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RESENHA: The Babadook (2014)

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Por Geraldo de Fraga

Após ser premiado em alguns festivais de cinema de horror, entres eles o Sitges, o filme australiano The Babadook (2014) foi se transformando em uma das produções mais aguardadas deste segundo semestre. Três desses prêmios conquistados foram de melhor atriz para Essi Davis e um de melhor ator para Noah Wiseman. The Babadook é um filme focado em atuações fortes e ambos conseguiram isso.

The_Babadook_2014_Blu_Ray_720p_DTS_x264_CHD_01_28Escrito e dirigido por Jennifer Kent, o longa conta a história de Amelia (Essie Davis) que, a caminho do hospital para dar à luz, sofre um acidente de carro que vitima seu marido. Seis anos depois, ela não superou o trauma e tem a difícil missão de cuidar sozinha do filho Samuel (Noah Wiseman), nascido no dia da tragédia.

O garoto, que já é levado por natureza, começa a apresentar um comportamento mais agitado e agressivo quando entra em contato com um livro supostamente infantil intitulado The Babadook. O personagem que dá nome à história, uma criatura sinistra que se veste com capa e cartola pretas, se transforma em uma fixação por parte de Samuel, que jura vê-lo o tempo todo. É então que a já estressante vida de Amelia vira de ponta-cabeça.

The_Babadook_2014_Blu_Ray_720p_DTS_x264_CHD_00_12Como em qualquer produção do gênero, a presença sobrenatural é primeiramente tratada como um problema psicológico da criança, mas logo a mãe vai ficando desconfiada de que nem tudo é imaginação. Clichês à parte, o que chama a atenção é que a transformação pela qual a protagonista vai passando é desenvolvida com maestria por Essi Davis. A atuação de Noah Wiseman também é digna de nota, seja como o menino hiperativo que tenta se defender do monstro, seja como uma criança assustada. Infelizmente, falar mais do enredo pode estragar o filme.

Mas The Babadook tem sim os seus defeitos. E, se não causam dano ao resultado final da obra, prejudicam o seu desenvolvimento. O pior é a edição. A parte final parece uma colagem de cenas com uma continuidade visual confusa. Sabemos em que momento a história se encontra, claro, mas a sequência mostrada na tela fica bem esquisita.

9074931_origOutro problema é o design da criatura. No livro, fica muito legal (inclusive, ponto para a direção de arte), mas interagindo com os atores ficou pra lá de pobre. Em uma atitude inteligente da direção, pouco dele é visto em close. Mas as cenas em que surge por inteiro, chega a assustar… só que de tão mal feito!

No final das contas, foi uma boa estreia de Jennifer Kent como diretora de um longa metragem. The Babadook ainda passará por vários festivais neste ano e deve colecionar mais algumas críticas positivas, mas não é um filme onde os defeitos passam batidos.

Nota: 6,5 (de 0 a 10)

Direção: Jennifer Kent
Roteiro: Jennifer Kent
Elenco: Essie Davis, Noah Wiseman e Daniel Henshall
Origem: Austrália e Canadá

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1 comentário

  1. Lils

    15 de novembro de 2014 a 22:51

    Esse babadook me lembra o inspetor bugiganga.

  2. Mai Cunha

    21 de novembro de 2014 a 09:29

    Na verdade, acredito que a imagem do Babadook foi intencional. Parecer mal feito ou ter aquela imagem meio boba, meio esquisita, mas que na verdade assusta pra valer. É uma personificação da visão infantil aos olhos de um adulto. Quantas vezes as crianças não são questionadas por terem medo de coisas consideradas bobas? Não importa como ou onde ele vai aparecer, o principal é o tormento que ele foi capaz de gerar na mente deles.
    Daria nota 8 contando os pontos como a interpretação e principalmente a fotografia, que deram um show.

    • Malu Almeida

      5 de janeiro de 2015 a 14:42

      poxa, tirou as palavras do meu teclado! pensei a mesma coisa 🙂

  3. Kysse

    23 de novembro de 2014 a 17:52

    Eu gostei bastante do filme! Essi Davis e Noah Wiseman, foram demais. Como eu amei a coragem e o amor que o Sam, tinha pela mãe. Acho que o filme merece um 8,5.

  4. stanelly

    18 de janeiro de 2015 a 14:58

    Inerpretação muito interessante do filme: http://fatorpipoca.blogspot.com.br/2015/01/o-babadook.html

  5. Jardel Ribeiro

    20 de fevereiro de 2015 a 17:10

    Só corrijam o segundo parágrafo. Amelie é interpretada por Essi Davis e não por Noah, este é o garoto Samuel.

  6. Pingback: RESENHA: It Follows (2015) | Toca o Terror

  7. Rodrigo Candido Da Silva

    14 de outubro de 2016 a 04:58

    Discordo sobre a questão visual. O filme faz um passeio pela historia do cinema de horror. Passa por O Exorcista, o iluminado, ao ciclo de horror da universal e ao expressionismo alemão. O monstro no livro e fora dele é uma referencia ao expressionismo.
    Merece mais nota só por esse toque.

  8. Lucas

    19 de março de 2017 a 01:08

    Uma bosta esse filme

  9. Pingback: LISTA: Top 20 – Melhores filmes da década (2010-2019) | Toca o Terror

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