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Resenhas

RESENHA: Welp (2014)

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Por Geraldo de Fraga

O estilo slasher sempre divide opiniões entre os fãs de terror. Há os que odeiam os roteiros repetitivos e clichês e existem aqueles que idolatram a violência desenfreada como a forma mais visceral de se fazer cinema de gênero. Esse segundo grupo ainda argumenta que os filmes de assassinos mascarados são responsáveis pelos maiores ícones do horror moderno como Jason Voorhees e Michael Myers.

Os fãs desse tipo de obra são maioria. A prova maior disso é que a produção de filmes slashers nos entrega mais e mais exemplares a cada ano, sempre se baseando na mesma fórmula de roteiro. E mesmo com tanta concorrência, foi nesse nicho saturado que o diretor belga Jonas Govaerts resolveu fazer sua estreia em longas com Welp, escrito em parceria com Roel Mondelaers.

A história tem uma premissa pra lá de gasta. Um grupo de escoteiros, liderados por três jovens instrutores partem para um fim de semana de acampamento em uma floresta na região das Ardenas, próximo à fronteira entre Bélgica e França. Antes, porém, as crianças são alertadas que o local para onde elas irão é a morada de um menino chamado Kai, que, dizem, é um lobisomem.

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O conto na verdade é uma invenção, assim como tantas outras narrativas contadas em acampamentos. Mas Sam (Maurice Luijten), o deslocado do grupo, acaba ficando impressionado com o caso. E quando ele avista um menino com uma peculiar máscara feita de madeira espreitando ele e seus colegas através das árvores, Sam acaba o associando à história.

Por conta disso, o estranho menino, do qual não ficamos sabendo o verdadeiro nome, acaba sendo batizado de Kai, pelo próprio Sam. Interpretado por Gill Eeckelaert, o mascarado pode ser descrito como uma mistura de Mogli, o menino lobo, com Cropsy (Chamas da Morte). Como não costuma ver muita gente por ali, nosso Kai se vê incomodado com essa invasão ao seu território e começa a retaliação.

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Jonas Govaerts acerta em cheio ao deixar montado o cenário para um interessante embate. O filme tinha tudo para nos mostrar o duelo entre o menino-doido-selvagem contra os escoteiros-mauricinhos-leite com pêra, somado a questão ética do impopular Sam, que deve decidir entre se juntar à tropa que o despreza ou manter a boa relação que acabou desenvolvendo com o inimigo.

Mas, infelizmente, são os adultos que acabam tomando a dianteira das ações e vemos aí todo um potencial ser desperdiçado. Mais da metade do elenco infantil está lá só para encher linguiça. E mais: o roteiro não só recicla alguns clichês do gênero, como os piora em determinados momentos. Além do quê, vemos situações completamente inverossímeis até para um filme de terror.

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Mas mesmo decepcionando nesses pontos, Welp não é uma obra a se jogar fora. O longa tem mais momentos bons do que ruins e isso, em se tratando de um slasher, é uma dádiva. As pequenas reviravolta no enredo não são nenhum plot twist fantástico, mas cumprem seu papel. Como passatempo, os belgas conseguiram entregar um bom exemplar de terror que pisa na bola em certos lances, mas acaba vencendo na raça.

NDR: Em alguns países, o filme foi lançado com o nome de Cub

Escala de tocância de terror:

Direção: Jonas Govaerts
Roteiro: Jonas Govaerts, Roel Mondelaers
Elenco: Stef Aerts, Evelien Bosmans, Titus De Voogdt
Origem: Bélgica

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SÉRIE: Castlevania (2017)

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Castlevania

[Por Felipe Macedo]

Sou gamer desde de quando me entendo por gente e passei boa parte da minha vida me divertindo (e me estressando) com essa mídia. Conheci a série Castlevania nos 16bits e já sabia que era uma franquia já bastante estabelecida antes (em 8 bits), mais precisamente no nintendinho. Passei várias tardes dando chicotadas em lobisomens, medusas, zumbis e claro no vampirão mais famoso do mundo: O Conde Drácula. (mais…)

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RESENHA: #Alive (2020)

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Alive

O cinema sul coreano ganhou uma visibilidade incrivel nos últimos anos e hoje não é tão raro ver obras vindas de lá aportarem no cinema. Mas é claro que com a pandemia as coisas foram freadas e alguns filmes estão ganhando destaque via streaming. Este é o caso de #Alive, filme que estreou em seu país na reabertura dos cinemas com bastante êxito e está sendo distribuído mundialmente pela Netflix.

A trama acompanha um jovem rapaz, que sozinho no apartamento da família, tenta sobreviver a uma epidemia mortal que transforma os cidadãos em zumbis sedentos por carne humana. No passar de vários dias, com comida e água acabando e ataques cada vez piores das criaturas, o rapaz coloca em cheque a promessa que fez ao pai de sobreviver. E aos trancos e barrancos ele tentará cumprir o que foi pedido.

#Alive é um bom filme de zumbis que não coloca nada de novo na mesa, mas traz o básico que, em sua maior parte, é competente. O longa não enrola e logo nos primeiros minutos a confusão e o caos predominam. A primeira parte é a melhor, se passando em praticamente um único cenário, mostrando bem a sensação de solidão e medo do personagem com cenas de ação pontuais e mais comedidas. Vale comentar a ótima maquiagem dos monstros que lembram o conterrâneo “Invasão Zumbi” (Train to Busan).

Outra semelhança com o longa de zumbis mais famoso é a ambientação minimalista e o país. Sinceramente, essa sim deveria ser a sequência real dele, pois mesmo não sendo perfeita, se mostra bem superior à continuação oficial, chamanda “Península”.

Os problemas de #Alive vêm à tona em sua segunda metade, onde as sequências de ação se tornam inverossímeis demais (até para um filme de zumbis)… Meio que a produção se rende ao espetáculo ocidental apresentando exageros que tiram a atenção diversas vezes. O clímax acaba sendo forçado e emotivo demais querendo a todo custo arrancar lágrimas do público.

Concluindo… #Alive não é um divisor de águas do gênero, mas é divertido e tenso na maior parte de sua duração. Vale gastar o tempo assistindo as desventuras do protagonista e sua busca pela sobrevivência.

Escala de tocância de terror:

Título original: #Saraitda
Diretor: II Cho
Roteiro: II Cho,Matt Naylor
Elenco: Ah-in Yoo, Shin-Hye Park,Bae-soo Jeon e outros
País de origem: Coreia do Sul

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RESENHA: In Search of Darkness (2019)

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Search of Darkness

[Por Frederico Toscano]*

In Search of Darkness é um documentário com uma proposta simples e direta: destrinchar a produção de horror dos Estados Unidos da década de 80. Lançado em maio do ano passado, acabou não chamando tanta atenção no Brasil (ou mesmo lá fora), provavelmente por não ter recebido uma distribuição e divulgação mais abrangentes. O que é compreensível, já que o projeto não saiu de um estúdio convencional, sendo fruto de uma bem-sucedida campanha de arrecadação dos sites Kickstarter e Indiegogo.

Com a meta alcançada e os fundos garantidos, o diretor e roteirista David Weiner deve ter pensado que os apoiadores mereciam ver seu dinheiro bem empregado. E entregou um filme de quatro horas e meia de duração. E pensar que teve gente reclamando de O Irlandês(mais…)

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