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RESENHA: Bone Tomahawk (2015)

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Por Júlio Carvalho

Estamos praticamente no fim de 2015 e Bone Tomahawk veio para nos mostrar que nem tudo está perdido pra o cinema de horror neste ano. Temos aqui um filme de faroeste que seria comum se não fosse por uma espécie de tribo de canibais tocando o terror pra cima dos cowboys americanos.

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Escrito e dirigido pelo estreante S. Craig Zahler, o faroeste de horror tem a seguinte premissa (segundo o IMDB – em tradução livre): Quatro homens seguem em pleno oeste selvagem a fim de resgatar um grupo que fora capturado por “nativos das cavernas”(!). Aí você pensa: Mas que bosta! E é justamente aí que você se engana. Bone Tomahawk já começa bruto e expositivo nos mostrando qual ameaça está por vir. Eis que um pulo temporal de onze dias nos leva para a pacata Bright Hope onde somos apresentados aos nossos heróis em questão.

A competência da produção está principalmente na construção dos personagens. Isso faz muita diferença, pois nos faz se importar com os destinos dos mesmos. Não há aqui, dentre os principais, personagem descartável. Vale destacar Chicory, o velho agente da polícia concebido brilhantemente por Richard Jenkins, que nos rende as melhores falas do filme. Temos também nomes como Kurt Russel (Fuga de Nova York, Enigma de Outro Mundo) encarnando o honesto e carrancudo Xerife Hunt. A linda Lili Simmons no papel da forte Samantha que, por sua vez, é esposa do determinado capataz Arthur O’Dwyer, vivido pelo já conhecido Patrick Wilson (Invocação do Mal, Sobrenatural).

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Bone Tomahawk mostra pouco, mas mostra “bonito”. É verdade que não é um festival de gore gratuito como no fraquíssimo Canibais de Eli Roth, mas choca muito mais. Há uma morte em particular que vai ficar na sua cabeça. Garanto! A violência visual não se resume apenas a cenas de mutilação, mas tem também certas visões perturbadoras como as das mulheres do clã de canibais. A fotografia também merece destaque com seu tom quente e quase sépia que dá o tom western da proposta. Vale lembrar que apesar de se passar quase que inteiramente durante o dia nos conferindo belas paisagens, Bone Tomahawk rende bons momentos de horror.

Há sim pontos negativos aqui. Como por exemplo, o fato dos tais “trogloditas” – é como são chamados os canibais aqui para serem diferenciados dos índios – praticamente “darem as caras” logo de início. Isso nos dá uma certa vantagem sobre o grupo de resgate que não faz ideia do que os espera, mas também tira um pouco do mistério. Além disso, poderia ser mais curto – 2h12min é um pouco demais – e com uma jornada mais resumida. Ok… é necessária pra desenvolver os personagens, mas há momentos repetitivos sim.

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Também temos presenças breves, porém ilustres, de alguns já conhecidos como Sid Haig (O Capitão Spaulding de A Casa dos Mil Corpos e Rejeitados pelo Diabo), Zahn MacClarnon (Hanzee da 2ª temp de Fargo) e até Michael Paré (Ruas de Fogo). Em suma, Bone Tomahawk é uma produção competente que é bem executada, tem bons diálogos e bem atuada que deve ser visto por qualquer fã de western e de horror que se preze.
Escala de tocância de terror:
Direção: S. Craig Zahler
Roteiro: S. Craig Zahler
Elenco: Kurt Russel, Patrick Wilson, Lili Simmons e Richard Jerkins
Origem: EUA

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1 comentário

  1. Rafael Strelow Leite

    26 de setembro de 2016 a 13:59

    Western super bem conduzido mesmo.
    O fator Gore eh bem inusitado ao gênero, mas aplicado na hora certa… A “tal morte” nua e crua me atordoou literalmente na cadeira.
    Para um primeiro filme do diretor, merecidos 9,0!

  2. Analina

    7 de fevereiro de 2019 a 09:21

    Sinistrão. As coisas demoram muito pra acontecer, mas quando acontecem são chocantes. Meu personagem favorito foi o do vaidoso Brooder, que era o único com sangue nos olhos, meticuloso… E só um pouco emocional (com a égua, sensacional). A morte foi terrível mesmo, aliás as três, mas a terceira, sem dúvida, a mais impressionante. Ótimas atuações! Acrescentaria um final explosivo, porque curto extermínio do que não presta.

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marianne
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