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Resenhas

RESENHA: Grace – The Possession (2014)

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Por Geraldo de Fraga

Grace: The Possession mostra, pela primeira vez, uma história de possessão pela ótica da possuída. Explicando melhor: o filme é todo em primeira pessoa, então a câmera emula a visão de Grace, enquanto ela luta contra a força do mal que quer lhe dominar. Vemos o que a protagonista vê, numa espécie de “evolução” do estilo found footage.

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Porém, alguém deveria ter avisado ao diretor Jeff Chan, aqui realizando seu primeiro longa, que só inovar na forma de filmar não garante que você conseguirá fazer um filme decente. Grace: The Possession poderia até ter sido um bom filme, se não esquecesse de elementos básicos como um bom roteiro e boas atuações.

No começo da história ficamos sabendo que a mãe de Grace (Alexia Fast) morreu ao dar a luz. 18 anos depois, já na faculdade, a garota começa a ser assombrada por vozes e imagens nos espelhos (há várias cenas desse tipo, até mesmo, porque o rosto da atriz principal tem que dar as caras uma hora, né…).

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Após surtar com as alucinações em uma festa de fraternidade, Grace volta para a casa da avó fanática religiosa (Lin Shaye) e luta para conseguir conviver com a velha, que esconde o que de fato aconteceu com a sua mãe. Decidida a desvendar o seu passado, ela começa a investigar o passado da mãe e descobrir quem era seu pai, até então apontado como um desconhecido.

O roteiro é ruim, muito ruim, cheio de furos. Por quê a menina só passou a ser assombrada, quando completou 18 anos? Como era sua vida até então? E a relação com a avó opressora? A forma como o longa é filmado também não ajuda. Talvez, Jeff Chan tenha sido preguiçoso ou apenas não conseguiu o mínimo de criatividade para trabalhar com a câmera em primeira pessoa.

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O fato é que o tipo de filmagem usada aqui não acrescentou nada de bom. Um exceção é a última cena, que ainda escapa do marasmo que o filme inteiro é. Mas só o desfecho da obra não é o bastante para elogiar Grace: The Possession. Jeff Chan não trouxe nada de novo ao terror e não tem cara que trará da próxima vez.

Escala de tocância de terror:

Direção: Jeff Chan
Roteiro: Jeff Chan e Chris Pare 
Elenco: Alexia Fast, Lin Shaye e Alan Dale
Origem: EUA | Canadá

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RESENHA: Ameaça Profunda (2020)

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Ameaça Profunda
[Por Felipe Macedo]
Alien” (1979) foi um divisor de águas no quesito de mesclar gêneros, nesse caso, ficção e horror. Sequências foram realizadas assim como cópias com qualidades que iam do mediano ao lixo total. E agora nesse inicio de década, surge “Ameaça Profunda” (Underwater), um filme com toda pinta do primo famoso, estrelado por Kristen Stewart e coincidentemente do mesmo estúdio. (mais…)

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SÉRIE: Dracula (2020)

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[Por Jarmeson de Lima]
Quando uma produção como “Dracula” é lançada, a nossa primeira preocupação é imaginar o quão fiel pode ser a adaptação da obra original. E no caso, estamos falando de um livro de Bram Stoker que serviu de inspiração para inúmeros filmes nos últimos 100 anos. Sendo assim, o que a dupla Mark Gatiss (Sherlock) e Stephen Moffat (Doctor Who) poderiam nos trazer de novo? Logo nos créditos, os dois deixam claro que esta minissérie da BBC e exibida na Netflix é “baseada” e não “adaptada” da obra original, o que nos faz crer que haja certas liberdades no roteiro sem a intenção de ser uma transcrição fiel da trama com o mesmo personagem que “ganhou vida” em 1897.
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RESENHA: O Farol (2019)

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