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RESENHA: V/H/S – Viral (2014)

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V/H/S VIRAL_POSTER_WEB-1Por Queops Negronski

Uma coisa que eu adoro em antologias: a impressão de que vi vários filmes em um só e, pasmem, essa é a ideia e por isso se chamam antologias! A franquia V/H/S aposta nisso e deu à luz a terceira parte do projeto: “Viral” e o que antes eram meras fitas vhs com histórias sinistras, se modernizam nesse filme na figura dos onipresentes dispositivos móveis e câmeras go-pro.

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Vicious Circles”, de Marcel Sarmiento, o filme que costura todos os segmentos, começa como uma terna história de amor dos tempos atuais, ou seja, a intimidade dos protagonistas é filmada e, entre um carinho e outro, ao ver ao vivo na televisão que uma perseguição policial vai passar na rua deles, o enamorado rapaz decide filmar a ação pra ter o seu quinhão de fama na internet.

E é aí que as coisas começam a dar muito errado, mostrando uma busca desenfreada do rapaz pela sua amada numa cidade cujos moradores estão pouco a pouco se comportando de maneira, digamos, unusual (com câmeras envolvidas, lógico) e entre um acontecimento e outro dessa busca (pela namorada e pela fama), somos apresentados aos outros curtas-metragens que compõem a antologia:

“Dante – The Great”, de Gregg Bishop. Um mágico decadente descobre uma capa que Harry Potter, em todos os seus anos em Hogwarts jamais teve e se torna o mais famoso prestidigitador do mundo. Um segmento que tem bom mote, mas cai no último terço por conta de exageros técnicos (sabe aquela história de que “menos é mais”? Pois é…), mas, ainda assim, segura a onda (talvez por ser um curta-metragem).

Untitled-1“Parallels Monsters”, de Nacho Vigalondo, mostra a história de um homem que constrói um portal para um mundo paralelo ao nosso, tão paralelo que o seu duplo está fazendo o mesmo que ele e depois de um breve entendimento, decidem passar quinze minutos no universo um do outro. Falar mais sobre este segmento estragaria a surpresa deste que considerei o melhor segmento desse “Viral”.

Bonestorm”, de Justin Benson e Aaron Moorhead. Dupla de skatistas filma seus malabarismos junto com um cameraman de segunda mais um agregado de última hora, e que, na busca por grandes emoções, vão parar no México (sempre filmando as suas evoluções), onde se deparam com situações radicais que jamais imaginariam depois de bagunçarem um local onde um ritual místico havia sido realizado. Uma boa surpresa deste segmento é de que é inteiramente passado durante o dia. Um curta digno que é prejudicado por exageros técnicos em seu terço final, mas, é divertido.

Enfim, se você gostou, mesmo que em parte, das outras edições da franquia, esse filme é pra você. E que venham outros.

Nota 3 (de 1 a 5).

Direção: Justin Benson, Gregg Bishop, Todd Lincoln, Aaron Moorhead, Marcel Sarmiento e Nacho Vigalondo 
Roteiro: Justin Benson, Gregg Bishop, T.J. Cimfel, Ed Dougherty, Todd Linc, Aaron Moorh, Nacho Vigalondo e David White 
Elenco: Emmy Argo, Emilia Ares Zoryan, Justin Welborn
Origem: EUA

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1 comentário

  1. Max

    12 de novembro de 2014 a 13:48

    Eu adoro o VHS e VHS 2, mas esse foi triste. Vou te contar uma coisa. O único curta que eu gostei e que ficou bem a cara dos outros foi o “Parallels Monsters”. o resto ficou um resto mesmo.

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SÉRIE: What We Do in the Shadows (2019)

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What We Do in the Shadows

Na próxima quinta (15 de abril), estreia no canal FX dos EUA a segunda temporada de What We Do in the Shadows, série baseada no filme de mesmo nome lançado em 2014. Aqui no Brasil, sua primeira temporada foi exibida no ano passado pela Fox Premium. Vamos aproveitar então o retorno do programa lá fora para tecer algumas linhas sobre a atração.

Se você assistiu ao filme, fique sabendo que a mecânica é a mesma do longa. Uma equipe de filmagem que nunca aparece acompanha a rotina de três vampiros centenários que vivem na mesma casa e tentam se adequar ao mundo moderno. A principal mudança em relação à obra original é que a história se passa nos EUA, mais precisamente em Staten Island, Nova York.

O elenco também é outro Com a adição de uma personagem feminina, Nadja (Natasia Demetriou), e do lacaio Guillermo (Harvey Guillén), o trio de vampiros se completa com Nandor (Kayvan Novak) e Laszlo (Matt Berry). Há ainda um personagem recorrente, Colin Robinson (Mark Proksch), um humano que se apresenta como “vampiro de energia” e que se alimenta da força vital das pessoas, deixando-as entediadas.

A vida deles segue tranquila, até que eles são obrigados a receber como hóspede o barão Afanas (Doug Jones coberto de maquiagem, para variar), um vampiro milenar que vem da Europa e sonha em conquistar a América. Apesar desse ponto de partida, o enredo não se apega muito a ele. Como seriado, What We Do in the Shadows é basicamente uma sitcom, na qual o roteiro tenta brincar com os clichês da mitologia e da cultura pop.

No filme isso deu muito certo, mas ao longo de 10 capítulos, a série não se sustenta. Há momentos brilhantes, mas eles são raridades. Destaque para os episódios The Trial, com a participação de vários atores que interpretaram vampiros no cinema (como Wesley Snipes e Danny Trejo), e The Orgy, no qual, como o próprio nome diz, uma orgia vampírica é organizada, sem muito sucesso.

Porém, a impressão que fica é que assistir What We Do in the Shadows é um grande esforço para poucas risadas, mesmo que seus capítulos tenham apenas 30 minutos em média. Uma pena, pois o elenco todo é muito bom. Esperamos que nessa segunda temporada, os roteiristas estejam mais inspirados.

Escala de tocância de terror:

Direção: Jemaine Clement e Taika Waititi
Roteiro: Jemaine Clement e Taika Waititi
Elenco: Kayvan Novak, Matt Berry e Natasia Demetriou
Origem: EUA

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RESENHA: Maria e João – O Conto das Bruxas (2020)

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Maria e João

MARIA E JOÃO – O CONTO DAS BRUXAS é inspirado num dos contos mais conhecidos dos irmãos Grimm que já foi adaptado várias vezes pras telas. Até uma versão estilizada estrelando o Gavião Arqueiro dos Vingadores já teve! Agora é a vez de Osgood “Oz” Perkins dar sua visão à história optando pelo horror de fato nos oferecendo uma fábula cruel e cabulosa típica dos contos originais. (mais…)

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RESENHA: Quando as Luzes se Apagam (2016)

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Quando as Luzes se Apagam

[Por Jarmeson de Lima]

Em sua essência, “Quando as Luzes se Apagam” é mais um drama familiar sobrenatural. Temos aqui uma mãe traumatizada, uma criança assustada, um pai desaparecido e uma filha rebelde compondo o núcleo principal desta produção que nos envolve em uma trama alegórica sobre o medo do escuro.
(mais…)

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