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RESENHA: Terror nos Bastidores (2015)

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The-Final_Girls

[Por Jarmeson de Lima]

Hoje em dia é fácil fazer uma paródia ou recriar intencionalmente inúmeras cenas inspiradas no que já houve de melhor ou pior no cinema de horror. Difícil mesmo é criar algo novo e relevante prestando homenagens a filmes que muita gente viu, continua vendo e se deliciando com eles. Foi encarando essa difícil missão que Terror nos Bastidores (The Final Girls) se deu bem.

O filme em si é claramente inspirado em slashers clássicos dos anos 80 como Acampamento Sinistro e Sexta-Feira 13 e consegue dosar bem drama, comédia e, obviamente, terror. Temos aqui uma fictícia produção dentro dele chamada de Camp Bloodbath, conhecida por ser o avô dos filmes do gênero Slasher em Acampamentos.

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No elenco do suposto filme, havia Amanda Cartwright, mãe de Max Cartwright, uma adolescente que após três anos do falecimento da atriz é chamada pelos amigos para ir a uma sessão dupla de cinema onde está sendo exibido o longa original e sua continuação direta. Relutante em ver sua mãe na tela para ser morta como em todo slasher do tipo, Max (Taissa Farmiga) acompanha os amigos, mas resolve deixar a sala no meio da sessão.

É nessa hora que uma turminha do barulho apronta altas confusões na sala e inadvertidamente acaba causando um incêndio no cinema. No meio do tumulto, com as portas de emergência bloqueadas, os amigos de Max resolvem rasgar a tela e tentar escapar pela porta dos fundos.

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Sendo que ao invés de encontrar uma saída, eles vão parar na trama de Camp Bloodbath. Sim, assim como em O Último Grande Herói, os personagens do filme acabam entrando dentro de outro filme. E aí toque o foda-se e abstraia sobre como eles chegaram lá e como vão sair. É um questionamento inclusive que os personagens fazem ajudando a criar um roteiro ainda mais metalinguístico em uma historinha boba de maníaco assassino que mata um a um.

Daí a gente começa a imaginar que por ser um slasher comum, seria fácil prever as ações do assassino que usa uma máscara, sofreu bullying na infância e retorna para se vingar dos jovens que fazem sexo e usam drogas em acampamento… mas não é bem assim. Na turma de Max, só um obcecado viu Camp Bloodbath e como as coisas literalmente fogem do roteiro original, ninguém mais ali sabe direito como o filme vai terminar.

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A princípio, os amigos de Max acham que estão ali só pra observar o desenrolar das cenas sem interferir na história. Mas é claro que Billy, o assassino mascarado, não vai distinguir quem é personagem original e quem chegou de repente. Vai tentar matar todos sem preconceitos. Some-se isso à carga dramática que temos ao ver Max tentando se aproximar da personagem de sua mãe (Malin Akerman) no enredo querendo ainda evitar que ela morra de forma trágica novamente.

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Apesar de ser uma produção PG-13, Terror nos Bastidores está acima da média dos filmes de terror para esta faixa etária não só pelas boas sacadas e referências, como ainda pelo roteiro interessante que lhe prende a atenção ao longo de seus 92 minutos. O filme ainda explora bem a pieguice de figurino e os principais lugares-comuns de produções de terror dos anos 80. Apesar de não pegar pesado no gore (afinal é pra audiências adolescentes), temos aqui um longa que serve, no mínimo, como um bom passatempo.

Direção: Todd Strauss-Schulson
Roteiro: Joshua John Miller, M.A. Fortin
Elenco: Taissa Farmiga, Malin Akerman e Nina Dobrev
Origem: EUA
Ano: 2015

Escala de tocância de terror:

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RESENHA: Rabid (2019)

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Rabid

Quando saiu a notícia que iria rolar um remake de RABID, clássico de ninguém menos que David Cronenberg – filme que aqui no Brasil saiu com o título infame de “ENRAIVECIDA NA FÚRIA DO SEXO” – eu fiquei num misto de curiosidade e medo do que viria. Mas aí vi que essa empreitada seria realizada pelas Irmãs Soska e fiquei bem animado, pois as gêmeas diretoras tem uns filmes cabulosos no currículo.

Nesta nova versão, dirigida por Jen e Sylvia Soska, a partir do roteiro de John Serge no qual elas também assinam, acompanhamos Rose, uma design de moda que se envolve em um acidente e fica com o rosto desfigurado. Sem esperanças de recuperar a aparência e voltar ao mundo da moda, resolve se inscrever numa clínica de estética adepta de um movimento “TRANS-HU-MA-NI-SMO” que não é aceito pela comunidade médica. Como voluntária, acaba se submetendo ao procedimento milagroso que restaura toda estrutura do seu rosto. Não bastasse a aparência, a moça passa a se sentir melhor em todos os sentidos. Mas não demoram a surgir os efeitos colaterais… e eles são pra lá de sinistros.

Em nenhum momento as diretoras escondem sua admiração por Cronenberg. Há referências frequentes de sua obra durante o longa, sendo que uma em especial acaba se destacando de tão gritante que é. E é claro que o sadismo aqui impera, marca registrada das gêmeas cineastas em seus longas anteriores – vide “T IS FOR TORTURE PORN” e “AMERICAN MARY“. E assim como o diretor canadense, as irmãs também são chegadas a um body horror raiz. Aqui, usam e abusam de efeitos práticos pra nos conferir muita nojeira e bizarrice. Em uma cena vemos uma “cobra” e uma axila… e basta dizer que ela dificilmente será esquecida, por exemplo.

Apesar de seguir a mesma premissa do “RABID” original, este remake tem suas diferenças – o que já é esperado – e a mais importante é a forma com que Rose, vivida por Laura Vandervoort (Biten), é construída. Ao contrário do original, nossa protagonista não passa o filme todo assistindo impassiva às transformações que seu corpo e mente sofrem. Aqui, nossa heroína evolui dentro da trama, passando a ter domínio de suas ações, dando força e profundidade à personagem.

O ponto forte aqui tá no desenvolvimento da personagem principal, como já mencionado, e na violência extremamente gráfica toda artesanal, que garante uma seboseira danada com muito sangue em tela. Infelizmente, a maquiagem dá uns vacilos como na deformidade do rosto da protagonista, o que é bastante fake. Há umas cenas toscas aqui e ali, mas os pontos fracos mesmos estão mais em alguns personagens que poderiam simplesmente nem existir, a exemplo do boyzinho que fica enchendo o saco da moça o filme todo.

Esta nova versão de “RABID” peca por tentar acrescentar mais elementos à trama do que ele precisaria de fato, mas nada que estrague a sua experiência. No fim das contas, o remake das Irmãs Soska agrada e acaba fazendo “bonito”. Pena que esta refilmagem passou meio batida pelo público do gênero e pouco se falou a respeito. Quem ainda tá torcendo o nariz e ainda não viu, tá vacilando.

Escala de tocância de terror:

Direção: Jen e Sylvia Soska
Roteiro: John Serge e Irmãs Soska
Elenco: Laura Vandervoort, Benjamin Hollingsworth, Ted Atherton
Ano de lançamento: 2019

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DVD: Digipack “Coleção O Homem Invisível”

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Aterrorizados

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