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RESENHA: Regresso do Mal (2015)

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Por Geraldo de Fraga

Mike Lawford (Nicolas Cage) é um professor universitário que trabalha demais e tem pouco tempo para esposa Kristen (Sarah Wayne Callies) e para seu filho Charlie (Jack Fulton). Mas mesmo com essa omissão paterna e com os constantes atrasos em compromissos familiares, os três seguem uma rotina feliz e harmoniosa.

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Só que no dia do Halloween, uma tragédia acaba com tudo. Durante um passeio no meio da multidão, Mike se perde de Charlie. Após um salto temporal de um ano, descobrimos que o garoto continua desaparecido, o casamento acabou por conta disso e que o pai segue uma rotina de procura incessante de busca ao filho. Incluindo aí uma pressão gigante em cima do detetive Reynolds (Lyriq Bent), responsável pelo caso, que segue sem pista alguma.

Com a proximidade do Dia das Bruxas seguinte, tanto Mike como Kristen, passam a sentir uma presença fantasmagórica do menino. Obcecado por uma frase que o filho disse, segundos antes de sumir – “pague o fantasma”, o pai tenta juntar as peças de um quebra-cabeça sobrenatural, após descobrir essa mesma frase escrita na parede de um estranho edifício.

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Como fica claro pela sinopse, Pay the Ghost (2015), dirigido pelo veterano Uli Edel (Christiane F. e Corpo em Evidência), é um filme sobre redenção, talvez um dos temas mais populares da história do cinema. A trama, apesar de xarope, dá a impressão de que vai funcionar, pelo menos no início. Além disso, a direção de Edel é segura, o longa foca numa Nova Iorque (que na verdade é Toronto) feia e suja, temos bons efeitos com o timing certo dos sustos, e Nicolas Cage, que tem sofrido tantas críticas negativas, cumpre seu papel.

O problema é que, após criar todo um clima tenso e enigmático, o roteiro Dan Kay (baseado no livro de Tim Lebbon) descamba para soluções fáceis e clichês de todos os tipos. Inclusive o ritmo acelera tanto do meio para o fim, que há dois pontos que chegam a ser constrangedores: primeiro o sumiço repentino do detetive Reynolds da trama. Claro que, como astro de Hollywood, Cage deveria ter mais destaque, mas nada justifica o desaparecimento do personagem de Lyriq Bent.

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Como se não bastasse, boa parte da explicação sobre o mistério por trás dos eventos é dada por uma personagem que cai de paraquedas na trama e, como ela própria assume, não é especialista no assunto. Entra ainda na conta de catástrofes o final megalomaníaco e totalmente previsível. No Halloween de Nicolas Cage faltaram travessuras, gostosuras e sobraram micos. Pay the Ghost saiu devendo até as calças.

Escala de tocância de terror:

Direção: Uli Edel
Roteiro: Dan Kay (baseado no livro de Tim Lebbon)
Elenco: Nicolas Cage, Sarah Wayne Callies e Lyriq Bent
Origem: EUA

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RESENHA: #Alive (2020)

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Alive

O cinema sul coreano ganhou uma visibilidade incrivel nos últimos anos e hoje não é tão raro ver obras vindas de lá aportarem no cinema. Mas é claro que com a pandemia as coisas foram freadas e alguns filmes estão ganhando destaque via streaming. Este é o caso de #Alive, filme que estreou em seu país na reabertura dos cinemas com bastante êxito e está sendo distribuído mundialmente pela Netflix.

A trama acompanha um jovem rapaz, que sozinho no apartamento da família, tenta sobreviver a uma epidemia mortal que transforma os cidadãos em zumbis sedentos por carne humana. No passar de vários dias, com comida e água acabando e ataques cada vez piores das criaturas, o rapaz coloca em cheque a promessa que fez ao pai de sobreviver. E aos trancos e barrancos ele tentará cumprir o que foi pedido.

#Alive é um bom filme de zumbis que não coloca nada de novo na mesa, mas traz o básico que, em sua maior parte, é competente. O longa não enrola e logo nos primeiros minutos a confusão e o caos predominam. A primeira parte é a melhor, se passando em praticamente um único cenário, mostrando bem a sensação de solidão e medo do personagem com cenas de ação pontuais e mais comedidas. Vale comentar a ótima maquiagem dos monstros que lembram o conterrâneo “Invasão Zumbi” (Train to Busan).

Outra semelhança com o longa de zumbis mais famoso é a ambientação minimalista e o país. Sinceramente, essa sim deveria ser a sequência real dele, pois mesmo não sendo perfeita, se mostra bem superior à continuação oficial, chamanda “Península”.

Os problemas de #Alive vêm à tona em sua segunda metade, onde as sequências de ação se tornam inverossímeis demais (até para um filme de zumbis)… Meio que a produção se rende ao espetáculo ocidental apresentando exageros que tiram a atenção diversas vezes. O clímax acaba sendo forçado e emotivo demais querendo a todo custo arrancar lágrimas do público.

Concluindo… #Alive não é um divisor de águas do gênero, mas é divertido e tenso na maior parte de sua duração. Vale gastar o tempo assistindo as desventuras do protagonista e sua busca pela sobrevivência.

Escala de tocância de terror:

Título original: #Saraitda
Diretor: II Cho
Roteiro: II Cho,Matt Naylor
Elenco: Ah-in Yoo, Shin-Hye Park,Bae-soo Jeon e outros
País de origem: Coreia do Sul

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RESENHA: Dominação (2017)

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Dominação

[Por Felipe Macedo]

Estrelado por Aaron Eckhart e produzido por Jason Blum, “Dominação” (Incarnate) mais uma vez mostra a história de um jovem possuído por um demônio poderoso. Nosso herói aqui luta para derrotar o grande mal e salvar o dia. No entanto, o longa tenta vir com uma promessa de abordar o tema de uma forma diferente do que foi mostrado até hoje. (mais…)

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RESENHA: In Search of Darkness (2019)

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Search of Darkness

[Por Frederico Toscano]*

In Search of Darkness é um documentário com uma proposta simples e direta: destrinchar a produção de horror dos Estados Unidos da década de 80. Lançado em maio do ano passado, acabou não chamando tanta atenção no Brasil (ou mesmo lá fora), provavelmente por não ter recebido uma distribuição e divulgação mais abrangentes. O que é compreensível, já que o projeto não saiu de um estúdio convencional, sendo fruto de uma bem-sucedida campanha de arrecadação dos sites Kickstarter e Indiegogo.

Com a meta alcançada e os fundos garantidos, o diretor e roteirista David Weiner deve ter pensado que os apoiadores mereciam ver seu dinheiro bem empregado. E entregou um filme de quatro horas e meia de duração. E pensar que teve gente reclamando de O Irlandês(mais…)

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