça justamente aí, falhando em dar ritmo aos capítulos e buscando sempre uma reviravolta que poucas vezes surpreende o espectador.

The Elephant in the Room

De algum destaque, listamos como bons argumentos os episódios Three Sick Brothers (E02), Lab Rats (E04) e The Elephant in the Room (E06). A intenção foi boa, mas uma coisa ou outra no roteiro acaba deixando-os menos interessantes do que poderiam ter sido. Lab Rats tinha tudo para ser ótimo suspense, não fossem os diálogos constrangedores.

Ultimate Sacrifice

Ultimate Sacrifice (E01), Bad Writer (E04) e The Old School (E05) são os responsáveis por jogar a nota do programa lá pra baixo, com histórias ruins, previsíveis e atuações que deixam a desejar. O primeiro principalmente por ser o único a fugir do lugar comum e focar em um fato histórico bem norueguês: a herança viking.

Talvez o formato de curtas empolgue quem procura um passatempo rápido e leve, mas não espere ser surpreendido em nada por Coletivo Terror. Se uma segunda temporada for confirmada pela Netflix, é bom os criadores começarem a se esforçar mais.

P.S.: Não entendi a relação com o ônibus da abertura.

Escala de tocância de terror:

Título original: Bloodride
Direção: Geir Henning Hopland e Atle Knudsen
Roteiro: Kjetil Indregard e Atle Knudsen
Elenco: Stig R. Amdam, Anna Bache-Wiig e Ellen Bendu
Origem: Noruega

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RESENHA: Desenfreado (2018)

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Desenfreado

Quem nunca ficou “viajando” pela Netflix horas e horas, muitas vezes sem encontrar nada para assistir que atire a primeira pedra. Nesses meus passeios por gêneros, encontrei uma produção asiática de 2018 que me chamou muito a atenção pelo fato de ter o plot praticamente idêntico ao da série de “Kingdom”. Decidi dar uma conferida então em “Desenfreado” (Rampant), longa do sul-coreano Sung-hoon Kim.

Vamos lá… Séculos atrás, um príncipe herdeiro retorna ao lar apenas para realizar o desejo de seu falecido irmão mais velho. Ao regressar, encontra o lugar mergulhado no caos político e repleto de intrigas de poder. O pior, no entanto, é que algo está trazendo os mortos à vida, sedentos por carne humana, piorando de vez a situação da região. O relutante príncipe se une a um grupo corajoso de aldeões e juntos tentam parar a ameaça.

As semelhanças com Kingdom vão além da premissa. Cenários e figurinos são idênticos e alguns personagens, mesmo diferentes, se assemelham bastante aos da série. Essa versão cinematográfica opta por um caminho mais voltado a ação, embora tenha momentos tensos e aqui vale elogiar a ótima maquiagem dos monstros. Os zumbis lembram em comportamento os que foram vistos no ótimo “Invasão Zumbi” (Train to Busan) e são uma baita ameaça a ser enfrentada, rendendo bons momentos de tensão.

Ainda assim, algo que me incomodou em “Desenfreado” foi o roteiro preguiçoso, deixando certos acontecimentos rasos apelando demais para a conveniência dos fatos. Por exemplo, o tempo de transformação em zumbi varia de acordo com a necessidade da história e acaba cansando. Para quem curte gore, infelizmente pode se decepcionar. Embora haja muito sangue rolando, não vemos a violência e a brutalidade habitual que esse tipo de filme tem.

Desenfreado” é um bom filme pipoca pra quem gosta de terror, zumbis e lutas. Seguramente é bem melhor que qualquer capítulo da franquia “Resident Evil” por exemplo. Pode assistir de boa nessa quarentena.

Escala de tocância de terror:

Direção: Sung-Hoon Kim
Roteiro: Jo-Yun Hwang, Shin-Yeon Won, Hwang Jo Yoon
Elenco: Hyun Bin, Ji-hye Seo, Tae-hoon Kim e outros
País de origem: Coreia do Sul

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