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RESENHA: Ash vs Evil Dead (1ª Temporada)

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[Por Geraldo de Fraga]

Ash é um dos personagens mais carismáticos do cinema de horror e que, apesar de não ter alçado Bruce Campbell ao estrelato, transformou o ator em um ícone do gênero. Evil Dead também é um clássico absoluto, tanto que, em 2013, ganhou um remake mais pomposo que a bagaceira original. Mas era outro elenco e outra vibe. Faltava Ash.

Ano passado, os fãs saudosos tiveram sua espera recompensada. Ash vs Evil Dead, produzida pelo próprio Sam Raimi para o canal Starz, trouxe toda a mitologia dos primeiros filmes de volta. Temos aqui o Ash preguiçoso, cafajeste e fanfarrão, cuja personalidade foi bem mais resolvida em Army Of Darkness (já que nos dois longas anteriores, suas atuações eram quase monossilábicas).

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A série começa 30 anos após os incidentes da cabana e Ash ainda mantém o Necronomicon em seu poder. Da forma mais desleixada possível, ele lê uma passagem do livro e desperta toda aquela legião de demônios que voltam agora em maior número e sedentos de vingança. Mas como estender essa história em 10 episódios, mesmo que cada um só tenha, em média, 25 minutos? Fácil, dando aos fãs o que eles querem: gore. A quantidade de sangue, decapitações e desmembramentos em Ash vs Evil Dead deve ter batido o recorde da televisão mundial. Cada episódio é um deleite para os apreciadores do gênero.

Sobre a atuação de Campbell não temos do que reclamar. É o mesmo Ash de sempre, como se o ator nunca tivesse saído do personagem e esperado apenas a hora certa para voltar. Mas como nem tudo são flores, a série não conseguiu emplacar nenhum coadjuvante interessante. Pablo (Ray Santiago) e Kelly (Dana DeLorenzo), colegas de trabalho, e depois parceiros na luta contra o mal, não desenvolveram personalidades próprias e ficaram sempre em segundo plano. A tão aguardada participação de Lucy Lawless (a eterna princesa guerreira Xena) também deixou a desejar.

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Porém, o objetivo de trazer de volta toda a áurea dos filmes originais foi alcançado. Além do Ash atrapalhado, sua doze e sua motosserra, temos os movimentos de câmera, os litros de sangue e até os efeitos toscos, mesmo que construídos com o mais moderno CGI. A segunda temporada sairá ainda neste ano de 2016. Aqui no Brasil, essa primeira temporada está nas mãos da FOX, que ainda não acertou a data de estreia. Mais um caso de falta de comprometimento com o público, mas quem perde é o próprio canal.

Escala de tocância de terror:

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RESENHA: O Farol (2019)

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[Por Rodrigo Rigaud]*
Após A Bruxa, difícil resistir a lançar holofotes sobre o novo longa de Robert Eggers – ainda o segundo de sua carreira. Para quem mergulhou no universo de isolamento, fanatismo, loucura e fantasia – um horror, de fato – de seu filme debut, O Farol (The Lighthouse) poderá soar como um naufrágio na potência de seu cinema. (mais…)

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RESENHA: Contato Visceral (2019)

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Contato Visceral

Sinceramente, alguns títulos traduzidos da Netflix atrapalham mais do que ajudam na hora de decidir o que ver. Se não fosse alguns colegas falarem bem de “Wounds“, eu jamais chegaria perto de assistir o filme que está no catálogo de streaming com o nome de “Contato Visceral“.

Dirigido por Babak Anvari, o mesmo autor de “À Sombra do Medo” (Under The Shadow), esta produção com selo Netflix vai fisgar a atenção de quem curte um horror sobrenatural perturbador.

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SÉRIE: Marianne (2019)

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[Por Felipe Macedo]

Histórias de bruxas sempre fascinaram o público. Sejam elas voltadas pra algo mais assustador ou infantil, essas personagens sempre causaram certo impacto. A lenda da bruxa má povoa nossa imaginação desde a infância em histórias como “João e Maria” e depois na vida adulta em filmes como “ Suspiria ”.

A Netflix sabendo do interesse sobre o tema e na falta de produções atuais sobre o assunto, trouxe recentemente para seu catálogo a série francesa “Marianne” prometendo noites insones para o público. A trama acompanha Emma, uma jovem escritora de bastante sucesso devido a uma série de livros onde a bruxa Marianne, literalmente toca o terror. Forçada a voltar para a cidade de Eden, uma pequena cidade costeira na França, lá ela descobre que sua personagem é real e está a procura de algo. Agora cabe a Emma e seus amigos de infância colocarem um fim no reinado de terror de Marianne.

Bem, qualquer semelhança com algumas historias de Stephen King não é mera coincidência. É notável a influência do autor em toda a história. O clima soturno e uma criatura realmente maligna norteiam a trama com alguns momentos cabulosos. Pena que isso não dure muitos episódios. Apesar de ter bastantes clichês do gênero, no começo a série me prendeu e logo em seguida me fez revirar os olhos diversas vezes. A tentativa de humor, no entanto, é totalmente descabida, sem agradar em nenhum momento gerando até irritação em uma quebra de clima.


O formato de série não ajudou no desenvolvimento dos demais personagens. Tirando Emma e Marianne, os outros são apenas estereótipos de filmes de terror. Pra piorar não são carismáticos e a medida que somem ou morrem na história, isso não acarreta peso algum. E isso é um grande problema no roteiro. A falta de consequências em situações que deveriam repercutir são esquecidas rapidamente. Num filme, isso é compreensível pela questão do tempo, mas numa série? Parece preguiça mesmo.

O número de episódios também poderia ter sido reduzido para no máximo uns seis. Tanto é que no meio da temporada temos muita encheção de linguiça. No fim, “Marianne” tem uma premissa boa, uma vilã realmente aterradora, mas os jumpscares em desmasia e a tentativa a todo custo de parecer um enlatado americano tiram muito de sua graça.

Escala de tocância de terror:

Criador: Samuel Bodin
Elenco: Victorie Du Bois, Lucie Boujenah, Alban Lenoir e outros
País de origem: França
Ano de lançamento: 2019

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