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Resenhas

RESENHA: The Strain (2ª Temporada, 2015)

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THE STRAIN -- Pictured: Key Art

Por Geraldo de Fraga

A primeira temporada de The Strain funcionou muito bem durante boa parte dos seus 13 episódios. A série nos apresentou um interessante novo tipo de vampiro (com um conceito puxado mais para a ficção científica), personagens legais, bons efeitos especiais e um clima apocalíptico pouco visto nesse tipo de subgênero, onde o bebedores de sangue preferem manter a discrição.
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Só que tudo mostrado no primeiro ano foi uma espécie de preparação para um confronto entre heróis e vilões que, como sabemos, não vai acontecer agora. Então, por mais que a série seja uma história já fechada (pois é baseada nos livros escritos por Guillermo del Toro e Chuck Hogan), os produtores vão esticar tudo, enquanto o programa estiver fazendo sucesso.

E ela realmente está, pois em 2016 teremos uma nova temporada. Esse é o problema principal desse segundo ano. Como não deixar a história correr tanto e, ao mesmo tempo, enxertar coisas que não deixem o ritmo cair? The Strain não consegue, por isso temos muitos altos e baixos.

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Para elencar os pontos positivos, vamos começar pelo visual. Sim, o sangue continua jorrando e as línguas gigantescas das criaturas seguem sendo mostradas a valer. Alguns flashbacks, que podem até estarem sendo usados para encher linguiça, pelo menos são bem interessantes e mostram um pouco do passado dos três personagens mais legais: Abraham Setrakian (David Bradley), Thomas Eichorst (Richard Sammel) e Jonathan Hyde (Eldritch Palmer).

Por outro lado, o presente se complica. O núcleo principal parece perdido em suas ações. Pelo menos, os “fodões” Vasiliy Fet (Kevin Durand) e Dutch Velders (Ruta Gedmintas) continuam carismáticos. Os outros dois protagonistas, Ephraim Goodweather (Corey Stoll) e Nora Martinez (Mía Maestro), seguem à frente da resistência, mas parece que suas funções se esgotaram na trama.

Screenshot_2015-07-21-07-23-39Trama essa, que, como era de se esperar, se desfez de alguns personagens e inseriu outros, mas nenhum funcionou a ponto de sacudir a série, com exceção da vereadora reaça Justine Feraldo (Samantha Mathis), que vira uma espécie de líder contra as criaturas. Os vilões continuam com seus planos de dominação, mas com crises internas. E no meio da confusão toda, um deles até arrumou tempo para um romance. Um novo “herói” que surge, no estilo Blade, também foi bem decepcionante, pois teve todo um potencial desperdiçado.

The Strain perdeu o encanto inicial. Não que tenha ficado ruim, mas apenas ficou normal. Todo aquele sopro de criatividade do começo caiu na mesmice. Mas como estamos falando de uma série de Del Toro, fica a esperança de dias melhores. Porém, torçamos para que a ganância dos produtores não fale mais alto e a história seja contada em seu tempo, pois alongá-la demais não dará certo.

Escala de tocância de terror:

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1 comentário

  1. dan

    13 de outubro de 2015 a 20:10

    concordo plenamente com a critica!a primeira temporada segurava o espectador,coisa que essa ao pelo menos comigo não foi possivel..muito arrastada e sem novidades interessantes,apenas mais do mesmo de uma historia que tinha e ainda tem muito potencial para nos surpreender!

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marianne
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