conecte-se conosco

Resenhas

ENTREVISTA: Nana Gouvêa sobre “Black Wake”

Publicados

em

nanagouvea-20150811175931

[Por Osvaldo Neto]

No último mês de agosto, o primeiro teaser do horror independente norte-americano “Black Wake” não apenas viralizou nos portais brasileiros especializados em filmes do gênero mas também em páginas de fofoca e celebridades como O Fuxico, EGO e similares. O motivo? A modelo e atriz brasileira Nana Gouvêa interpreta a protagonista da produção, a Dra. Luiza Moreira.

Na ocasião do compartilhamento do 2o. teaser deste longa no Twitter, o Toca o Terror foi retuitado pela própria Nana que fez questão de nos agradecer publicamente pela divulgação. Ela também foi muito gentil ao aceitar o nosso convite para ser entrevistada. O leitor do Toca pode conferir o resultado logo abaixo!

black_wake_nana_gouvea

Nana, primeiramente, obrigado por conversar com o Toca o Terror a respeito de “Black Wake”.

Nana Gouvêa – Toca o Terror, eu é que agradeço e desde já peço desculpas pela demora em responder. Eu estava com minha cabeça totalmente voltada pro fim das gravações de Black Wake que acontece nos próximos dias e não consegui focar na entrevista. Sinto muito mesmo! É que eu queria responder com a atenção que vocês merecem.

01 – “Black Wake” seria a sua estréia em um longa-metragem? Como o projeto chegou em suas mãos?

Nana Gouvêa – Propriamente não. Mas tecnicamente sim. Eu fiz um filme por volta do ano 2000 que nunca cheguei a realmente ver, foi vendido para o Canal Eurochannel e só passou na Europa. O filme se chama “O Filho Pródigo”, do diretor italiano Manoel de Teffé. A personagem Dra. Luiza Moreira de “Black Wake” me foi oferecida pelo diretor Jeremiah Kipp após uma série de testes que eu fiz pra um outro filme dele. Fiquei entre as 2 últimas atrizes pra o personagem de uma rainha de vampiros pra um filme que Jeremiah dirige, mas optaram pela outra atriz. Então Jeremiah me apresentou o script, eu adorei e imediatamente começamos a pensar na produção do filme.

02 – Outras atrizes chegaram a fazer testes para o papel da Dra. Luiza Moreira ou a personagem foi escrita pelo roteirista Jerry Landa pensando em você?

Nana Gouvêa – Que eu saiba, quando Jeremiah me viu nos testes pra vampira do outro filme, ele imediatamente pensou em mim pra personagem da Dra. Luiza. Mas a personagem já estava escrita e o filme todo já estava roteirizado. Ele simplesmente achou a atriz certa no teste errado. (risos)

03 – Você já tinha imaginado que algum dia seria a atriz principal de um filme de horror? Você gosta do gênero?

Nana Gouvêa – Sim, claro! Esse sempre foi meu sonho! Adoro o gênero. Ainda quero fazer muita coisa do gênero.

Nana-atores

04 – Você não ficou um pouco intimidada ao contracenar com Tom Sizemore e Eric Roberts, dois atores com mais de décadas de experiência em filmes de grandes diretores e verdadeiros ‘workaholics’? Gostaria de falar sobre o seu trabalho com mais alguns colegas de elenco?

Nana Gouvêa – Intimidada pelas pessoas deles não. Acho que esse não seria o caso. Mas a presença de atores de peso como Tom Sizemore, Eric Roberts, Jonny Beauchamp, Rich Graff e tantos outros no filme  aumenta a consciência de que o trabalho é serio e de que todos estão fazendo o melhor que podem para o bem maior do filme. Por esse lado sim, a responsabilidade e preocupação em fazer um bom trabalho aumenta muito.

black_wake_beijo_gostoso

05 – Notamos que “Black Wake” dialoga com a estética do ‘found footage’ (A Bruxa de Blair, Cloverfield, Atividade Paranormal) que se encontra em moda nos dias de hoje. Na sua opinião, o que faz com que esse filme seja diferente de tantos outros já lançados?

Nana Gouvêa – Sim, o filme tem o formato ‘found footage’. A diferença é a história e como ela está sendo contada. O drama da Dr. Luiza na busca da cura dessa epidemia, a constante busca dela de uma forma de voltar pra casa, pra sua família. Todos os outros personagens são muito fortes e se apresentam no filme de forma muito justificada, tudo foi muito pensado, tem sempre um porque das câmeras estarem onde estão. As câmeras de “Black Wake” são verdadeiras testemunhas (ou espiãs) da luta e grande jornada de vida dessa mulher com consequências extraordinárias pra toda a humanidade.

06 – Existe uma data de lançamento para o longa e alguma perspectiva de que ele também seja lançado no Brasil?

Nana Gouvêa – Estão acontecendo sérias conversas com distribuidores de várias partes do mundo e esperamos anunciar as datas de lançamento de Black Wake muito em breve. E sim, claro, o Brasil está no topo das nossas prioridades.

Obrigado, mais uma vez, pelo seu tempo e atenção conosco e com o fã brasileiro de horror, Nana. 🙂

Eu te agradeço muito, querido! Deus te abençoe.
Também sou fã de terror! Estamos juntos!!! (risos).
Bjus!!!

Continue lendo
Clique para comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Resenhas

DICA DA SEMANA: Maratona “The Bat Pack”

Publicados

em

The Bat Pack

Mesmo não sendo as primeiras grandes estrelas do gênero, pois na era de ouro da Universal tivemos Lugosi, Karloff e Lon Chaney, esses três aqui marcaram forte presença nas décadas seguintes e moldaram o cinema de terror do Século XX. Aproveitando a semana de aniversário do “The Bat Pack”: Peter Cushing, nascido em 26 de maio de 1913; Vincent Price, nascido em 27 de maio de 1911; e Christopher Lee, nascido em 27 de maio de 1922, minha dica aproveita a quarentena e vira uma super-dica!

The Bat Pack – Conhecendo três lendas

Vincent Price era o mais velho deles e o primeiro a fazer um filme de gênero. Price tinha uma proveitosa carreira como coadjuvante em grandes produções até protagonizar “Museu de Cera” (1953) e depois, “A Mosca da Cabeça Branca” (1958). Fincou o pé no gênero ao trabalhar com o ícone William Castle em produções como “A Casa dos Maus Espíritos” e “Força Diabólica” (ambos, de 1959) e depois veio a parceria com Roger Corman em produções, digamos, mais modestas, que renderam dezenas de filme eternizados na memória dos fãs do gênero.

Peter Cushing já era bem conhecido na televisão britânica quando foi contratado para fazer “A Maldição de Frankenstein” (1957), de Terence Fisher, e o papel bateu o martelo em seu estrelato. Sua carreira subseqüente inclui interpretar Victor Frankenstein mais cinco vezes, Van Helsing cinco vezes e Sherlock Holmes uma vez no cinema e na TV, além de vários outros papéis, sem esquecer que também interpretou o célebre Doctor Who em dois filmes!

Christopher Lee foi contratado para interpretar o monstro de “A Maldição de Frankenstein” (1957) praticamente devido à sua altura. Em seguida foi recontratado para interpretar o Conde Drácula em O Vampiro da Noite” (1958), e o filme o lançou ao estrelato. Interpretou o temível vampiro por várias vezes e, mesmo querendo fazer papéis “mais sérios”, ficou enterrado (risos) no gênero.

The Bat Pack – O legado

A décadas de 70 e 80 “escantearam” os monstros fictícios, deram voz a monstros mais reais (e surreais) e as carreiras dos três atores foram perdendo a força que tinham nas décadas anteriores. Ainda assim, a figura deles marcou gerações de fãs, que depois vieram a ser grandes diretores, e que tiveram a chance de trabalhar com seus ídolos do passado. Gente como Tim Burton (Edward Mãos de Tesoura), Peter Jackson (O Senhor dos Anéis) e George Lucas (Star Wars) ajudou cada um deles ao seu modo, escalando-os para papeis em suas produções.

The Bat Pack – A maratona

Mas vamos ao que interessa? Aproveitando a ótima pesquisa feita por nosso amigo e constante colaborador Givaldo Oliveira (aqui, aqui e aqui, por exemplo), e o fato da necessidade do isolamento social devido à pandemia do COVID-19, que tal uma maratona com nada mais nada menos que TODOS os filmes que estão disponíveis a 1 clique de distância no Youtube (tem até filme com 2 deles contracenando juntos!). Corra antes que apaguem!

Horror Express

As Profecias do Dr. Terror

Horror Hotel (A Cidade dos Mortos)

O Cão dos Baskervilles

O Demônio de Fogo

Terror na Penumbra

O Soro Maldito

O Metrô da Morte

O Passado Tenebroso

O Castelo dos Mortos-Vivos

O Trem da Morte

Hércules no Centro da Terra

A Casa Que Pingava Sangue

Os Ritos Satânicos de Drácula

O Último Unicórnio

Hannie Caulder- Desejo de Vingança

Passageiros do Inferno

Máscaras da Morte

O Asilo do Terror

Trama Sinistra (A Maldição dos Gatos)

Carmilla – A Vampira de Karnstein

A Fera Deve Morrer

Contos do Além

O Ente Diabólico (O Carniçal)

O Caçador de Bruxas

A Mansão do Morcego

A Máscara da Morte Rubra (A Orgia da Morte)

O Túmulo Sinistro

A Casa das Sete Torres

As Sete Máscaras da Morte (Teatro da Morte)

A Casa dos Maus Espíritos

Farsa Trágica

Mortos Que Matam

Clube dos Monstros

O Uivo da Bruxa

Nefertiti: a Rainha do Nilo

O Abominável Dr. Phibes

A Câmara de Horrores do Abominável Dr Phibes

Os Chacais

Robur – O Conquistador do Mundo

Boa diversão!

Continue lendo

Resenhas

RESENHA: O Que Nos Mantêm Vivos (2018)

Publicados

em

O Que Nos Mantêm Vivos

O cinema com temática LGBTQI+ está cada vez mais ganhando visibilidade. Dentre os gêneros abordados, o terror também se encontra presente. Pessoalmente não conheço muitos filmes com uma pegada séria, uma vez que sempre acabam flertando com a comédia, como é o caso de “Matadores de Vampiras Lésbicas” (2009) ou “The Curse of the Queerwolf” (1988). Existem, sim filmes mais sérios como “Parceiros da Noite” (1980), mas obviamente são casos raros. Recentemente, navegando pela Amazon Prime, descobri o filme “O Que Nos Mantêm Vivos”, um filme de terror de sobrevivência estrelado por um casal lésbico.

A trama acompanha o casal Jackie e Jules que está comemorando o seu primeiro ano de casamento indo para uma casa de campo. As coisas começam bem, mas alguns segredos e mentiras vêm à tona e o que seria um fim de semana romântico se torna um pesadelo imprevisível. Falar mais que isso seria spoiler e já adianto que evitem o trailer antes de assistir, pois ele conta o filme todo.

Casais apaixonados em casas no meio do nada sendo apavorados não é algo novo e esse filme tenta não reinventar a roda, mesmo com seus momentos de surpresa. As duas atrizes seguram as pontas e dão mais camadas às suas personagens na medida em que o caos emerge. O jogo de gato e rato é interessante e por vezes instigante, me lembrando o superior “Hush – A Morte Ouve” (2014). A direção consegue na maior parte do tempo captar a tensão e a loucura, mesmo que em alguns momentos escorregadios, as cenas se transformem em algo quase caricato.

Uma coisa que me incomodou em “O Que Nos Mantêm Vivos” foi o uso de estereótipos para caracterizar as personagens. Na maioria dos filmes do gênero sempre parece uma regra ter que se colocar alguém do casal de forma mais masculinizada para se ter uma distinção do seu par. Isso vale para casais gays também, claro. É como se a audiência hétero não pudesse enxergá-los simplesmente como um casal se não tiver essas características aparentes. Outra coisa que me irritou foi se utilizar do manjado artifício da burrice de certa personagem para fazer a trama prosseguir. Ficam claras várias possibilidades, mas o roteiro teima em ir pelo caminho mais fácil.

Embora o filme apele mais para o psicológico, o gore aparece aqui e ali para salpicar a tela de vermelho. No fim é um bom filme que te prende até o final, mesmo por vezes te fazendo virar os olhos em descrédito. Divertido, “O Que Nos Mantêm Vivos” merece ser mais visto.

Escala de tocância de terror:

Título original: What Keeps You Alive
Direção e roteiro: Colin Minihan
Elenco: Hannah Emily Anderson, Britany Allen, Joey Klein
Ano de lançamento: 2018
País de origem: Canadá

Continue lendo

Resenhas

RESENHA: Byzantium (2012)

Publicados

em

Byzantium

[Por Júlio César Carvalho]

Após 18 anos da estreia de Entrevista Com o Vampiro, Neil Jordan voltou ao gênero que o consagrou e escolheu uma espécie de reinvenção dos tão famosos vampiros. O longa é adaptado a partir da peça teatral A Vampire Story da escritora Moira Buffini que também assina o roteiro.

byzantium2

Byzantium conta a história de Clara e Eleanor. Mãe e filha que fingem ser irmãs e fazem de tudo para sobreviver ao longo de 2 séculos de existência. Apesar da sinopse e chamadas publicitárias dizerem que se trata de um filme de vampiros, o longa deixa bem claro que não é bem isso. Em certos momentos a palavra “vampiro” é até citada, mas sempre de uma forma vaga afim de evitar debate sobre o assunto.

Na verdade, as criaturas aqui mostradas aqui se denominam “sucrientes“. Esses seres precisam de permissão para entrar, tem imortalidade e sede de sangue como via de regra, mas as semelhanças com os vampiros tradicionais param por aí. Esqueça a aversão à luz do dia, do alho, super força ou habilidades sobre-humanas. Ninguém morde ou transforma outrem aqui. Os tais sucrientes usam a unha do polegar, em vez dos caninos, que cresce de uma forma que possa ser usada para perfurar suas vítimas afim de se alimentar.

byzantium3

Tudo aqui gira em torno das nossas heroínas. Clara é exatamente como descrita por sua filha: “Cheia de segredos. Minha salvadora. Meu fardo. Minha musa“. Vivida pela linda Gemma Arterton, a personagem cativa, seduz e assusta com toda sua sensibilidade, sexualidade e brutalidade na qual é retratada. Já sua filha, Eleanor, é a eterna adolescente que parece não ter amadurecido muito em 200 anos de existência, sendo como ela mesmo diz em certo momento “tenho 16 anos pra sempre”. Uma verdade incontestável. Apesar do bom trabalho da atriz Saoirse Roman, Eleanor torna-se uma personagem intragável em alguns momentos, mas justificável já que realmente não deve ser nada agradável “viver” daquela forma.

byzantium

Com uma direção impecável de ninguém menos que Neil Jordan, Byzantium é tecnicamente muito bem cuidado. O deslumbre visual é um dos pontos fortes desse longa que conta com a bela fotografia de Sean Bobbitt (Shame e 12 anos de Escravidão), que nos presenteia com quadros espetaculares. A trilha de Javier Navarrete (O Labirinto do Fauno) também chama a atenção por sua sensibilidade.

Com um enfoque no arco dramático das duas personagens principais, Byzantium acaba deixando os elementos fantásticos e o terror em segundo plano na maior parte do tempo. O roteiro segue uma ordem cronológica linear com interferências de flashbacks que vão ficando frequentes a medida que o filme avança, o que mantém o clima de mistério e tensão. O longa não hesita em fazer uma analogia clara a cultura milenar patriarcal que assola as mulheres e veem nelas uma ameaça potencial, necessitando assim, a repressão das mesmas afim de preservar a “ordem”.

Há romancezinho adolescente? Sim, mas nesse caso não chega a ser nocivo para o todo. Na verdade, o jovem casal rende bons diálogos sobre crises existenciais deixando o lado meloso quase que inexistente. O que move a trama em Byzantium é o constante clima de urgência que parte da premissa de que nossas heroínas estão sempre em fuga. Vivendo como nômades, fazem de tudo, principalmente a mãe, para apenas sobreviver. O breve clima de road movie desaparece quando elas encontram abrigo em um albergue que dá nome ao título, deixando o filme mais lento. A ameaça aqui tem peso na trama, pois seus caçadores soam como um perigo real. Sobre toda mitologia apresentada, tem muito a ser falado, mas aí seria spoiler.

byzantium4

Em tempos de “vampiros purpurinados”, Byzantium surge como um exemplo de que se pode reinventar algo sem cair no ridículo. O final pode até ser um pouco sem sal e tentar forçar uma possível continuação (que espero que nunca aconteça), mas funciona dentro do contexto.

Escala de tocância de terror:

Direção: Neil Jordan
Roteiro: Moira Buffini
Elenco: Saoirse Ronan, Gemma Arterton e Sam Riley
Origem: Reino Unido, EUA e Irlanda

Continue lendo

Trending