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Resenhas

RESENHA: Housebound (2014)

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Por Geraldo de Fraga

O objetivo em se fazer uma comédia com elementos de terror ou um filme de terror com elementos de comédia é poder brincar com a enorme quantidade de clichês que envolve o gênero. Mas claro que nessa conta não colocamos coisas do tipo “Todo Mundo em Pânico” ou “Inatividade Paranormal”, que preferem se ater a piadas de conteúdo racial ou pessoas peidando.

Housebound (2014), produção neozelandesa, escrita e dirigida pelo estreante em longas Gerard Johnstone, é uma dessas obras que brincam com os vícios dos filmes de terror e suspense, mas na medida certa. Porém, deixa no ar a sensação de que se levou a sério demais e que muita coisa ali poderia ter sido deixada de lado.

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Após ser presa mais uma vez, a jovem Kylie (Morgana O’Reilly) é mandada para uma espécie de prisão domiciliar na casa da sua mãe, no interior da Nova Zelândia. Lá, além do conflito familiar que se desenvolve devido à rebeldia da moça, o clima fica mais tenso ainda quando Kylie descobre que sua mãe acha que a casa é assombrada.

Quando ela mesma começa a desconfiar que há algo de estranho no lugar, decide começar uma investigação ao lado de um improvável parceiro: seu agente de condicional. Como era de ser esperar em um tipo de situação dessas, dá-se início a uma comédia de erros onde ninguém acredita neles, tampouco ambos conseguem provas suficientes para comprovar algo fora do comum.

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Johnstone, entretanto, peca no ritmo. A primeira hora do filme parece ser interminável e quando a história começa a ser revelada é mostrada de uma forma muito rápida. Os segredos saltam na tela de uma hora para a outra. A série de reviravoltas é plausível (para o contexto, claro), mas, por outro lado, transforma personagens que poderiam ser relevantes em meros coadjuvantes.

Há boas piadas e o fato de nenhuma delas ser uma simples paródia de uma cena clássica já ajuda bastante. O problema de Housebound é que uma obra desse tipo não pode deixar o espectador entediado. Muito menos por uma hora inteira. E essa é uma falha gravíssima, que não pode ser perdoada. Do meio para o fim a coisa melhora, mas não dá para julgar só metade de um filme.

Nota: 4,5 (de 0 a 10)

Direção: Gerard Johnstone
Roteiro: Gerard Johnstone
Elenco: Morgana O’Reilly, Rima Te Wiata e Glen-Paul Waru 
Origem: Nova Zelândia

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=BT1KcYiPb4I?rel=0&w=560&h=315]

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1 comentário

  1. Érica Colaço

    29 de setembro de 2016 a 00:11

    pois eu amei esse filme… acho muito complicado colocar tantos elementos em um filme como comédia, trash, mistério, suspense e ainda assim amarrar tudo tão bem. Morri de rir, e morri de medo. Amei! Daria um 8.

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RESENHA: In Search of Darkness (2019)

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Search of Darkness

[Por Frederico Toscano]*

In Search of Darkness é um documentário com uma proposta simples e direta: destrinchar a produção de horror dos Estados Unidos da década de 80. Lançado em maio do ano passado, acabou não chamando tanta atenção no Brasil (ou mesmo lá fora), provavelmente por não ter recebido uma distribuição e divulgação mais abrangentes. O que é compreensível, já que o projeto não saiu de um estúdio convencional, sendo fruto de uma bem-sucedida campanha de arrecadação dos sites Kickstarter e Indiegogo.

Com a meta alcançada e os fundos garantidos, o diretor e roteirista David Weiner deve ter pensado que os apoiadores mereciam ver seu dinheiro bem empregado. E entregou um filme de quatro horas e meia de duração. E pensar que teve gente reclamando de O Irlandês(mais…)

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RESENHA: The Titan (2018)

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The Titan

Em mais uma aposta da Netflix na Ficção Científica, “The Titan” é uma prova que nem sempre a gigante do streaming acerta em suas produções. Veja bem, não é culpa da produção técnica em si (quase sempre impecável), mas de parte do roteiro e de seu ritmo. (mais…)

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SÉRIE: Coletivo Terror (2020)

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Coletivo Terror

Coletivo Terror (Bloodride), série norueguesa da Netflix, é uma produção em formato de antologia. São seis episódios com histórias independentes, durando cerca de 30 minutos cada. Os roteiros são diversificados, temos contos de fantasmas, psicopatas, lendas nórdicas, tudo no melhor estilo Além da Imaginação.

Three Sick Brothers

Muita gente pensa que escrever histórias curtas pode ser fácil, mas nem todo mundo é capaz de condensar uma ideia em um espaço de tempo limitado. Em certos casos é até mais difícil. E a série criada por Kjetil Indregard e Atle Knudsen tropeça justamente aí, falhando em dar ritmo aos capítulos e buscando sempre uma reviravolta que poucas vezes surpreende o espectador.

The Elephant in the Room

De algum destaque, listamos como bons argumentos os episódios Three Sick Brothers (E02), Lab Rats (E04) e The Elephant in the Room (E06). A intenção foi boa, mas uma coisa ou outra no roteiro acaba deixando-os menos interessantes do que poderiam ter sido. Lab Rats tinha tudo para ser ótimo suspense, não fossem os diálogos constrangedores.

Ultimate Sacrifice

Ultimate Sacrifice (E01), Bad Writer (E04) e The Old School (E05) são os responsáveis por jogar a nota do programa lá pra baixo, com histórias ruins, previsíveis e atuações que deixam a desejar. O primeiro principalmente por ser o único a fugir do lugar comum e focar em um fato histórico bem norueguês: a herança viking.

Talvez o formato de curtas empolgue quem procura um passatempo rápido e leve, mas não espere ser surpreendido em nada por Coletivo Terror. Se uma segunda temporada for confirmada pela Netflix, é bom os criadores começarem a se esforçar mais.

P.S.: Não entendi a relação com o ônibus da abertura.

Escala de tocância de terror:

Título original: Bloodride
Direção: Geir Henning Hopland e Atle Knudsen
Roteiro: Kjetil Indregard e Atle Knudsen
Elenco: Stig R. Amdam, Anna Bache-Wiig e Ellen Bendu
Origem: Noruega

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