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RESENHA: Canibais (2013)

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Por Júlio Carvalho

Eis que o novo longa de Eli Roth demorou, mas saiu. A produção veio se arrastando desde 2013 com trailers, virais de público passando mal em pequenas exibições etc, rodou nuns festivais aqui e ali, mas só esse ano que estreou no circuito mundial. E a real é que: Canibais não agrada nem se for encarado como uma singela homenagem ao clássico Holocausto Canibal de 1980.

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O roteiro escrito por Guillermo Amoedo e Eli Roth, apesar de se sustentar em uma premissa já manjada por amantes do gênero, não consegue construir um clima de tensão que o tema promete.Também há um excesso de pequenas revelações que só servem para parecer surpreendente. E o que falta de competência pra desenvolver os personagens, sobra em preconceitos, misoginia, homofobia, xenofobia, enfim. É, além de tudo, um festival de piadinhas de extremo mal gosto e claro, sem graça.

Canibais é muito mal resolvido visualmente. O longa tem claramente a intenção de soar realista e adota uma filmagem que flerta com o documental, mas em contrapartida opta por uma paleta de cores extremamente vívida e cristalina. Essa contradição estética tira todo o peso de realismo que o filme poderia ter. É uma pena pois ótimo trabalho de efeitos práticos de maquiagem gore perdem impacto em certos momentos. É bem estranho se lembrarmos de seus filmes anteriores O Albergue 1 e 2 (Hostel, 2005 e 2007) em que tudo é sujo e nojento. Ah! E vale destacar umas formigas geradas por computador que perdem pra qualquer efeito vagabundo de aplicativo de VFX pra celular.

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Com alguns poucos momentos, como a queda do avião, o filme tem uma narrativa cansativa que (mal) se sustenta pela violência gráfica. Tudo bem que acerta com uma sacadinha no seu terceiro ato que merece aqui um certo reconhecimento, mas ao mesmo tempo deixa o medo de uma possível continuação.

Então, a conclusão mais do que óbvia é que Canibais se mostra tão medíocre quanto seu realizador e só reforça o quanto Eli Roth tá muito longe de ser um cineasta de peso. Sinceramente, duvido muito que um dia chegue a ser.

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Escala de tocância de terror:

Título original: The Green Inferno
Direção: Eli Roth
Roteiro: Guillermo Amoedo e Eli Roth
Elenco: Lorenza Izzo, Ariel Levy, Aaron Burns
Origem: EUA / Chile

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SÉRIE: Castlevania (2017)

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Castlevania

[Por Felipe Macedo]

Sou gamer desde de quando me entendo por gente e passei boa parte da minha vida me divertindo (e me estressando) com essa mídia. Conheci a série Castlevania nos 16bits e já sabia que era uma franquia já bastante estabelecida antes (em 8 bits), mais precisamente no nintendinho. Passei várias tardes dando chicotadas em lobisomens, medusas, zumbis e claro no vampirão mais famoso do mundo: O Conde Drácula. (mais…)

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RESENHA: #Alive (2020)

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Alive

O cinema sul coreano ganhou uma visibilidade incrivel nos últimos anos e hoje não é tão raro ver obras vindas de lá aportarem no cinema. Mas é claro que com a pandemia as coisas foram freadas e alguns filmes estão ganhando destaque via streaming. Este é o caso de #Alive, filme que estreou em seu país na reabertura dos cinemas com bastante êxito e está sendo distribuído mundialmente pela Netflix.

A trama acompanha um jovem rapaz, que sozinho no apartamento da família, tenta sobreviver a uma epidemia mortal que transforma os cidadãos em zumbis sedentos por carne humana. No passar de vários dias, com comida e água acabando e ataques cada vez piores das criaturas, o rapaz coloca em cheque a promessa que fez ao pai de sobreviver. E aos trancos e barrancos ele tentará cumprir o que foi pedido.

#Alive é um bom filme de zumbis que não coloca nada de novo na mesa, mas traz o básico que, em sua maior parte, é competente. O longa não enrola e logo nos primeiros minutos a confusão e o caos predominam. A primeira parte é a melhor, se passando em praticamente um único cenário, mostrando bem a sensação de solidão e medo do personagem com cenas de ação pontuais e mais comedidas. Vale comentar a ótima maquiagem dos monstros que lembram o conterrâneo “Invasão Zumbi” (Train to Busan).

Outra semelhança com o longa de zumbis mais famoso é a ambientação minimalista e o país. Sinceramente, essa sim deveria ser a sequência real dele, pois mesmo não sendo perfeita, se mostra bem superior à continuação oficial, chamanda “Península”.

Os problemas de #Alive vêm à tona em sua segunda metade, onde as sequências de ação se tornam inverossímeis demais (até para um filme de zumbis)… Meio que a produção se rende ao espetáculo ocidental apresentando exageros que tiram a atenção diversas vezes. O clímax acaba sendo forçado e emotivo demais querendo a todo custo arrancar lágrimas do público.

Concluindo… #Alive não é um divisor de águas do gênero, mas é divertido e tenso na maior parte de sua duração. Vale gastar o tempo assistindo as desventuras do protagonista e sua busca pela sobrevivência.

Escala de tocância de terror:

Título original: #Saraitda
Diretor: II Cho
Roteiro: II Cho,Matt Naylor
Elenco: Ah-in Yoo, Shin-Hye Park,Bae-soo Jeon e outros
País de origem: Coreia do Sul

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RESENHA: In Search of Darkness (2019)

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Search of Darkness

[Por Frederico Toscano]*

In Search of Darkness é um documentário com uma proposta simples e direta: destrinchar a produção de horror dos Estados Unidos da década de 80. Lançado em maio do ano passado, acabou não chamando tanta atenção no Brasil (ou mesmo lá fora), provavelmente por não ter recebido uma distribuição e divulgação mais abrangentes. O que é compreensível, já que o projeto não saiu de um estúdio convencional, sendo fruto de uma bem-sucedida campanha de arrecadação dos sites Kickstarter e Indiegogo.

Com a meta alcançada e os fundos garantidos, o diretor e roteirista David Weiner deve ter pensado que os apoiadores mereciam ver seu dinheiro bem empregado. E entregou um filme de quatro horas e meia de duração. E pensar que teve gente reclamando de O Irlandês(mais…)

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