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RESENHA: The Boy (2015)

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[Por Geraldo de Fraga]

Em 2011, o diretor Craig William Macneill e o escritor Clay McLeod Chapman se uniram para realizar o curta Henley, que mostrou a infância do serial killer Ted Henley e o início da sua trajetória macabra. Esse ano, os dois retomam a parceria para um projeto bem mais ambicioso: contar toda a história desse psicopata, não em um, mas em três longas.

A primeira parte da trilogia se chama The Boy e é focada nos primeiros anos de vida do futuro assassino. A história começa em 1989, com Ted Henley (Jared Breeze), então com nove anos, vivendo com seu pai, John (David Morse), num motel de beira de estrada que se encontra às moscas. O dia a dia do menino é entediante: quando não está limpando o local, brinca sozinho e procura animais mortos na rodovia.

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Essa rotina é quebrada quando um acidente na rodovia leva o estranho William Colby (Rainn Wilson, irreconhecível num papel dramático) a se hospedar em um dos quartos. Diferente dos outros hóspedes que já passaram pelo motel, Colby esconde alguns segredos e isso atiça a imaginação de Henley, a ponto de deixar fluir sua personalidade doentia.

Um ponto positivo de The Boy é que, ao contrário de vários outros filmes de psicopata, o protagonista aqui não se transforma no vilão por causa de um trauma ou de uma situação extrema. A maldade está nele desde sempre, esperando apenas uma brecha para vir à tona. A vontade de matar é acentuada pelo tédio e pela falta de perspectiva. Não há um julgamento moral de certo ou errado e, para o garoto, tudo é só mais um passatempo.

A negligência por parte do pai alcoólatra conta como o maior ponto para o estopim. É ele quem prende o garoto naquele ambiente hostil, o que já seria nocivo para uma criança normal. Seu estado de negação e inércia, apenas retarda o inevitável. “Esse menino tem olhos crescendo na nuca”, desabafa a Colby, em certo momento do filme, lamentando em ter razão.

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Sobre a construção do longa, a direção de Macneill é segura e consegue grandes atuações do trio de protagonistas. Jared Breeze tem tudo para ser lembrado como um dos melhores garotos problemas dos últimos anos, enquanto Morse e Wilson cumprem seus papéis com louvor. O roteiro de Chapman é afiado, com diálogos curtos, mas eficazes. Além de focar em pequenos detalhes para fazer a trama fluir. O ritmo, por muitas vezes lento, é essencial para a construção do clímax.

The Boy é um filme realista e sóbrio, esqueça todo o exagero de filmes sobre psicopatas mirins como O Anjo Malvado ou A Orfã, por exemplo. Além disso, essa primeira parte da trilogia nos brinda com um ótimo gancho para o segundo filme e já nos deixa sabendo do que Ted Henley é capaz de aprontar. E vale muito a pena acompanhá-lo em sua próxima jornada.

Escala de tocância de terror:

Nome original: The Boy
Direção: Craig William Macneill
Roteiro: Craig William Macneill e Clay McLeod Chapman
Elenco: Jared Breeze, David Morse e Rainn Wilson
Origem: EUA

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1 comentário

  1. Emerson Teixeira Lima

    7 de setembro de 2015 a 10:01

    Eu assisti ontem esse filme, depois fui ler alguma coisa e cai nesse site que adoro! O conteúdo de vocês é muito bom, dedicação total ao terror! Viva!

    Quanto ao filme, eu achei interessantíssimo! Desde a fotografia, sempre com uma luz “natural” nos aproximando do vermelho, algo como o inferno, até no final uma clara analogia ao demônio. A ausência de diálogos faz com que a maldade seja abordada de forma contemplativa, aquela paisagem hostil – apesar de imensa – em nenhum momento engole o menino, ele se sobressai a todo momento. Como se fosse um verdadeiro palco para a crueldade.

  2. Emerson Teixeira L (@EmersonTeixera)

    7 de setembro de 2015 a 10:02

    Eu assisti ontem esse filme, depois fui ler alguma coisa e cai nesse site que adoro! O conteúdo de vocês é muito bom, dedicação total ao terror! Viva!

    Quanto ao filme, eu achei interessantíssimo! Desde a fotografia, sempre com uma luz “natural” nos aproximando do vermelho, algo como o inferno, até no final uma clara analogia ao demônio. A ausência de diálogos faz com que a maldade seja abordada de forma contemplativa, aquela paisagem hostil – apesar de imensa – em nenhum momento engole o menino, ele se sobressai a todo momento. Como se fosse um verdadeiro palco para a crueldade.

    http://www.cronologiadoacaso.com.br

  3. Paulo Miziara.

    5 de março de 2016 a 21:33

    Excelente filme …merecia um Oscar .

  4. Marcí

    24 de abril de 2016 a 22:39

    quais os outros filmes dessa trilogia? quero ver, acabei de assistir esse mas quero ver os outros.. ou ainda não lançaram??

  5. João Batista

    30 de junho de 2017 a 13:58

    Vai ser lançado no Brasil ????? Quando

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RESENHA: Contato Visceral (2019)

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Contato Visceral

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Dirigido por Babak Anvari, o mesmo autor de “À Sombra do Medo” (Under The Shadow), esta produção com selo Netflix vai fisgar a atenção de quem curte um horror sobrenatural perturbador.

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marianne
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