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RESENHA: Penny Dreadful (2ª temporada)

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Por Geraldo de Fraga

Nessa segunda temporada de Penny Dreadful, saem os vampiros e entram as bruxas como vilãs principais. Evelyn Poole (Helen McCrory), também conhecida como Madame Kali, tenta capturar Vanessa Ives (Eva Green), que começa a se revelar como alguém de fundamental importância para os planos do próprio Demônio, de quem Poole é serva e adoradora. A partir daí, ficamos sabendo que Ethan Chandler (Josh Hartnett), por conta da sua “condição”, é uma espécie de protetor de Vanessa e também passa a ser alvo da vilã, assim como Sir Malcolm Murray (Timothy Dalton), que acaba seduzido por ela.

Nas tramas paralelas, Victor Frankenstein (Harry Treadaway), atendendo ao pedido da sua criatura (Rory Kinnear), que passou a usar o nome do seu poeta favorito – John Clare -, cria uma noiva para deixá-lo menos solitário no mundo. A escolhida é a prostituta Brona Croft (Billie Piper). Já Dorian Gray (Reeve Carney) começa a viver um romance pouco usual para a época e fica lá em terceiro plano nos primeiros capítulos. Há também dois coadjuvantes que ganham mais destaques: Sambene (Danny Sapani) e Ferdinand Lyle (Simon Russell Beale).

Mas toda essa mudança na trama não modifica a estrutura da série. Falta coerência em Penny Dreadful e isso é fato. Se, na primeira temporada, faltou coerência com as histórias originais dos personagens clássicos usados por John Logan para compor o enredo, nesse último ano faltou coerência com as escolhas e situações desenvolvidas para eles.

Um exemplo: no meio de um ameaça satanista, os protagonistas decidem ir ao um baile, mesmo sabendo que isso colocaria em risco a vida de todos. Não havia motivo algum para se arriscarem, mas o roteiro joga a objetividade para o alto – e faz isso inúmeras vezes – apenas para inserir um cena aleatória, pouco se lixando se está fora do contexto ou não. A cena da festa serviu só para criar algo bonito visualmente, combinando dança e uma chuva de sangue.

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O aparato visual, aliás, é algo recorrente na série. Tudo é embelezado demais e às vezes, no horror, um cenário mais feio e cru funciona melhor, principalmente para se retratar a Londres do Século XIX. Outra artimanha do roteiro é colocar personagens de diferentes tramas para se encontrarem, apenas para brindar o espectador com diálogos povoados de frases de efeitos e discussões filosóficas que nunca levam a lugar nenhum. Um exemplo é quando Vanessa Ives conhece John Clare.

Mas, felizmente, após uma primeira metade entediante, Penny Dreadful desencanta do meio para o fim e nos entrega algo mais próximo do horror com cenas pesadas e boas reviravoltas. Inclusive com Dorian Gray voltando ao patamar de protagonista. A season finale lançou os personagens principais em situações interessantes e deixou bons ganchos para a próxima temporada. Porém, ficamos que a impressão que dava pra ter chegado aos fatos relevantes, sem ter que encher tanta linguiça no começo da série. No final, ficou na média.

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Escala de tocância de terror:

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RESENHA: O Farol (2019)

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[Por Rodrigo Rigaud]*
Após A Bruxa, difícil resistir a lançar holofotes sobre o novo longa de Robert Eggers – ainda o segundo de sua carreira. Para quem mergulhou no universo de isolamento, fanatismo, loucura e fantasia – um horror, de fato – de seu filme debut, O Farol (The Lighthouse) poderá soar como um naufrágio na potência de seu cinema. (mais…)

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RESENHA: Contato Visceral (2019)

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Contato Visceral

Sinceramente, alguns títulos traduzidos da Netflix atrapalham mais do que ajudam na hora de decidir o que ver. Se não fosse alguns colegas falarem bem de “Wounds“, eu jamais chegaria perto de assistir o filme que está no catálogo de streaming com o nome de “Contato Visceral“.

Dirigido por Babak Anvari, o mesmo autor de “À Sombra do Medo” (Under The Shadow), esta produção com selo Netflix vai fisgar a atenção de quem curte um horror sobrenatural perturbador.

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SÉRIE: Marianne (2019)

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[Por Felipe Macedo]

Histórias de bruxas sempre fascinaram o público. Sejam elas voltadas pra algo mais assustador ou infantil, essas personagens sempre causaram certo impacto. A lenda da bruxa má povoa nossa imaginação desde a infância em histórias como “João e Maria” e depois na vida adulta em filmes como “ Suspiria ”.

A Netflix sabendo do interesse sobre o tema e na falta de produções atuais sobre o assunto, trouxe recentemente para seu catálogo a série francesa “Marianne” prometendo noites insones para o público. A trama acompanha Emma, uma jovem escritora de bastante sucesso devido a uma série de livros onde a bruxa Marianne, literalmente toca o terror. Forçada a voltar para a cidade de Eden, uma pequena cidade costeira na França, lá ela descobre que sua personagem é real e está a procura de algo. Agora cabe a Emma e seus amigos de infância colocarem um fim no reinado de terror de Marianne.

Bem, qualquer semelhança com algumas historias de Stephen King não é mera coincidência. É notável a influência do autor em toda a história. O clima soturno e uma criatura realmente maligna norteiam a trama com alguns momentos cabulosos. Pena que isso não dure muitos episódios. Apesar de ter bastantes clichês do gênero, no começo a série me prendeu e logo em seguida me fez revirar os olhos diversas vezes. A tentativa de humor, no entanto, é totalmente descabida, sem agradar em nenhum momento gerando até irritação em uma quebra de clima.


O formato de série não ajudou no desenvolvimento dos demais personagens. Tirando Emma e Marianne, os outros são apenas estereótipos de filmes de terror. Pra piorar não são carismáticos e a medida que somem ou morrem na história, isso não acarreta peso algum. E isso é um grande problema no roteiro. A falta de consequências em situações que deveriam repercutir são esquecidas rapidamente. Num filme, isso é compreensível pela questão do tempo, mas numa série? Parece preguiça mesmo.

O número de episódios também poderia ter sido reduzido para no máximo uns seis. Tanto é que no meio da temporada temos muita encheção de linguiça. No fim, “Marianne” tem uma premissa boa, uma vilã realmente aterradora, mas os jumpscares em desmasia e a tentativa a todo custo de parecer um enlatado americano tiram muito de sua graça.

Escala de tocância de terror:

Criador: Samuel Bodin
Elenco: Victorie Du Bois, Lucie Boujenah, Alban Lenoir e outros
País de origem: França
Ano de lançamento: 2019

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