conecte-se conosco

Resenhas

RESENHA: Ainda Estamos Aqui (2015)

Publicados

em

we-are-still-here-poster

Por Geraldo de Fraga

De alguns anos para cá, o americano Ted Geoghegan já trabalhou como produtor e roteirista de alguns filmes independentes e curtas de horror. Esse ano, ele resolveu sentar-se na cadeira de diretor. O resultado dessa empreitada é Ainda Estamos Aqui (We Are Still Here, 2015), longa também escrito por ele, em parceria com Richard Griffin, que tem na bagagem um monte de tosqueira como Dr. Frankenstein’s Wax Museum of the Hungry Dead.

309f3eEis que a dupla nos entrega um filme de casa assombrada. No roteiro, o casal de meia idade Paul (Andrew Sensenig) e Anne (Barbara Crampton – aquela mesma de Re-Animator) se mudam para uma casa no interior de Nova York. A partir daí – lógico – ambos começam a presenciar fatos estranhos acontecendo na residência, como coisas quebrando e ruídos esquisitos.

Como perderam o filho recentemente, a mãe começa a achar que essas manifestações paranormais são recorrentes do fato de o filho estar tentando se comunicar com eles. Isso dá uma tônica interessante à história, já que essa crença de Anne faz com que eles não tenham idéia do perigo que correm e isso deixa o casal a mercê de tudo de ruim na casa.

we-are-still-here-2Para ajudar nesse contato espiritual, eles convidam um casal de amigos hippies para auxiliá-los. É aí que entram em cena May (Lisa Marie) e Jacobs (Larry Fessenden). Como a mulher possui habilidades sensitivas, ela logo percebe que algo está errado naqueles eventos. A dupla de atores está muito bem no filme, mas a chegada deles também coincide com o momento em que tudo vai ladeira abaixo.

Ainda Estamos Aqui é muito curto para a história que se propõe a contar. O roteiro tem muitas informações que são passadas às pressas. Era melhor ter deixado fatos subentendidos do que jogar tudo em cima de espectador. A prova maior disso é que o diretor precisou usar os créditos finais para contar boa parte dos segredos sobre o que causou a maldição na casa.

we-are-still-here-trailer-700x298Outra coisa que chama a atenção é a mudança abrupta de estilo. O longa começa como um filme de terror psicológico e em um determinado momento descamba para o gore. Pelo menos, a produção se garantiu nos efeitos especiais das cenas violentas. O visual dos fantasmas também é muito bem feito, inclusive venceu o Fantaspoa desse ano na categoria.

Mas no fim das contas, Ainda Estamos Aqui tem mais erros do que acertos. Serve como passatempo, mas se você não quiser ver não perderá muita coisa.

Escala de tocância de terror:

 Direção: Ted Geoghegan
Roteiro: Ted Geoghegan e Richard Griffin
Elenco: Andrew Sensenig, Barbara Crampton, Lisa Marie e Larry Fessenden
Origem: EUA

Gosta de nosso trabalho? Então nos dê aquela forcinha contribuindo através do PicPay ou em nossa campanha no APOIA.se!

Continue lendo
6 Comentários

6 Comments

  1. oswaldogrimaldi

    26 de junho de 2015 a 14:54

    Esperava mais desse filme….. mas…. valeu pela resenha!

  2. Júlio Carvalho (@JxCxBOZO)

    26 de junho de 2015 a 15:24

    Na metade, o roteiro do nada tenta emular Stephen King com suas tramas super elaboradas envolvendo toda a cidade, só q faz isso nas pressas e acaba não sendo suficiente. Sem contar que a forma mais ‘avacalhada’ que o longa assume em seu terceiro ato se distancia demais do tom mais sóbrio que começou e segurou por boa parte do filme, restando apenas bons efeitos.

  3. Augusto

    28 de junho de 2015 a 21:54

    Na atual conjuntura, não dá pra esperar mais nenhum grande filme de terror… é bomba atrás de bomba… e cada ano tá pior. “Ainda estamos aqui” ao menos é um filme feito de forma sincera, sem furelagem, com um bom ritmo e que foge um pouco do esquema “James Wan” (nada contra o diretor, mas os filmes dele são tudo a mesma coisa, na minha humilde opinião). Junto com “It follows”, esse pra filme tem sido um o bom filme de terror de 2015 até agora. Se alguém tiver alguma outra sugestão de filmes lançados esse anos que sejam melhor que esse, eu agradeço.

  4. Rose

    11 de junho de 2016 a 14:08

    Esperava mais deste filme, um belo cenário, um início bacana, lembrou em alguns momentos O iluminado, mas quando o terror psicológico é substituído abruptamente pelo gore, o filme de sério para a ser avacalhado.

  5. Ananda Ludymilla

    29 de novembro de 2016 a 22:13

    Muito ruim esse filme, achei bem tosco as cenas de sangue jorrando, tava muito fake… e o roteiro fraquíssimo, principalmente na hora de contar sobre o passado da casa, final desconexo… Que bom que não era um filme de longa duração, não perdi muito tempo! Não recomendo e na classificação ele só merece uma caveira.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Resenhas

RESENHA: Amizade Desfeita (2015)

Publicados

em

Amizade Desfeita

Parece que o formato ´captura de tela´ é o novo ´found-footage´ que veio pra ficar. Agora é a vez da Universal Pictures que resolveu apostar nessa produção da Blumhouse Productions (Sobrenatural, The Purge, Ouija) intitulada Amizade Desfeita (Unfriended) que não passa de mais um filme genérico de fantasma vingativo contra adolescentes descerebrados.

Unfriended.2014.720p.WEB-DL.600MB.MkvCage.mkv_snapshot_00.00.55_[2015.08.01_02.27.24]

O filme abre com um vídeo flagrante de uma garota chamada Laura Barns cometendo suicídio e sabe-se logo em seguida que a mesma era vítima de cyber-bullying. Com roteiro de Nelson Greaves e direção de Leo Gabriadze, o longa nos mostra tudo através da captura de som e imagem da tela do notebook de Blair, que após assistir tal tragédia, se conecta com o namorado, Mitch, pra fazer amorzinho virtual pela webcam. Tesão, hein? Eis que de repente, quatro amigos invadem o chat do casal formando uma conversa em grupo no por Skype. Ô beleza! E para quebrar o clima valendo, um usuário não identificado entra na vídeo conferência grupal e começa a tocar o terror pra cima da galera.

Vale lembrar que essa narrativa ‘web-footage’ não é novidade, pois já foi utilizado pelos eficientes The Den (2013) e Open Windows (2014 – com Sasha Grey e Elijah ´Frodo´ Wood). É uma pena que no caso de Unfriended, essa escolha não foi das mais felizes, pois ao contrário do já citado Open Windows, a câmera não passeia pela tela da protagonista, ficando em uma tela cheia estática que, vez por outra, vira uma confusão de janelas abertas de tudo quanto é site e aplicativos. Por falta de criatividade(?) ou para criar mais senso de realidade, não foram criados programas fictícios. Sendo assim, tudo roda num MacBook com seu iOS, os aplicativos são o Skype e Messages, os sites são o Google, Youtube, Facebook etc.

Unfriended.2014.720p.WEB-DL.600MB.MkvCage.mkv_snapshot_00.47.33_[2015.08.01_02.37.11]

Voltando ao enredo, a coisa fica cabulosa quando o tal hacker clama ser a finada Laura e passa a enviar, e postar, fotos e vídeos  comprometedores de cada um no Facebook através dos perfis deles mesmos. Claro que isso gera confusão até perceberem que tudo é obra do tal penetra virtual. Detalhe que a princípio, só o casal, Blair e o Mitch, sabe que se trata supostamente da falecida amiga que, obviamente, os acusa de terem provocado a sua morte. Inicialmente, o joguinho da discórdia funciona, mas, apesar de algumas mortes, começa a ficar chato. A coisa só melhora pra lá da segunda metade do longa, quando a fantasma virtual, que até a luz da casa deles consegue apagar, se revela para todos. Agora, ela decide botar pra foder geral com uma espécie de jogo da verdade onde quem perde morre. O desespero é geral e as atuações exageradas até que rendem boas risadas.

Agora, Amizade Desfeita empolga e pequenos detalhes vão dando um charme todo especial, como quando a Blair mente descaradamente pra o namorado e o espírito bota pra tocar a música “How you lie, lie, lie” (Como você mente, mente, mente) do Connie Conway e ela fica tentando sem sucesso fechar o player de música; ou quando em vários momentos a protagonista escreve, apaga e rescreve as mensagens pra defunta no chat do Facebook, nos dando assim indícios que ela está escondendo algo dos amigos e de nós. As mortes são simples e convincentes dentro da limitação do avatar da webcam dos protagonistas. O clima de suspense sobre a identidade do hacker do além funciona até certo ponto.

Unfriended.2014.720p.WEB-DL.600MB.MkvCage.mkv_snapshot_00.18.05_[2015.08.01_02.35.01]

A persona sádica e sagaz de Laura Barns é uma grata surpresa. Ela tortura sem dó nem piedade cada um, desconstruindo e derrubando todas as máscaras de amizade e lealdade do grupo. Sempre com uma carta na manga, essa a alma sebosa merece o prêmio joinha de ´feladaputagem´ do próprio Capeta, pois se utiliza do mesmo modus operandi, no papel de acusadora e agente do caos. Detalhe esse que, apesar de funcionar, não foi elevado a máxima pelo enredo até o fim, mas talvez eu esteja querendo demais de uma produção mainstream.

Com alguns pontos positivos, o fato é que esse formato cansa e o já mencionado problema do ponto de vista fixo só contribui para isso. No fim das contas, Amizade Desfeita até que é um filme eficiente e cruel, mas infelizmente não segura a onda “precisando” trair o próprio formato para concluir a trama.

Unfriended.2014.720p.WEB-DL.600MB.MkvCage.mkv_snapshot_00.14.59_[2015.08.01_02.25.38]

Nota: Amizade Desfeita custou apenas R$ 1 milhão e faturou cerca de 32 milhões nos EUA e tem sua estreia nos cinemas brasileiros marcada para 12 de Novembro.

Escala de tocância de terror:

Título alternativo: Cybernatural

Direção: Levan Gabriadze
Roteiro: Nelson Greaves 

Elenco: Heather Sossaman, Matthew Bohrer e Courtney Halverson
Origem: EUA e Rússia

Gosta de nosso trabalho? Então nos dê aquela forcinha contribuindo através do PicPay ou em nossa campanha no APOIA.se!

Continue lendo

Resenhas

RESENHA: Doutor Sono (2019)

Publicados

em

Doutor Sono

[Por Osvaldo Neto]

As adaptações das obras de Stephen King, um escritor que goza de imensa popularidade internacional, são quase que um subgênero do horror no cinema e TV. Desde que Brian De Palma fez CARRIE – A ESTRANHA que filmes e séries baseados e/ou inspirados pelo autor são produzidos em escala massiva e geram bastante expectativa para quem acompanha o gênero. Chegando às salas comerciais pouco após IT – CAPÍTULO 2, DOUTOR SONO é a segunda grande produção da Warner Bros com a grife S. K. lançada em 2019 com estreia nacional nesta semana.

(mais…)

Gosta de nosso trabalho? Então nos dê aquela forcinha contribuindo através do PicPay ou em nossa campanha no APOIA.se!

Continue lendo

Resenhas

RESENHA: A Torre Negra (2017)

Publicados

em

A Torre Negra

[Por Felipe Macedo]

Stephen King é um dos dos autores mais adaptados do cinema e em meio a tantos filmes, a maioria é de qualidade duvidosa. Poucos são os que merecem ser dignos de menção. O novo longa baseado em sua obra é inspirado na série de livros A Torre Negra e que de acordo com o próprio King bebe da fonte de Tolkien na construção do universo e criaturas fantásticas. (mais…)

Gosta de nosso trabalho? Então nos dê aquela forcinha contribuindo através do PicPay ou em nossa campanha no APOIA.se!

Continue lendo

Trending