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RESENHA: Entre os Vivos (2014)

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Por Geraldo de Fraga

É normal que jovens promessas do cinema de horror surjam com ideias inovadoras e que, em algum momento da carreira, acabem se rendendo ao mercado e fazendo uma produção não tão boa quantos às anteriores. O que ninguém esperava era que essa guinada chegasse tão cedo à dupla de diretores franceses Alexandro Bustillo e Julien Maury.

Para quem não está ligando os nomes às pessoas, os dois são os responsáveis pelos ótimos A Invasora (2007) e Livide (2011). Neste ano, eles embarcaram em uma nova parceria e o resultado foi o insosso Entre os Vivos (Aux yeux des vivant), que conta a história de três garotos problemáticos que resolvem fugir da escola no último dia de aula e acabam topando com um serial killer em um estúdio de cinema abandonado.

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Após escaparem, os meninos começam a ser caçados pelo vilão quando já estão em suas casas. O primeiro erro do filme é esse. Após criar uma empatia entre o espectador e os personagens principais, o roteiro separa os protagonistas e acaba com a atmosfera de aventura adolescente que foi montada no início da história.

A partir daí, a coisa desce ladeira abaixo direto para um mar de clichês. Na caçada empreendida pelo psicopata, suas vítimas conseguem cometer os mesmos erros estúpidos de todos os personagens de filmes slashers. Para piorar, perdoem o spoiler, as quatro primeiras mortes não são mostradas. A câmera muda para um plano externo e só ouvimos os gritos.

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O curioso disso é que a violência gráfica sempre foi uma das marcas de Bustillo e Maury. Há uma boa dose na cena final, mas ficamos com um gostinho de quero mais, justamente porque sabemos do que os dois são capazes. Mas se algo pode ser plenamente elogiado é a atuação de Fabien Jegoudez no papel do serial killer albino deformado mutante e super forte Klarence. O clássico assassino que entra mudo e sai calado, porém, mete medo com competência.

Entre os Vivos decepciona. É como ver dois treinadores escalarem um bom time, mas não conseguir arrumar um esquema de jogo que encha os olhos dos torcedores. Sabíamos que esse dia poderia chegar, mas não que fosse logo no terceiro filme desses franceses. E pode piorar. Como o próximo longa deles será mais um prequel d’O Massacre da Serra Elétrica, a chance de um 7 x 1 contra eles é bem real.

Nota: 3,0 (de 0 a 10)

Título original: Aux yeux des vivants
Direção: Alexandre Bustillo e Julien Maury
Roteiro: Alexandre Bustillo e Julien Maury
Elenco: Anne Marivin, Théo Fernandez e Francis Renaud
Origem: França

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=JZrSWeNprAE?rel=0&w=560&h=315]

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RESENHA: Dente por Dente (2021)

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Dente por dente

Sonhar que está com dentes caindo é presságio de morte. E em “Dente por Dente“, o que mais vemos são cenas com dentes e mortes para deixar bem clara a mensagem de que estamos diante de um produto mais pesado para as plateias brasileiras.

Estrelado por Juliano Cazarré e Paolla Oliveira, dois rostos bastante conhecidos em novelas de TV, esta nova produção nacional aposta em um gênero que está se tornando cada vez mais frequente no audiovisual brasileiro atual: o chamado “thriller” ou simplesmente, “suspense policial”.

Permeado por devaneios do personagem de Cazarré e sequências de sonho, “Dente por Dente” traz o ator como responsável de uma empresa de segurança privada que investiga a estranha invasão das obras de um condomínio de luxo. O caso vira um gatilho para revelar outros esquemas e apresentar problemas que envolvem a mulher de seu sócio.

Apesar de uma narrativa linear, o filme de Pedro Arantes e Júlio Taubkin se perde um pouco com tantas interferências e cenas recontadas pelo protagonista. Claro que seria importante para a trama, mas a muleta da narração em off também cansa às vezes.

Ambientado nos cenários urbanos de São Paulo, “Dente por Dente” traz tensão e cenas violentas tal como uma obra “policial” precisa. Mas além de ser um produto de gênero, o filme também mostra de forma não tão subliminar outros problemas que essa dicotomia de espaços públicos e privados trazem à tona em uma violência cotidiana simbólica.

Escala de tocância de terror:

* Filme visto na Cabine Virtual promovida pela Vitrine Filmes

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GAME: Alien Isolation (2014)

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Alien Isolation

No espaço ninguém ouvirá seus gritos, mas em casa seus vizinhos, sim. Então, estou parafraseando na cara dura a tagline de “Alien – O Oitavo Passageiro” para afirmar que “Alien Isolation” te fará gritar igual a Jamie Lee Curtis em Halloween. E isso é maravilhoso! Que Resident Evil que nada! Este game pra mim foi até hoje o melhor survival horror que joguei e mesmo sendo um título de lançamento cross-gen entre a sétima e oitava geração de consoles foi o que teve de melhor no quesito horror na agora “old-gen”.

Na trama, acompanhamos Amanda Ripley, uma engenheira espacial que sonha em reencontrar a sua mãe, Helen. Ela é abordada por uma dupla que trabalha na mesma empresa que a mãe e que lhe promete respostas sobre seu destino, desde que Amanda os acompanhe a uma imensa estação espacial. Uma vez lá, eles encontram o horror de um lugar abandonado e de uma criatura bastante conhecida que não irá parar até todos estarem mortos.

Temos aí uma trama simples e bastante efetiva que honra a série original em todos os sentidos com personagens bem construídos e o horror em primeiro lugar. Ou seja, bem diferente desses novos filmes pseudo-intelectuais que não agradaram quase ninguém. A direção de arte aqui é totalmente baseada no filme original com muito dejá-vu.

A parte sonora dá um show à parte e o desafio o jogar com um headseat. Isso lhe ajuda a ter uma experiência enervante. Mas mesmo sem isso, garanto a você que qualquer barulho te fará pular. É preciso ficar ligado ao som ambiente para poder permanecer vivo no jogo. A câmera em primeira pessoa foi acertada e te coloca literalmente na ação… Haja coração!

O vilão, no caso, a criatura, tem a melhor inteligência artificial que vi num game. Ele te caça pelo som, faz armadilhas, te engana e proporciona momentos de puro cagaço, já que a maioria das suas ações não são scripitadas. Embora o foco seja o gato e rato entre protagonista e o monstro, temos outros inimigos e enigmas que irão testar a inteligência e o combate de Ripley.

Ah, outro foco é o gerenciamento e criação de itens. Mas não vá usando tudo de uma vez pois pode acabar sem material depois. Armas de fogo são escassas e pouco recomendadas, pois o barulho atrai o bichão. O uso de itens de distração são os mais recomendáveis e é muito prazeroso detonar um grupo de humanos com isso para deixar o xenomorfo fazer a festa.

Mesmo sendo considerado um jogo antigo Alien Isolation” vale a pena ser jogado. Tal qual os filmes, o que é bom não tem idade. E no atual momento com poucos jogos sendo lançados, recomendamos ir atrás e conhecer essa intensa obra. Para você que é fã da franquia, aconselho caçar os áudios colecionáveis, pois eles foram dublados pelo elenco até então vivo do filme original. E o bom de não ser lançamento é que o game se encontra sempre em promoção a preços bem convidativos.

Escala de tocância de terror:

Alien Isolation está disponível para PS3,PS4, PS5( via retrocompatibilidade), XBOX360, XBOX ONE, XBOX Series (via retrocompatibilidade) e PC.

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RESENHA: Deuses Americanos (2017)

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Shadow Moon (Ricky Whittle) é um sujeito bem azarado. Poucos dias antes de deixar a prisão, ele fica sabendo que sua esposa morreu. E que ela o estava traindo com seu chefe e melhor amigo. Viúvo e desempregado, ele ganha a liberdade, porém, está quebrado. Na viagem para casa, ele conhece o excêntrico Mr. Wednesday (Ian McShane) que lhe oferece um trabalho temporário como seu segurança em uma viagem pelos Estados Unidos. (mais…)

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