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RESENHA: Jessabelle (2014)

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Jessabelle

Antes de tudo, tenho de informar que felizmente Jessabelle não tem nada a ver com Annabelle, apesar dos nomes soarem parecidos. Então nada de boneca demoníaca aqui, mas sim lagos, pântanos e mandingas do sul americano.

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Jessie (Sarah Snook) sobrevive a um acidente automobilístico e é obrigada a voltar para as “brenhas” em St. Francis, Lousiana, morar com seu pai que não via há tempos. Lá, ela encontra umas fitas VHS nas quais sua já falecida mãe revela coisas “cabulosas” a respeito do seu passado. Daí por diante, o clima fica tenso com seu pai e de quebra passa a ser atormentada por uma presença maligna na casa. Incapacitada de andar, agora a ruiva tem de se virar com sua cadeira de rodas em busca pela verdade.

Dirigido por Kevin Greutert (Jogos Mortais 6, Jogos Mortais – O final), Jessabelle até que rende bons momentos como quando a moça, já pronta para dormir, percebe que não está só e a tal entidade tenta tocá-la através do mosquiteiro. Os sustos estão presentes, claro, mas de uma forma um pouco mais contida. A produção não apela tanto para efeitos sonoros ensurdecedores como é comum no horror mainstream. Os efeitos visuais não são lá de encherem os olhos, mas servem bem às cenas.

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O elenco traz a competente atriz australiana Sarah Snook (Beleza adormecida, As Horas FinaisO Predestinado) que está muito bem no papel da indefesa, porém corajosa, Jessie. Me arrisco a dizer que ela fez até mais do que o mediano roteiro escrito por Robert Ben Garant (Meu Bebê é o Diabo!) pede. Também temos Mark Webber (Querida Wenddy) como amigo de infância da protagonista, e os veteranos David Andrews e a linda Joelle Carter vivendo os pais da moça.

Mas apesar desses acertos, JESSABELLE peca por não explorar melhor a religião local na qual o mistério é envolto, focando mais no drama da protagonista. Não que isso seja ruim, mas nesse sentido, o filme não mostra nada realmente novo para o espectador, ficando no “mais do mesmo” investigativo. Há outros pontos negativos como a inexpressiva trilha sonora que poderia ter mais relevância e a repentinaS “câmera na mão tremidas” estilo Michael Bay que surgem nos momentos de ataque “físico” da alma penada. Escolha infeliz e desnecessária, que foge de toda condução lenta e sóbria do longa.

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Com o desenrolar da trama, algumas pequenas revelações vão dando peso ao roteiro que felizmente caminha para um desfecho satisfatório no qual, mesmo não sendo uma resolução tão original assim para os fãs do estilo, atende as expectativas dentro do contexto até ali construído. Para a vista dos mais recentes lançamentos do estilo, JESSABELLE pode até não meter tanto medo assim, mas também não faz feio e vale apenas ser assistido em casa.

Veredicto: PELO MENOS NÃO TEM BONECA DEMONÍACA

Nota: O longa estreou mundialmente em novembro de 2014, mas só vai passar nos cinemas brasileiros em 18 de junho desse ano com direto a subtítulo nacional: O passado nunca morre.

Escala de tocância de terror:
Origem: EUA
Direção: Kevin Greutert
Roteiro: Robert Ben Garant
Elenco: Sarah Snook, Mark Webber e Joelle Carter

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1 comentário

  1. opoderosochofer

    2 de fevereiro de 2015 a 05:39

    Uma das poucas críticas em que Júlio não esculhamba o filme, então é bom!

  2. Fabocco

    29 de junho de 2015 a 21:12

    Eu assisti esse (por falta de opção) dublado. PQP… Uma das piores dublagens que eu já ouvi, com cara de que foi dublado em Miami. Enfim, a péssima dublagem estragou completamente a experiência de assistir ao filme, já que todas as cenas onde era necessário algum suspense ou carga dramática ficaram com jeito de comédia involuntária.
    PS: Tb achei q o Júlio ia detonar o filme 🙂

  3. Thaty

    15 de fevereiro de 2018 a 19:22

    Filminho meio sem pé nem cabeça.
    vai precisar de um segundo filme pra explicar perfeitamente a historia, parece que só nos preparou pro susto, mas quando o filme acaba a gente fica com “cade?”

  4. Pingback: DICAS: Alternativas à Netflix | Toca o Terror

  5. Oto

    25 de junho de 2019 a 00:39

    Assisti na netflix legendado, achei assistivel, com enredo razoável.

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SÉRIE: What We Do in the Shadows (2019)

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What We Do in the Shadows

Na próxima quinta (15 de abril), estreia no canal FX dos EUA a segunda temporada de What We Do in the Shadows, série baseada no filme de mesmo nome lançado em 2014. Aqui no Brasil, sua primeira temporada foi exibida no ano passado pela Fox Premium. Vamos aproveitar então o retorno do programa lá fora para tecer algumas linhas sobre a atração.

Se você assistiu ao filme, fique sabendo que a mecânica é a mesma do longa. Uma equipe de filmagem que nunca aparece acompanha a rotina de três vampiros centenários que vivem na mesma casa e tentam se adequar ao mundo moderno. A principal mudança em relação à obra original é que a história se passa nos EUA, mais precisamente em Staten Island, Nova York.

O elenco também é outro Com a adição de uma personagem feminina, Nadja (Natasia Demetriou), e do lacaio Guillermo (Harvey Guillén), o trio de vampiros se completa com Nandor (Kayvan Novak) e Laszlo (Matt Berry). Há ainda um personagem recorrente, Colin Robinson (Mark Proksch), um humano que se apresenta como “vampiro de energia” e que se alimenta da força vital das pessoas, deixando-as entediadas.

A vida deles segue tranquila, até que eles são obrigados a receber como hóspede o barão Afanas (Doug Jones coberto de maquiagem, para variar), um vampiro milenar que vem da Europa e sonha em conquistar a América. Apesar desse ponto de partida, o enredo não se apega muito a ele. Como seriado, What We Do in the Shadows é basicamente uma sitcom, na qual o roteiro tenta brincar com os clichês da mitologia e da cultura pop.

No filme isso deu muito certo, mas ao longo de 10 capítulos, a série não se sustenta. Há momentos brilhantes, mas eles são raridades. Destaque para os episódios The Trial, com a participação de vários atores que interpretaram vampiros no cinema (como Wesley Snipes e Danny Trejo), e The Orgy, no qual, como o próprio nome diz, uma orgia vampírica é organizada, sem muito sucesso.

Porém, a impressão que fica é que assistir What We Do in the Shadows é um grande esforço para poucas risadas, mesmo que seus capítulos tenham apenas 30 minutos em média. Uma pena, pois o elenco todo é muito bom. Esperamos que nessa segunda temporada, os roteiristas estejam mais inspirados.

Escala de tocância de terror:

Direção: Jemaine Clement e Taika Waititi
Roteiro: Jemaine Clement e Taika Waititi
Elenco: Kayvan Novak, Matt Berry e Natasia Demetriou
Origem: EUA

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Quando as Luzes se Apagam

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