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Resenhas

RESENHA: Preacher (1º episódio)

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Preacher-Poster
[Por Geraldo de Fraga]

Sempre que surgia a notícia de que Preacher seria adaptada, fosse para o cinema ou para a TV, a pergunta que se fazia era uma só: como levar uma história tão controversa ao grande público? Porque, por mais que algumas obras obtenham sucesso e visibilidade por conta da irreverência, colocá-la em um meio comercial é perigoso, pois os produtores não querem apenas os consumidores da obra original e sim novos adeptos.

preacher (1)

Afinal, a coisa precisa ser consumida em larga escala. Exemplo: ninguém faz um filme do Homem-Aranha só para quem lê os gibis do Homem-Aranha. Enfim, era óbvio que haveria mudanças na história, originalmente escrita Garth Ennis e desenhada por Steve Dillon, mas a torcida era para que não fossem tantas. Mas foram…

Nenhuma alteração feita na história melhorou em nada o texto original, mas pelo menos não estragou tudo, como acontece na maioria das vezes. Numa cidade do interior do Texas, o pastor Jesse Custer (Dominic Cooper) comanda uma igreja caindo aos pedaços, pouco frequentada e tem dúvidas se Deus realmente está ouvindo suas preces.

Diferente da HQ, vemos um Custer integrado à comunidade local. Enquanto isso, a entidade metade anjo, metade demônio conhecida como Gênesis foge do céu e vai para a Terra em busca de um hospedeiro. Eis que, em meio a sua crise de fé, nosso pastor é “possuído” por Gênesis, o que lhe confere o poder de fazer com que qualquer pessoa o obedeça.

Vários personagens que vão aparecendo pouco a pouco nos quadrinhos, já dão as caras logo nesse primeiro episódio, inclusive os dois principais parceiros de Custer: Cassidy (Joseph Gilgun) e Tulip O’Hare (Ruth Negga). Também estão lá o Cara de Cu (Ian Colletti) e seu pai Hugo Root (W. Earl Brown), xerife da cidade.

preacher-cassidy

Os produtores Seth Rogen e Evan Goldberg sempre se declararam fãs da HQ, mas nem toda paixão pode bater de frente com as caretices da AMC. Mesmo assim, a personalidade do trio de protagonistas foi mantida, pelo menos até então. Porém, o final do piloto não nos dá a certeza de que a série vai seguir o estilo roadie movie dos quadrinhos. E se Custer não colocar o pé na estrada, tem tudo para dar errado.

No mais, para quem não acompanha a HQ, a série vai agradar bem mais. Mesmo com uma história menos escrachada e com alguns clichês de TV, Preacher nos apresentou um episódio piloto com mais coisas legais do que defeitos e com boas doses de humor e violência. Vamos aguardar se a pegada será mantida, ou até mesmo melhorada.

Escala de tocância de terror:

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1 comentário

  1. Helton Azevedo

    26 de Maio de 2016 a 15:40

    Ainda não vi, mas estou bem preocupado. Gosto das HQs e sempre achei q seria muito complicado adaptá-la.

  2. Margarette

    21 de abril de 2017 a 19:30

    Es un tiempo para apreciar las cosas en la naturaleza que las personas suelen pasar por
    alto debido a sus ocupadas vidas.

  3. Pingback: DICAS: Alternativas à Netflix | Toca o Terror

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RESENHA: Contato Visceral (2019)

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Contato Visceral

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Dirigido por Babak Anvari, o mesmo autor de “À Sombra do Medo” (Under The Shadow), esta produção com selo Netflix vai fisgar a atenção de quem curte um horror sobrenatural perturbador.

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SÉRIE: Marianne (2019)

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marianne
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SÉRIE: O Mundo Sombrio de Sabrina (2018)

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O Mundo Sombrio de Sabrina

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