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RESENHA: Final Girl (2015)

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final-girl-poster

[Por Júlio Carvalho]

Lembram da meiga “pequena Miss Sunshine”? Bem, agora imaginem ela já crescida, sexy e badass. Bom, foi o que tentaram fazer nesse decepcionante e pretensioso Final Girl.

Captura de Tela 2015-08-25 às 18.34.33

Antes de qualquer coisa, é válido falar sobre o curioso título do filme: Final Girl. Esse termo foi concebido por Carol J. Clover em seu livro “Homens, Mulheres e Motosserras: Gênero no filme de terror moderno” de 1992, que se refere àquelas mocinhas sobreviventes de filmes de terror. Querendo saber mais a fundo sobre o assunto, é só procurar o livro e ler. Aqui, no filme em questão, a ideia é subverter essa posição de vítima potencial, colocando-a como isca para enfim pegar os assassinos de jeito.

O longa começa nos apresentando uma pequena garotinha chamada Veronica sendo interrogada por um homem em uma espécie de teste. Logo é revelado que ela é órfã e que parece não se incomodar com tal fato. Um salto temporal no roteiro nos leva para 13 anos na frente. Agora já crescida, a menina virou Abigail Breslin (a já mencionada atriz de Pequena Miss Sunshine e Zumbilândia). Daí percebemos que a mesma vem sendo submetida a uma espécie de treinamento no qual o mesmo homem de antes (Wes Bentley), agora com cabelo raspado e barba por fazer, tenta transformá-la em uma verdadeira máquina de matar. O alvo: um grupo de amigos bem apessoados, ricos e mimados que andam caçando e matando garotas, de preferência loiras, em uma pequena cidade do interior americano.

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Em paralelo ao treinamento da garota, também nos é apresentado o grupo de vilões. Essa dinâmica inicial alternando os dois lados é muito boa. Vemos que cada um tem uma característica específica, como por exemplo, um deles não sai de casa sem seu machado, enquanto outro é super pegado a sua mãe. Essas sequências breves de apresentações dos jovens psicopatas são despojadas e cheias de maneirismos visuais, fazendo contraste com as cenas do lado da vingadora que tem um tom mais sóbrio e melancólico.

Na segunda metade do filme, o diretor dá as cartas e os dois se encontram. É quando nossa vingadora finalmente se infiltra no grupo de psicopatas. Os caras a levam para o meio da floresta prometendo que haverão outras garotas e etc. O lance é que não tem mais ninguém e eles começam a tocar o terror psicológico na garota. Ela, treinada, finge cair na deles. É durante esse joguinho que vamos conhecendo as psiques dos maníacos e consequentemente ficando com vergonha alheia de cada um. E sem contar os diálogos pra lá de desinteressantes.
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Finalmente eles anunciam que a porra é séria e ela agora tem de correr por sua vida. – Começa a caçada e o filme fica bom, né, Júlio? – Não! Por incrível que pareça, é justamente aí que o filme desanda. Já não bastava os personagens serem muito caricatos. Agora eles chegam a ser ridiculamente risíveis. Mesmo dando desconto pela tentativa “tarantinesca” a que o filme se propõe (desde os trailers), não dá pra perdoar tanto amadorismo. Tem canhões de luz aos montes e visíveis em todas as sequências na floresta. É claro que tem de ter iluminação, pois ninguém vai filmar no breu, mas porra… vamos disfarçar, né? Tem hora que mais parece um ensaio fotográfico. Isso deixa clara a preocupação apenas estética do diretor estreante Tyler Shields, o que é uma pena, pois o visual apenas não basta. Mas apesar de tudo, há uma um pequeno plot twist que funciona naquele momento, mas que não chega a salvar o filme de sua mediocridade.

Falando em personagens, Veronica é a mais problemática em cena. Fica a constante dúvida se é culpa da própria atriz ou do roteiro. Prefiro acreditar na segunda hipótese. Breslin se esforça e nos confere bons momentos. A sua personagem é escrita para ter profundidade para parecer multifacetada, só que acaba soando confusa em vários momentos. Nem a atração pelo seu tutor é uma característica bem trabalhada. Já os vilões, como já foi dito, são personas tão ridículas que nem pesam pra trama. O seu líder, Jameson, vivido por Alexander Ludwig (Vickings) até que tem seus momentos, mas está longe de ser um vilão memorável.

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Conforme falado antes, as sequências nada tem de interessantes ou violentas. Não espere cenas gore aqui. Aliás, não espere nem terror! No fim das contas, Final Girl é o típico filme que deve ter brotado de uma boa ideia que foi mal executada. Se a intenção era eternizar Veronica e colocá-la no patamar de uma “Beatrix Kiddo” do cinema, o longa falhou bonito.

Escala de tocância de terror:

Direção: Tyler Shields
Roteiro: Adam Prince 
Elenco: Abigail Breslin, Wes Bentley, Alexander Ludwig 
Origem: Canadá / EUA

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1 comentário

  1. opoderosochofer

    26 de agosto de 2015 a 15:55

    Agora ela já tem idade pra completar a performance de “Pequena Miss Sunshine”, mas vai ficar com fama de atriz de filme decepcionante, vide “Maggie”

  2. Welington

    10 de fevereiro de 2017 a 20:39

    Essa cena acima (o cara de pé com a corda no pescoço) é intrigante… pergunto: como diabos ela conseguiu essa proeza sendo bem menor que ele e detalhe o cara estava desacordado, então como ele ficou de pé sem se enforcar ???

    • Jonas

      29 de abril de 2017 a 22:14

      Eu até gostei do filme, achei um bom passa tempo, adoro esses filmes em que a caça se torna o caçador, mas infelizmente faltou profundidade mesmo, outra dúvida que veio a minha cabeça, quem financiava o treinamento da rapariga e por quê? No início eu pensei que fosse alguém do governo ou algo assim, mas o filme não entra em detalhes.

      Quanto a sua pergunta também fico na dúvida… kkk.

  3. Raquel

    26 de abril de 2017 a 23:42

    Na cena da chuva ela nem chegou a se molhar, alguém mais percebeu??

  4. Anderson

    6 de junho de 2017 a 22:30

    Um dos piores filmes q eu já vi

  5. jsss

    20 de julho de 2017 a 13:25

    nossa se eu soubesse que o trailler ja contava o filme inteiro nem teria me dado ao trabalho de procurar p assistir

  6. Osvaldo

    20 de abril de 2019 a 20:17

    Eu não sou de comentar em sites e inclusive aqui é a primeira vez que estou comentando, mas quando vi a citação desse filme por esse site me senti na obrigação de deixar meu comentário.
    Só queria dizer que esse filme é horrível, a pior porcaria ao extremo criada por cameras, uma mancha na cv de qualquer ator e envolvidos nesse filme. Uma das piores porcárias que já perdi tempo vendo, o puro suco do lixo.
    Se você não viu, não perca seu tempo com esse filme… Desculpe o desabafo, mas é que fiquei muito frustrado comigo mesmo depois de saber que poderia ter gasto o tempo vendo essa porcaria, assistindo o filme do Pelé que imensurávelmente mais proveitoso e divertido.

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