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Resenhas

RESENHA: The Walking Dead (6ª Temporada)

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[Por Geraldo de Fraga]

* Cuidado! Texto com spoilers

Como é normal em The Walking Dead, a série entrou em recesso após o oitavo episódio e só retorna em fevereiro. Nessa primeira metade, os roteiristas resolveram sacudir a história com um mistério envolvendo a suposta morte de Glenn (Steven Yeun), um dos mocinhos mais queridos pelos fãs. No terceiro capítulo, o personagem se vê encurralado por dezenas de zumbis, numa situação praticamente impossível de escapar. Mas, sim, ele sai ileso.

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O suspense a respeito da morte de Glenn, foi a saída encontrada para agitar uma história que se encontra em um ciclo de repetições há muito tempo. Deu certo em alguma coisa: o público se comoveu, choveram comentários e memes nas redes sociais e a tensão pelo fim do mistério aumentou a audiência do programa. Mas, na narrativa central, pouco acrescentou, já que ele retornou ainda na primeira parte.

Esse mistério meia boca diz muito sobre o andamento do programa. A temporada começou com um plano audacioso de Rick (Andrew Lincoln) para evitar que uma horda de zumbis chegasse à Alexandria. No meio dessa operação, o refúgio é atacado pelos Wolves, e temos aí várias situações de tensão. Tirando um tedioso episódio do tipo flashback, que mostrou porque Morgan (Lennie James) se recusa a matar pessoas, todos os outros capítulos foram focados na ação.

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Mas mesmo que a dinâmica tenha melhorado em relação aos anos anteriores, The Walking Dead ainda não largou completamente os momentos de enrolação e cenas inúteis, como quando Spencer (Austin Nichols) tenta passar com uma corda por cima dos zumbis e cria um climão do tipo “não podemos nos arriscar assim”.

O roteiro também continua enchendo linguiça com diálogos que emulam profundidade, mas na verdade soam mais piegas do que qualquer outra coisa. Querem exemplos? a conversa entre Rick e Deanna, quando ela está prestes a morrer, após ser mordida por um zumbi, e o encontro entre Denise (Merritt Wever) e um dos Wolves aprisionado por Morgan.

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Ainda esse ano, entrará em cena um dos vilões que faz parte do universo dos quadrinhos: Negan, que será interpretado por Jeffrey Dean Morgan. Mas ele só deve aparecer no último episódio da temporada. Com Alexandria tomada por zumbis, após uma igreja abandonada tombar e derrubar o muro, a tendência é que alguns personagens se separem. Com isso teremos mais arcos para acompanhar. Será que The Walking Dead terá fôlego para entregar algo interessante agora? Seguimos aguardando…

Escala de tocância de terror:
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RESENHA: Quando as Luzes se Apagam (2016)

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Quando as Luzes se Apagam

[Por Jarmeson de Lima]

Em sua essência, “Quando as Luzes se Apagam” é mais um drama familiar sobrenatural. Temos aqui uma mãe traumatizada, uma criança assustada, um pai desaparecido e uma filha rebelde compondo o núcleo principal desta produção que nos envolve em uma trama alegórica sobre o medo do escuro.
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RESENHA: A Visita (2015)

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A Visita

Por Júlio César Carvalho

Para uns, M. Night Shyamalam é um gênio, mas pra outros, o diretor não passa de uma farsa. Na minha visão, a carreira do rapaz se resume assim: em 1999, Shyamalam ganhou a atenção do mundo com o clássico contemporâneo O Sexto Sentido (The Sixth Sense) e em seguida, se superou com o ótimo Corpo Fechado (Unbreakable, 2000). Depois vieram Sinais (Signs, 2002) e A Vila (The Village, 2004) que apesar de bons, começaram a causar dúvidas em muitos a respeito da sua suposta genialidade. (mais…)

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RESENHA: O Poço (2020)

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O Poço

Com uma produção modesta com apoio do governo espanhol e distribuição da Netflix, “O Poço” (El Hoyo) mescla mistério, drama e ficção científica numa trama que é fácil de resumir, mas difícil de explicar. Assim como obras como “Cubo” e “Demônio“, a ação deste filme se concentra em alguns poucos cenários, restando aos atores imprimir um trabalho que chama a atenção do público.

O estreante em direção de longas, Galder Gaztelu-Urrutia, apresenta aqui uma história que se passa em uma espécie de prisão vertical, em que cada andar abriga dois presos. A plataforma não possui grades ou janelas… apenas as paredes, camas e um buraco no chão e no teto que é por onde uma vez por dia desce uma grande mesa de comida.

E é através do comportamento dos presos frente às refeições que são destrinchadas analogias sociais de opressão, solidariedade e das relações de poder que vão de cima para baixo literalmente. Quem tem sorte de ficar nos níveis superiores tem a chance de comer as refeições com os pratos ainda intactos e limpinhos. Já quem está mais abaixo vai tendo que se contentar com o que vai sobrando sem que nehum dos confinados tenha a preocupação de deixar algo para quem vai se alimentar depois. 

Nesta situação de isolamento dividida em um lugar onde você não queria estar e com quem você não queria conviver, o lado obscuro de cada um se revela e podemos esperar o pior na medida em que vemos o que acontece nos níveis inferiores do Poço. Podia ser só um filme tipo crítica social ao sistema carcerário, mas ele abrange uma metáfora maior sobre nossa presença no mundo e nossa responsabilidade diante da escassez e desperdício de alimentos.

Apesar de ter um ritmo mais reflexivo, “O Poço” sempre guarda cenas impactantes (e com boa dose de gore) no desdobramento de sua história garantindo uma certa fluidez pra quem assiste. Obras assim que oferecem algo a mais do que aparentam estão em falta no cardápio da Netflix, mas são sempre bem vindas.

Escala de tocância de terror:

Título original: El Hoyo
Diretor: Galder Gaztelu-Urrutia
Roteirista: David Desola
Elenco: Ivan Massagué, Zorion Eguileor, Antonia San Juan
País de origem: Espanha

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