conecte-se conosco

Resenhas

RESENHA: The Canal (2014)

Publicados

em

The_Canal_poster_usa

Por Geraldo de Fraga

Não é preciso lembrar como a temática “histórias de casas assombradas” está desgastada após décadas e décadas de filmes com enredos fantasmagóricos. The Canal (2014), escrito e dirigido por Ivan Kavanagh, é mais um exemplar que tenta se sobressair em meio a tantas produções do gênero.

Rodado na Irlanda, o longa conta a história do casal David (Rupert Evans) e Claire (Antonia Campbell-Hughes) que se muda para uma antiga casa, com seu filho pequeno. David trabalha no arquivo de vídeo da cidade e em uma de suas pesquisas descobre que o lugar onde vive com a família foi palco de uma série de crimes nos anos 20.

the-Canal_CS

A partir daí, ele começa a ficar obcecado pelo assunto e parte para uma investigação sobre o passado da sua moradia. Logo após isso, David descobre que está sendo traído por Claire. Quando o corpo dela é encontrado no tal canal que dá nome ao filme, lógico, as suspeitas recaem sobre o marido chifrado.

Misturando o drama da vida real e a suposta maldição que paira na casa de David, Ivan Kavanagh faz um jogo com o espectador. A grande questão é saber se o personagem principal está louco ou se sofre realmente uma influência sobrenatural. Apesar do ritmo arrastado, o filme tem seus bons momentos.

The-Canal-scene2

O destaque do elenco é para o ator mirim Calum Heath, no papel de Billy. Colocar um filme inteiro nas costas de Rupert Evans talvez tenha sido pedir muito dele, mas deu para o gasto. O ponto negativo ficou por conta das imagens que emulam os filmes da década de 20. Faltou aí um certo “carinho” da produção. No mais, The Canal fica na média.

Escala de tocância de terror:

Direção: Ivan Kavanagh
Roteiro: Ivan Kavanagh
Elencos: Antonia Campbell-Hughes, Rupert Evans, Hannah Hoekstra  
Origem: Irlanda

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=OZja9Hoq1jg&w=560&h=315]

Continue lendo
Clique para comentar

1 comentário

  1. Chupa Cabras

    15 de julho de 2017 a 17:41

    Obrigado pelos spoilers, seu animal!

  2. Duda

    16 de julho de 2017 a 03:22

    A mulhr não é Claire e sim Alice. Claire é a amiga

  3. Draminiesh

    19 de julho de 2017 a 01:26

    Expectador é com X. Revise o texto antes de postar.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Resenhas

RESENHA: O Farol (2019)

Publicados

em


[Por Rodrigo Rigaud]*
Após A Bruxa, difícil resistir a lançar holofotes sobre o novo longa de Robert Eggers – ainda o segundo de sua carreira. Para quem mergulhou no universo de isolamento, fanatismo, loucura e fantasia – um horror, de fato – de seu filme debut, O Farol (The Lighthouse) poderá soar como um naufrágio na potência de seu cinema. (mais…)

Continue lendo

Resenhas

RESENHA: Contato Visceral (2019)

Publicados

em

Contato Visceral

Sinceramente, alguns títulos traduzidos da Netflix atrapalham mais do que ajudam na hora de decidir o que ver. Se não fosse alguns colegas falarem bem de “Wounds“, eu jamais chegaria perto de assistir o filme que está no catálogo de streaming com o nome de “Contato Visceral“.

Dirigido por Babak Anvari, o mesmo autor de “À Sombra do Medo” (Under The Shadow), esta produção com selo Netflix vai fisgar a atenção de quem curte um horror sobrenatural perturbador.

(mais…)

Continue lendo

Resenhas

SÉRIE: Marianne (2019)

Publicados

em

marianne
[Por Felipe Macedo]

Histórias de bruxas sempre fascinaram o público. Sejam elas voltadas pra algo mais assustador ou infantil, essas personagens sempre causaram certo impacto. A lenda da bruxa má povoa nossa imaginação desde a infância em histórias como “João e Maria” e depois na vida adulta em filmes como “ Suspiria ”.

A Netflix sabendo do interesse sobre o tema e na falta de produções atuais sobre o assunto, trouxe recentemente para seu catálogo a série francesa “Marianne” prometendo noites insones para o público. A trama acompanha Emma, uma jovem escritora de bastante sucesso devido a uma série de livros onde a bruxa Marianne, literalmente toca o terror. Forçada a voltar para a cidade de Eden, uma pequena cidade costeira na França, lá ela descobre que sua personagem é real e está a procura de algo. Agora cabe a Emma e seus amigos de infância colocarem um fim no reinado de terror de Marianne.

Bem, qualquer semelhança com algumas historias de Stephen King não é mera coincidência. É notável a influência do autor em toda a história. O clima soturno e uma criatura realmente maligna norteiam a trama com alguns momentos cabulosos. Pena que isso não dure muitos episódios. Apesar de ter bastantes clichês do gênero, no começo a série me prendeu e logo em seguida me fez revirar os olhos diversas vezes. A tentativa de humor, no entanto, é totalmente descabida, sem agradar em nenhum momento gerando até irritação em uma quebra de clima.


O formato de série não ajudou no desenvolvimento dos demais personagens. Tirando Emma e Marianne, os outros são apenas estereótipos de filmes de terror. Pra piorar não são carismáticos e a medida que somem ou morrem na história, isso não acarreta peso algum. E isso é um grande problema no roteiro. A falta de consequências em situações que deveriam repercutir são esquecidas rapidamente. Num filme, isso é compreensível pela questão do tempo, mas numa série? Parece preguiça mesmo.

O número de episódios também poderia ter sido reduzido para no máximo uns seis. Tanto é que no meio da temporada temos muita encheção de linguiça. No fim, “Marianne” tem uma premissa boa, uma vilã realmente aterradora, mas os jumpscares em desmasia e a tentativa a todo custo de parecer um enlatado americano tiram muito de sua graça.

Escala de tocância de terror:

Criador: Samuel Bodin
Elenco: Victorie Du Bois, Lucie Boujenah, Alban Lenoir e outros
País de origem: França
Ano de lançamento: 2019

Continue lendo

Trending