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RESENHA: O Que Fazemos nas Sombras (2014)

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What_We_Do_in_the_Shadows_poster Por Geraldo de Fraga

Jemaine Clement e Taika Waititi formam a dupla responsável por produzir, dirigir, escrever e até mesmo estrelar O Que Fazemos nas Sombras (What We Do in the Shadows), produção neozelandesa de 2014. O longa de comédia angariou críticas positivas e prêmios em vários festivais por onde passou, incluindo aí o Sitges e o Festival de Toronto. Na trama, uma equipe de documentaristas acompanham quatro vampiros de diferentes idades que moram junto na cidade de Wellington: Viago (Taika Waititi), Vladislav (Jemaine Clement), Deacon (Jonathan) e Petyr (Ben Fransham). As filmagens mostram a rotina dos amigos numa espécie de reality show, intercalando entrevistas e depoimentos. what-we-do-in-the-shadows Mesmo filmado no estilo falso documentário, What We Do in the Shadows não tenta ser um found footage, onde, teoricamente, seria revelado uma reviravolta no final e a câmera seria achada. Inclusive nem ficamos sabendo nada sobre a equipe do documentário e em certos momentos até seria impossível ter alguém lá para registrar uma determinada cena. O tipo de filmagem tem o único objetivo de abrir espaço para as piadas de uma forma mais natural, até mesmo porque os depoimentos são de livre e espontânea vontade e não flagras. O filme não tem um roteiro clássico, o que é desnecessário aqui. A ideia é simplesmente mostrar as “desventuras” de seres centenários vivendo nos dias de hoje e aí tome piadas com Garotos Perdidos, Crepúsculo e até mesmo clássicos como Nosferatu. What-We-Do-in-the-Shadows-3 Legal também ver as abordagem sobre as antigas lendas, como não poder entrar em um lugar sem ser convidado ou se transformar em morcego. What We Do in the Shadows não tem a pretensão de revolucionar as histórias de vampiros, muito menos o estilo falso documentário, apenas brincar com a mitologia desses seres tão presentes na cultura pop. Nisso, o filme é bem competente.

Escala de tocância de terror:

Direção: Jemaine ClementTaika Waititi
Roteiro: Jemaine Clement e Taika Waititi
Elenco: Jemaine Clement, Taika Waititi e Jonathan Brugh
Origem: Nova Zelândia | EUA

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=IAZEWtyhpes?rel=0&w=560&h=315]

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1 comentário

  1. opoderosochofer

    18 de fevereiro de 2015 a 18:32

    QUANDO GERALDO FALA BEM DE UM FILME É PQ ELE MERECE, VIU!

  2. alucardcorner

    18 de fevereiro de 2015 a 22:21

    Vi exatamente esse filme ontem, só tem um pequeno problema. Começa muito forte mas depois começa a divagar até ao seu fim, mas não deixa de ser interessante.

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RESENHA: O Farol (2019)

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[Por Rodrigo Rigaud]*
Após A Bruxa, difícil resistir a lançar holofotes sobre o novo longa de Robert Eggers – ainda o segundo de sua carreira. Para quem mergulhou no universo de isolamento, fanatismo, loucura e fantasia – um horror, de fato – de seu filme debut, O Farol (The Lighthouse) poderá soar como um naufrágio na potência de seu cinema. (mais…)

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RESENHA: Contato Visceral (2019)

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Contato Visceral

Sinceramente, alguns títulos traduzidos da Netflix atrapalham mais do que ajudam na hora de decidir o que ver. Se não fosse alguns colegas falarem bem de “Wounds“, eu jamais chegaria perto de assistir o filme que está no catálogo de streaming com o nome de “Contato Visceral“.

Dirigido por Babak Anvari, o mesmo autor de “À Sombra do Medo” (Under The Shadow), esta produção com selo Netflix vai fisgar a atenção de quem curte um horror sobrenatural perturbador.

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SÉRIE: Marianne (2019)

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marianne
[Por Felipe Macedo]

Histórias de bruxas sempre fascinaram o público. Sejam elas voltadas pra algo mais assustador ou infantil, essas personagens sempre causaram certo impacto. A lenda da bruxa má povoa nossa imaginação desde a infância em histórias como “João e Maria” e depois na vida adulta em filmes como “ Suspiria ”.

A Netflix sabendo do interesse sobre o tema e na falta de produções atuais sobre o assunto, trouxe recentemente para seu catálogo a série francesa “Marianne” prometendo noites insones para o público. A trama acompanha Emma, uma jovem escritora de bastante sucesso devido a uma série de livros onde a bruxa Marianne, literalmente toca o terror. Forçada a voltar para a cidade de Eden, uma pequena cidade costeira na França, lá ela descobre que sua personagem é real e está a procura de algo. Agora cabe a Emma e seus amigos de infância colocarem um fim no reinado de terror de Marianne.

Bem, qualquer semelhança com algumas historias de Stephen King não é mera coincidência. É notável a influência do autor em toda a história. O clima soturno e uma criatura realmente maligna norteiam a trama com alguns momentos cabulosos. Pena que isso não dure muitos episódios. Apesar de ter bastantes clichês do gênero, no começo a série me prendeu e logo em seguida me fez revirar os olhos diversas vezes. A tentativa de humor, no entanto, é totalmente descabida, sem agradar em nenhum momento gerando até irritação em uma quebra de clima.


O formato de série não ajudou no desenvolvimento dos demais personagens. Tirando Emma e Marianne, os outros são apenas estereótipos de filmes de terror. Pra piorar não são carismáticos e a medida que somem ou morrem na história, isso não acarreta peso algum. E isso é um grande problema no roteiro. A falta de consequências em situações que deveriam repercutir são esquecidas rapidamente. Num filme, isso é compreensível pela questão do tempo, mas numa série? Parece preguiça mesmo.

O número de episódios também poderia ter sido reduzido para no máximo uns seis. Tanto é que no meio da temporada temos muita encheção de linguiça. No fim, “Marianne” tem uma premissa boa, uma vilã realmente aterradora, mas os jumpscares em desmasia e a tentativa a todo custo de parecer um enlatado americano tiram muito de sua graça.

Escala de tocância de terror:

Criador: Samuel Bodin
Elenco: Victorie Du Bois, Lucie Boujenah, Alban Lenoir e outros
País de origem: França
Ano de lançamento: 2019

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