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RESENHA: Baskin (2016)

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[Por Geraldo de Fraga]

Há cerca de uns dois ou três anos, surgiram alguns filmes de terror turcos que chamaram a atenção do público ocidental. Um dos mais falados, e que esteve nas listas de mais aguardados de 2016, foi Baskin, dirigido pelo estreante em longas Cab Evrenol, que foi exibido em uma sessão lotada no Festival de Toronto do ano passado.

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O filme ganhou elogios da crítica especializada e foi até chamado de “verdadeiro pesadelo filmado”, onde temos uma “visão completamente nova, assustadora e caótica do inferno”. Resumindo: Baskin chocou e fez sua fama sob a promessa de cenas fortes e com violência fora do normal. Cumpre essa promessa? Não muito.

Acompanhamos a história de cinco policiais de caráter duvidoso em uma ronda noturna, torcendo para que nada aconteça e que eles terminem seu plantão de forma sossegada. Tudo corre bem, até que eles recebem uma chamada de outra viatura, solicitando reforço num distrito conhecido por ser barra pesada e também como um local cheio de lendas não muito atrativas.

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Após vários imprevistos na estrada, eles chegam até o lugar de onde partiu o chamado e dão de cara com um antigo casarão, sem saber o que de fato aconteceu por lá, já que não encontram os outros policiais, apenas a viatura abandonada na entrada. Ao entrarem no local, os cinco acabam no meio de um ritual satânico, com bizarrices de todo tipo.

Todo construído para chegar nesse suposto ápice de insanidade, Baskin não impressiona em nada na verdade. As cenas dentro do casarão mais parecem aquelas encenações do tipo Noite de Terror no Playcenter do que a tal visão assustadora que foi tão comentada mundo afora. É o tipo de filme que você acompanha uma primeira hora mais lenta, esperando uma ação desenfreada no fim, mas acaba não sendo premiado como gostaria.

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Não que seja de todo ruim, mas não é nada que já não vimos. O final pessimista até dá uma carga dramática, só que não a ponto de salvá-lo. Baskin vale apenas para que tem curiosidade em acompanhar produções de fora de Hollywood, baseados em dogmas religiosos diferentes dos ocidentais. Nada mais que isso.

Direção: Cab Evrenol
Roteiro: Cab Evrenol
Elenco: Mehmet Cerrahoglu, Gorkem Kasal e Ergun Kuyucu
Origem: Turquia
Ano: 2016

Escala de tocância de terror:

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1 comentário

  1. thiagostrike

    27 de Maio de 2016 a 20:37

    Vi e não gostei muito não. Apesar de algumas cenas mais pesadas é mais do mesmo. E a história não tem pé nem cabeça.

  2. Rodrigo

    29 de dezembro de 2019 a 14:43

    Resenha fútil,falou falou e não disse nada

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SÉRIE: What We Do in the Shadows (2019)

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What We Do in the Shadows

Na próxima quinta (15 de abril), estreia no canal FX dos EUA a segunda temporada de What We Do in the Shadows, série baseada no filme de mesmo nome lançado em 2014. Aqui no Brasil, sua primeira temporada foi exibida no ano passado pela Fox Premium. Vamos aproveitar então o retorno do programa lá fora para tecer algumas linhas sobre a atração.

Se você assistiu ao filme, fique sabendo que a mecânica é a mesma do longa. Uma equipe de filmagem que nunca aparece acompanha a rotina de três vampiros centenários que vivem na mesma casa e tentam se adequar ao mundo moderno. A principal mudança em relação à obra original é que a história se passa nos EUA, mais precisamente em Staten Island, Nova York.

O elenco também é outro Com a adição de uma personagem feminina, Nadja (Natasia Demetriou), e do lacaio Guillermo (Harvey Guillén), o trio de vampiros se completa com Nandor (Kayvan Novak) e Laszlo (Matt Berry). Há ainda um personagem recorrente, Colin Robinson (Mark Proksch), um humano que se apresenta como “vampiro de energia” e que se alimenta da força vital das pessoas, deixando-as entediadas.

A vida deles segue tranquila, até que eles são obrigados a receber como hóspede o barão Afanas (Doug Jones coberto de maquiagem, para variar), um vampiro milenar que vem da Europa e sonha em conquistar a América. Apesar desse ponto de partida, o enredo não se apega muito a ele. Como seriado, What We Do in the Shadows é basicamente uma sitcom, na qual o roteiro tenta brincar com os clichês da mitologia e da cultura pop.

No filme isso deu muito certo, mas ao longo de 10 capítulos, a série não se sustenta. Há momentos brilhantes, mas eles são raridades. Destaque para os episódios The Trial, com a participação de vários atores que interpretaram vampiros no cinema (como Wesley Snipes e Danny Trejo), e The Orgy, no qual, como o próprio nome diz, uma orgia vampírica é organizada, sem muito sucesso.

Porém, a impressão que fica é que assistir What We Do in the Shadows é um grande esforço para poucas risadas, mesmo que seus capítulos tenham apenas 30 minutos em média. Uma pena, pois o elenco todo é muito bom. Esperamos que nessa segunda temporada, os roteiristas estejam mais inspirados.

Escala de tocância de terror:

Direção: Jemaine Clement e Taika Waititi
Roteiro: Jemaine Clement e Taika Waititi
Elenco: Kayvan Novak, Matt Berry e Natasia Demetriou
Origem: EUA

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RESENHA: Maria e João – O Conto das Bruxas (2020)

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Maria e João

MARIA E JOÃO – O CONTO DAS BRUXAS é inspirado num dos contos mais conhecidos dos irmãos Grimm que já foi adaptado várias vezes pras telas. Até uma versão estilizada estrelando o Gavião Arqueiro dos Vingadores já teve! Agora é a vez de Osgood “Oz” Perkins dar sua visão à história optando pelo horror de fato nos oferecendo uma fábula cruel e cabulosa típica dos contos originais. (mais…)

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RESENHA: Quando as Luzes se Apagam (2016)

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Quando as Luzes se Apagam

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Em sua essência, “Quando as Luzes se Apagam” é mais um drama familiar sobrenatural. Temos aqui uma mãe traumatizada, uma criança assustada, um pai desaparecido e uma filha rebelde compondo o núcleo principal desta produção que nos envolve em uma trama alegórica sobre o medo do escuro.
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