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VIDEO-RESENHA: “A Arte de Mario Bava”

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A Versátil deu continuidade com a linha “A Arte de…” (“A Arte de Samuel Fuller”, “A Arte de John Cassavetes”) ao lançar “A Arte de Mario Bava” em maio passado. Essa caixa tem um apelo especial para os amantes do cinema de gênero já que Bava foi um diretor cujo talento e criatividade definiram caminhos até hoje seguidos por muitos realizadores dentro ou fora deste modelo de produção. E, mesmo assim, o seu trabalho ainda é pouco conhecido e admirado aqui no Brasil. “A Arte de Mario Bava” chega às lojas de todo o país com a intenção de melhorar esse quadro.

Todos os 4 títulos escolhidos para a composição deste digistack com 2 DVD’s são obras essenciais de Bava que receberam um excelente tratamento por parte da distribuidora: “A Maldição do Demônio” (1960), “A Garota que Sabia Demais” (1963), “O Alerta Vermelho da Loucura” (1970) e “Cães Raivosos” (1974). Saiba mais sobre este lançamento incrível da Versátil Home Video logo a seguir em nossa nova vídeo-resenha comentada por Osvaldo Neto.

Quem avisa, amigo é!

A Versátil lançou outros 4 filmes de Mario Bava em digistacks anteriores. São eles:

“O Chicote e o Corpo” – Obras-Primas do Terror Vol. 1
“O Ciclo do Pavor”, “Lisa e o Diabo” – Obras-Primas do Terror Vol. 2
“Planeta dos Vampiros” – Clásssicos Sci-Fi

E tudo indica que esses 8 filmes não serão os últimos deste genial diretor italiano a serem lançados pela distribuidora. Aguardemos por mais.

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RESENHA: Maria e João – O Conto das Bruxas (2020)

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Maria e João

MARIA E JOÃO – O CONTO DAS BRUXAS é inspirado num dos contos mais conhecidos dos irmãos Grimm que já foi adaptado várias vezes pras telas. Até uma versão estilizada estrelando o Gavião Arqueiro dos Vingadores já teve! Agora é a vez de Osgood “Oz” Perkins dar sua visão à história optando pelo horror de fato nos oferecendo uma fábula cruel e cabulosa típica dos contos originais. (mais…)

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RESENHA: Quando as Luzes se Apagam (2016)

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Quando as Luzes se Apagam

[Por Jarmeson de Lima]

Em sua essência, “Quando as Luzes se Apagam” é mais um drama familiar sobrenatural. Temos aqui uma mãe traumatizada, uma criança assustada, um pai desaparecido e uma filha rebelde compondo o núcleo principal desta produção que nos envolve em uma trama alegórica sobre o medo do escuro.
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RESENHA: O Poço (2020)

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O Poço

Com uma produção modesta com apoio do governo espanhol e distribuição da Netflix, “O Poço” (El Hoyo) mescla mistério, drama e ficção científica numa trama que é fácil de resumir, mas difícil de explicar. Assim como obras como “Cubo” e “Demônio“, a ação deste filme se concentra em alguns poucos cenários, restando aos atores imprimir um trabalho que chama a atenção do público.

O estreante em direção de longas, Galder Gaztelu-Urrutia, apresenta aqui uma história que se passa em uma espécie de prisão vertical, em que cada andar abriga dois presos. A plataforma não possui grades ou janelas… apenas as paredes, camas e um buraco no chão e no teto que é por onde uma vez por dia desce uma grande mesa de comida.

E é através do comportamento dos presos frente às refeições que são destrinchadas analogias sociais de opressão, solidariedade e das relações de poder que vão de cima para baixo literalmente. Quem tem sorte de ficar nos níveis superiores tem a chance de comer as refeições com os pratos ainda intactos e limpinhos. Já quem está mais abaixo vai tendo que se contentar com o que vai sobrando sem que nehum dos confinados tenha a preocupação de deixar algo para quem vai se alimentar depois. 

Nesta situação de isolamento dividida em um lugar onde você não queria estar e com quem você não queria conviver, o lado obscuro de cada um se revela e podemos esperar o pior na medida em que vemos o que acontece nos níveis inferiores do Poço. Podia ser só um filme tipo crítica social ao sistema carcerário, mas ele abrange uma metáfora maior sobre nossa presença no mundo e nossa responsabilidade diante da escassez e desperdício de alimentos.

Apesar de ter um ritmo mais reflexivo, “O Poço” sempre guarda cenas impactantes (e com boa dose de gore) no desdobramento de sua história garantindo uma certa fluidez pra quem assiste. Obras assim que oferecem algo a mais do que aparentam estão em falta no cardápio da Netflix, mas são sempre bem vindas.

Escala de tocância de terror:

Título original: El Hoyo
Diretor: Galder Gaztelu-Urrutia
Roteirista: David Desola
Elenco: Ivan Massagué, Zorion Eguileor, Antonia San Juan
País de origem: Espanha

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