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RESENHA: Howl (2015)

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Howl

Por Júlio Carvalho

A parada é o seguinte: Em uma noite chuvosa de lua cheia, os ocupantes de um trem se veem presos ao mesmo quando, misteriosamente, a máquina para no meio do nada. A merda começa a feder mesmo quando os passageiros e alguns funcionários resolvem procurar o maquinista lá fora e acabam o encontrando meio devorado a poucos metros do trem. Em pânico, todos resolvem voltar pra o transporte e lá dentro percebem que estão cercados por criaturas nada simpáticas.

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A produção é modesta, mas tem um certo cuidado estético. A fotografia, por exemplo, tem uma paleta de cores interessante com tons azuis acinzentados predominantes e detalhes em vermelho forte em partes do cenário e roupas dos personagens. Dirigido por Paul Hyett (The Seasoning House, 2012), Howl apresenta inicialmente uma boa narrativa, mas também muitos clichês irritantes. O fato de terem sempre personagens antagônicos em cada vagão para conflitar é legal, mas também cansativo, como, por exemplo, temos o vagão dos idosos X adolescente; o vagão do machista fortão X a mulher independente e confusa; o vagão do nerd desengonçado X o galã inteligente; e por aí vai nessa dinâmica.

Howl começa bem, mas infelizmente alguns pequenos escorregos já dão sinais de que o filme não passa de mais uma cilada. O mal gosto aqui parece proposital, como quando a criatura caminhando lá fora, dá uma de Freddy Krueger arranhando a lataria do vagão pra nos causar arrepio e quando nos mostra uma externa onde o trem é claramente concebido por um CGI de quinta. Vamos combinar que não tinha pra quê, né?

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Mas ainda sim, o longa segue bem com seu clima tenso e claustrofóbico só que aí a criatura é revelada e puta que o pariu: EITA MONSTRO TOSCO DO CARALHO! Eu ri. Sério. Não vale nem a descrição do bicho. Lembrei logo de Tusk, do Kevin Smith. Daí vocês tiram o nível do “lobisomem” dessa produção britânica. E o pior é que os realizadores devem ter achado o máximo pois a partir de agora, essa “alaursa depilada” passa a ser mostrada as claras, a todo momento e aos montes! (não é spoiler pois tem no trailer(!))
Daí pra frente o filme vira bagunça e começa a enxurrada de clichês. Apesar de ter seus bons momentos aqui e ali indo pra um um terceiro ato frenético e sanguinolento, tudo acaba, ironicamente, se mostrando mais cansativo do que sua primeira metade onde nada acontecia com tanta urgência. O que se imaginar sobre os destinos dos personagens, vai acontecer de tão previsível que é. E o final, enfim… assista.
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Howl pode até servir de passatempo por conta de alguns bons momentos, mas só comprova o quanto os lobisomens estão mal representados no cinema de horror atual. Aqui, nem um visual decente essas pobres criaturas tiveram direito. Cadê respeito?

Nota: Se eu tivesse visto o trailer antes, com certeza não teria assistido o filme. Infelizmente não foi assim comigo e tô com raiva até agora.

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Escala de tocância de terror:
Direção: Paul Hyett
Roteiro: Mark Huckerby, Nick Ostler
Elenco: Elliot Cowan, Rosie Day, Calvin Dean
Origem: Reino Unido
https://www.youtube.com/watch?v=dHm8t9fCxeY
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1 comentário

  1. Helton Azevedo

    1 de dezembro de 2015 a 13:02

    Puxa vida! Faz tempo q não vejo algo legal sobre lobisomens. Os últimos foram When Animals Dream (muito bom) e Wer (mais ou menos).

  2. Marcio Barros

    10 de dezembro de 2015 a 13:30

    Um filme que me agradou foi o Late Fases, onde um veterano sego vai morar num condominio de idosos, mas os velhinhos estão sofrendo ataques violentos de supostos “animais selvagens”, vale uma conferida!
    Sobre o Howl, sei lá o visual do lobisomen nem é tão ruim assim, o filme vale como diverção, só de não ver o lobisomem não ser um lobo grande já ganha 10 pontos, o Julio devia estar sem saco haha

  3. Maylon

    17 de abril de 2017 a 22:54

    Eu gostei muito do filme Howl, tem um tom frenético de suspense, a parte estética é incrível, e o visual do lobisomem nem é ruim. Pode-se observar que cada filme de lobisomem a criatura tem um visual diferente, ou seja, as produções são com teorias diferentes, os produtores tem idéias diferentes. Enfim, nota 10 para Howl.!

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SÉRIE: What We Do in the Shadows (2019)

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What We Do in the Shadows

Na próxima quinta (15 de abril), estreia no canal FX dos EUA a segunda temporada de What We Do in the Shadows, série baseada no filme de mesmo nome lançado em 2014. Aqui no Brasil, sua primeira temporada foi exibida no ano passado pela Fox Premium. Vamos aproveitar então o retorno do programa lá fora para tecer algumas linhas sobre a atração.

Se você assistiu ao filme, fique sabendo que a mecânica é a mesma do longa. Uma equipe de filmagem que nunca aparece acompanha a rotina de três vampiros centenários que vivem na mesma casa e tentam se adequar ao mundo moderno. A principal mudança em relação à obra original é que a história se passa nos EUA, mais precisamente em Staten Island, Nova York.

O elenco também é outro Com a adição de uma personagem feminina, Nadja (Natasia Demetriou), e do lacaio Guillermo (Harvey Guillén), o trio de vampiros se completa com Nandor (Kayvan Novak) e Laszlo (Matt Berry). Há ainda um personagem recorrente, Colin Robinson (Mark Proksch), um humano que se apresenta como “vampiro de energia” e que se alimenta da força vital das pessoas, deixando-as entediadas.

A vida deles segue tranquila, até que eles são obrigados a receber como hóspede o barão Afanas (Doug Jones coberto de maquiagem, para variar), um vampiro milenar que vem da Europa e sonha em conquistar a América. Apesar desse ponto de partida, o enredo não se apega muito a ele. Como seriado, What We Do in the Shadows é basicamente uma sitcom, na qual o roteiro tenta brincar com os clichês da mitologia e da cultura pop.

No filme isso deu muito certo, mas ao longo de 10 capítulos, a série não se sustenta. Há momentos brilhantes, mas eles são raridades. Destaque para os episódios The Trial, com a participação de vários atores que interpretaram vampiros no cinema (como Wesley Snipes e Danny Trejo), e The Orgy, no qual, como o próprio nome diz, uma orgia vampírica é organizada, sem muito sucesso.

Porém, a impressão que fica é que assistir What We Do in the Shadows é um grande esforço para poucas risadas, mesmo que seus capítulos tenham apenas 30 minutos em média. Uma pena, pois o elenco todo é muito bom. Esperamos que nessa segunda temporada, os roteiristas estejam mais inspirados.

Escala de tocância de terror:

Direção: Jemaine Clement e Taika Waititi
Roteiro: Jemaine Clement e Taika Waititi
Elenco: Kayvan Novak, Matt Berry e Natasia Demetriou
Origem: EUA

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RESENHA: Maria e João – O Conto das Bruxas (2020)

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Maria e João

MARIA E JOÃO – O CONTO DAS BRUXAS é inspirado num dos contos mais conhecidos dos irmãos Grimm que já foi adaptado várias vezes pras telas. Até uma versão estilizada estrelando o Gavião Arqueiro dos Vingadores já teve! Agora é a vez de Osgood “Oz” Perkins dar sua visão à história optando pelo horror de fato nos oferecendo uma fábula cruel e cabulosa típica dos contos originais. (mais…)

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RESENHA: Quando as Luzes se Apagam (2016)

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Quando as Luzes se Apagam

[Por Jarmeson de Lima]

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