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RESENHA: The Woman (2011)

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Por Jota Bosco

The Woman (2011), adaptado da obra de Jack Ketchum e do próprio diretor Lucky McKee, é uma sequência do filme Offspring (2009). Mas se você não assistiu, não tem problema! A única coisa que você precisa saber é que “A Mulher”, interpretada por Pollyanna McIntosh é uma canibal que vive no meio do mato.

[Caçador/advogado/cover do Will Ferrel/Baterista do Red Hot Chilli Peppers]

[Caçador/advogado/cover do Will Ferrel/Baterista do Red Hot Chilli Peppers]

Enquanto se banhava no rio, ela é descoberta pelo caçador/advogado/ sádico/filhodaputa/escroto Chris Cleek, interpretado por Sean Bridgers, que, após fantasiar sobre a moça, decide… CAPTURÁ-LA E “CIVILIZÁ-LA”! Sim! É nesse mundo que a coitada d’A Mulher vai se meter.

Chris a acorrenta num porão e em sequência apresenta para sua família seu novo “projeto”. Nessa hora você se pergunta “mas como assim a família inteira vai ser conivente?!??” e aí é que começa o desenrolar do filme!

["Mozão. Quer mais uma cerveja?"]

[“Mozão. Quer mais uma cerveja?”]

A família Cleek é formada pelo marido/sádico/filhodaputa/escroto (que lembra o Will Ferrell) Chris, sua esposa submissa Lauren (a ótima Angela Bettis), sua retraída filha mais velha Peggy (Lauren Ashley Carter), o filho do meio/futuro sádico/filhodaputa/escroto Brian (Zach Rand) e a filha mais nova Darlin’ (Shyla Molhusen).

Pronto! Agora temos uma jovem aprisionada em um porão pra ser civilizada e uma família pra lá de desfuncional pra “cuidar” dela. Daí pra frente vem o show de submissão, tortura, estupro e misoginia que tanto chocou os espectadores (como o do vídeo abaixo, na exibição do filme no Sundance Festival).

Torture porn? Pode ser! Mas não naquele formato batido de “O Albergue” e demais filmes do gênero. É uma agonia que faz você refletir e pensar “como um cara que parece ser tão bonzinho pode ser tão cruel e perverso?”

O ponto fraco do filme, ao meu ver, está em tentar dar ares “artísticos”. McKee resolveu pontuar sua história com músicas (muito ruins, diga-se de passagem) que fazem o filme parecer um tipo de “Juno” que saiu do inferno. Tanto que no início temos cenas “etéreas” que simplesmente deixam de existir. Mas vai que isso é simbólico, né?
Enfim… The Woman é um filme forte, incômodo e que vai agradar os fãs do gore em seus momentos finais. Recomendo!

Direção: Lucky McKee
Roteiro: Jack Ketchum, Lucky McKee
Elenco: Pollyanna McIntosh, Brandon Gerald Fuller
Origem: EUA

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Simpático de corpo™ Vimeo: https://vimeo.com/jotabosco/ Youtube: https://www.youtube.com/user/sonicbosco/videos

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1 comentário

  1. alucardcorner

    18 de outubro de 2014 a 09:22

    Boa posta! Gostei muito de este filme, o que acho que o McKee tenta fazer é desenvolver um sentimento de revolta dentro do espetador. Assim a parte final é finalmente vista como um final feliz!

  2. opoderosochofer

    20 de outubro de 2014 a 19:15

    Ninguém com a cara de Will Ferrell pode ser bonzinho! Hahahahaha!!!

  3. Pingback: LISTA: Top 20 – Melhores filmes da década (2010-2019) | Toca o Terror

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RESENHA: O Homem nas Trevas (2016)

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[Por Felipe Macedo e Jarmeson de Lima]

O diretor Fede Alvarez, retorna com seu novo trabalho, após ser descoberto pelo diretor Sam Raimi e juntos terem realizado o remake do clássico “Evil Dead – A Morte do Demônio“. O novo trabalho em questão é “O Homem nas Trevas” (Don’t Breathe), mais uma vez produzido pelo seu tutor hollywoodiano. O longa vem como desafio e servirá para provar se o diretor uruguaio seria realizador de um filme só ou se terá vida própria dentro da sétima arte. (mais…)

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RESENHA: Amizade Desfeita (2015)

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Amizade Desfeita

Parece que o formato ´captura de tela´ é o novo ´found-footage´ que veio pra ficar. Agora é a vez da Universal Pictures que resolveu apostar nessa produção da Blumhouse Productions (Sobrenatural, The Purge, Ouija) intitulada Amizade Desfeita (Unfriended) que não passa de mais um filme genérico de fantasma vingativo contra adolescentes descerebrados.

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O filme abre com um vídeo flagrante de uma garota chamada Laura Barns cometendo suicídio e sabe-se logo em seguida que a mesma era vítima de cyber-bullying. Com roteiro de Nelson Greaves e direção de Leo Gabriadze, o longa nos mostra tudo através da captura de som e imagem da tela do notebook de Blair, que após assistir tal tragédia, se conecta com o namorado, Mitch, pra fazer amorzinho virtual pela webcam. Tesão, hein? Eis que de repente, quatro amigos invadem o chat do casal formando uma conversa em grupo no por Skype. Ô beleza! E para quebrar o clima valendo, um usuário não identificado entra na vídeo conferência grupal e começa a tocar o terror pra cima da galera.

Vale lembrar que essa narrativa ‘web-footage’ não é novidade, pois já foi utilizado pelos eficientes The Den (2013) e Open Windows (2014 – com Sasha Grey e Elijah ´Frodo´ Wood). É uma pena que no caso de Unfriended, essa escolha não foi das mais felizes, pois ao contrário do já citado Open Windows, a câmera não passeia pela tela da protagonista, ficando em uma tela cheia estática que, vez por outra, vira uma confusão de janelas abertas de tudo quanto é site e aplicativos. Por falta de criatividade(?) ou para criar mais senso de realidade, não foram criados programas fictícios. Sendo assim, tudo roda num MacBook com seu iOS, os aplicativos são o Skype e Messages, os sites são o Google, Youtube, Facebook etc.

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Voltando ao enredo, a coisa fica cabulosa quando o tal hacker clama ser a finada Laura e passa a enviar, e postar, fotos e vídeos  comprometedores de cada um no Facebook através dos perfis deles mesmos. Claro que isso gera confusão até perceberem que tudo é obra do tal penetra virtual. Detalhe que a princípio, só o casal, Blair e o Mitch, sabe que se trata supostamente da falecida amiga que, obviamente, os acusa de terem provocado a sua morte. Inicialmente, o joguinho da discórdia funciona, mas, apesar de algumas mortes, começa a ficar chato. A coisa só melhora pra lá da segunda metade do longa, quando a fantasma virtual, que até a luz da casa deles consegue apagar, se revela para todos. Agora, ela decide botar pra foder geral com uma espécie de jogo da verdade onde quem perde morre. O desespero é geral e as atuações exageradas até que rendem boas risadas.

Agora, Amizade Desfeita empolga e pequenos detalhes vão dando um charme todo especial, como quando a Blair mente descaradamente pra o namorado e o espírito bota pra tocar a música “How you lie, lie, lie” (Como você mente, mente, mente) do Connie Conway e ela fica tentando sem sucesso fechar o player de música; ou quando em vários momentos a protagonista escreve, apaga e rescreve as mensagens pra defunta no chat do Facebook, nos dando assim indícios que ela está escondendo algo dos amigos e de nós. As mortes são simples e convincentes dentro da limitação do avatar da webcam dos protagonistas. O clima de suspense sobre a identidade do hacker do além funciona até certo ponto.

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A persona sádica e sagaz de Laura Barns é uma grata surpresa. Ela tortura sem dó nem piedade cada um, desconstruindo e derrubando todas as máscaras de amizade e lealdade do grupo. Sempre com uma carta na manga, essa a alma sebosa merece o prêmio joinha de ´feladaputagem´ do próprio Capeta, pois se utiliza do mesmo modus operandi, no papel de acusadora e agente do caos. Detalhe esse que, apesar de funcionar, não foi elevado a máxima pelo enredo até o fim, mas talvez eu esteja querendo demais de uma produção mainstream.

Com alguns pontos positivos, o fato é que esse formato cansa e o já mencionado problema do ponto de vista fixo só contribui para isso. No fim das contas, Amizade Desfeita até que é um filme eficiente e cruel, mas infelizmente não segura a onda “precisando” trair o próprio formato para concluir a trama.

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Nota: Amizade Desfeita custou apenas R$ 1 milhão e faturou cerca de 32 milhões nos EUA e tem sua estreia nos cinemas brasileiros marcada para 12 de Novembro.

Escala de tocância de terror:

Título alternativo: Cybernatural

Direção: Levan Gabriadze
Roteiro: Nelson Greaves 

Elenco: Heather Sossaman, Matthew Bohrer e Courtney Halverson
Origem: EUA e Rússia

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RESENHA: Doutor Sono (2019)

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Doutor Sono

[Por Osvaldo Neto]

As adaptações das obras de Stephen King, um escritor que goza de imensa popularidade internacional, são quase que um subgênero do horror no cinema e TV. Desde que Brian De Palma fez CARRIE – A ESTRANHA que filmes e séries baseados e/ou inspirados pelo autor são produzidos em escala massiva e geram bastante expectativa para quem acompanha o gênero. Chegando às salas comerciais pouco após IT – CAPÍTULO 2, DOUTOR SONO é a segunda grande produção da Warner Bros com a grife S. K. lançada em 2019 com estreia nacional nesta semana.

(mais…)

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