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RESENHA: A Seita (2016)

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Por Júlio Carvalho

2016 mal começa e já tem produção com estrelas de Hollywood e uma premissa que soa interessante. Mas como em 2015, o ano não começa bem para o cinema de horror. Infelizmente posso adiantar que, A Seita (The Veil) não mostrou pra que veio. [deleta]. Dito isso, vamos ao filme.

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Tudo começa com os registros audiovisuais feitos em uma comunidade religiosa situada em uma fazenda nos EUA em que seu líder espiritual fala em transcender a morte etc. Em seguida caracteres anunciam: “Em 23 de março, 1985, 47 membros da Igreja do Paraíso de Veil cometeram suicídio coletivo. Eles envenenaram suas crianças e a si próprios com uma droga letal criada por Jim Jacobs. É o maior suicídio em massa da história dos Estados Unidos.

Voltamos as imagens e nos é revelado que uma garotinha foi encontrada viva e de boa em meio aos mortos. 25 anos depois, conhecemos Sarah Hope (Lily Rabe), a nossa sobrevivente já adulta. Após dar entrevista a um grupo de estudantes de cinema liderado por Maggie Price (Jessica Alba), concorda em voltar ao rancho onde tudo aconteceu pra filmar um documentário sobre a tragédia.

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The Veil
é dirigido pelo experiente, porém inexpressivo, Phil Joanou que na sua filmografia pode-se destacar o clássico oitentista da Sessão da Tarde Te Pego Lá Fora (Three O’Clock High, 1987)e o ótimo policial Um Tiro de Misericórdia (State of Grace, 1990) com Sean Penn, Gary Oldam e Ed Harris. Infelizmente, No filme em questão, é notória a falta de jeito do diretor pra o horror. Sem contar a horrível fotografia que beira o amador.

O elenco tenta, mas tudo é tão mal construido, restando os poucos bons momentos para o espalhafatoso líder espiritual Jim Jacobs, vivido por Thomas jane (O Justiceiro, O Nevoeiro) que provavelmente é inspirado no pastor Jim Jones que levou mais de 900 americanos a cometerem suicídio coletivo nos anos 70. Já não se pode dizer o mesmo da dupla Maggie e Sarah (Alba e Rabe) que estão claramente no piloto automático. O restante do elenco nem vale a pena menção.

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Não tem muito o que falar da trama aqui e o pouco que eu fizer pode estragar a experiência. Mas posso garantir que apesar de ter um bom clima de suspense na sua primeira metade, o longa não consegue, de forma alguma, conferir medo quando decide partir para o  terror assumido. Nem mesmo quando começa a apelar com sustos gratuitos o filme funciona. Sem contar que fica meio óbvio pra onde a trama quer nos levar.

Com uma reviravolta até ousada, mas nada original, The Veil só comprova a insegurança no de seus realizadores no estilo com tanto didatismo após a revelação afim de explicar mais do que precisa. E mesmo assim não convence e deixa um buraco sobre as intenções da nossa protagonista tão grande que só perde pra o do Interestrelar. Nolan mandou lembrança.

Escala de tocância de terror:
Direção: Phil Joanou
Roteiro: Robert Ben Garant
Elenco: Jessica Alba,  Lily Rabe e Thomas Jane
Origem: EUA

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SÉRIE: Castlevania (2017)

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Castlevania

[Por Felipe Macedo]

Sou gamer desde de quando me entendo por gente e passei boa parte da minha vida me divertindo (e me estressando) com essa mídia. Conheci a série Castlevania nos 16bits e já sabia que era uma franquia já bastante estabelecida antes (em 8 bits), mais precisamente no nintendinho. Passei várias tardes dando chicotadas em lobisomens, medusas, zumbis e claro no vampirão mais famoso do mundo: O Conde Drácula. (mais…)

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RESENHA: #Alive (2020)

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Alive

O cinema sul coreano ganhou uma visibilidade incrivel nos últimos anos e hoje não é tão raro ver obras vindas de lá aportarem no cinema. Mas é claro que com a pandemia as coisas foram freadas e alguns filmes estão ganhando destaque via streaming. Este é o caso de #Alive, filme que estreou em seu país na reabertura dos cinemas com bastante êxito e está sendo distribuído mundialmente pela Netflix.

A trama acompanha um jovem rapaz, que sozinho no apartamento da família, tenta sobreviver a uma epidemia mortal que transforma os cidadãos em zumbis sedentos por carne humana. No passar de vários dias, com comida e água acabando e ataques cada vez piores das criaturas, o rapaz coloca em cheque a promessa que fez ao pai de sobreviver. E aos trancos e barrancos ele tentará cumprir o que foi pedido.

#Alive é um bom filme de zumbis que não coloca nada de novo na mesa, mas traz o básico que, em sua maior parte, é competente. O longa não enrola e logo nos primeiros minutos a confusão e o caos predominam. A primeira parte é a melhor, se passando em praticamente um único cenário, mostrando bem a sensação de solidão e medo do personagem com cenas de ação pontuais e mais comedidas. Vale comentar a ótima maquiagem dos monstros que lembram o conterrâneo “Invasão Zumbi” (Train to Busan).

Outra semelhança com o longa de zumbis mais famoso é a ambientação minimalista e o país. Sinceramente, essa sim deveria ser a sequência real dele, pois mesmo não sendo perfeita, se mostra bem superior à continuação oficial, chamanda “Península”.

Os problemas de #Alive vêm à tona em sua segunda metade, onde as sequências de ação se tornam inverossímeis demais (até para um filme de zumbis)… Meio que a produção se rende ao espetáculo ocidental apresentando exageros que tiram a atenção diversas vezes. O clímax acaba sendo forçado e emotivo demais querendo a todo custo arrancar lágrimas do público.

Concluindo… #Alive não é um divisor de águas do gênero, mas é divertido e tenso na maior parte de sua duração. Vale gastar o tempo assistindo as desventuras do protagonista e sua busca pela sobrevivência.

Escala de tocância de terror:

Título original: #Saraitda
Diretor: II Cho
Roteiro: II Cho,Matt Naylor
Elenco: Ah-in Yoo, Shin-Hye Park,Bae-soo Jeon e outros
País de origem: Coreia do Sul

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RESENHA: In Search of Darkness (2019)

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Search of Darkness

[Por Frederico Toscano]*

In Search of Darkness é um documentário com uma proposta simples e direta: destrinchar a produção de horror dos Estados Unidos da década de 80. Lançado em maio do ano passado, acabou não chamando tanta atenção no Brasil (ou mesmo lá fora), provavelmente por não ter recebido uma distribuição e divulgação mais abrangentes. O que é compreensível, já que o projeto não saiu de um estúdio convencional, sendo fruto de uma bem-sucedida campanha de arrecadação dos sites Kickstarter e Indiegogo.

Com a meta alcançada e os fundos garantidos, o diretor e roteirista David Weiner deve ter pensado que os apoiadores mereciam ver seu dinheiro bem empregado. E entregou um filme de quatro horas e meia de duração. E pensar que teve gente reclamando de O Irlandês(mais…)

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